Nosso assunto de hoje é o cenário atual da Reforma Tributária.
Estamos em agosto de 2026 e, a partir de
1º de janeiro de 2027, entra no processo
normal de cobrança da CBS, substituindo o PIS e
a COFINS. Ok, esse é o cenário visível para o final
deste ano e início do próximo ano de 2027.
Mas no contexto todo, como está o processo da Reforma Tributária?
O que os contribuintes precisam se preocupar em relação a
esse assunto? Ambiente de negócios: será que, a partir de
2027, com a cobrança da CBS em
substituição ao PIS e à COFINS, todos os contribuintes
estão adequados? Estão previsíveis em relação aos
cenários da Reforma Tributária? Estão sabedores do que fazer?
Estão com os aplicativos, sistemas preparados?
Estão com a equipe técnica desenvolvida já para poder atender a
Reforma Tributária? Então vamos lá.
O que cada contribuinte precisa ver? Ambiente de negócios.
Quem são meus fornecedores? Quais são os meus clientes?
Quais fornecedores meus me darão direito a créditos?
Quais clientes meus irão precisar de créditos, vão exigir que eu
disponibilize créditos pra eles?
Então, essa questão de fornecedores e clientes é extremamente essencial
nesse cenário da Reforma Tributária, considerando que, a partir de 2027, será o
início da CBS. Preciso
ter certeza de que meus fornecedores principais ou aqueles que mais me
representam uma demanda de mercadorias, no sentido de que eu
possa vender, eu possa ter ganhos em cima ou de serviços, enfim, os
clientes que vão precisar que eu forneça créditos pra eles.
Eu preciso conhecer quais são, tanto fornecedores quanto clientes, se estão
adequados aos processos da Reforma Tributária, se eu também estou adequado,
conforme já falamos, como eu poderei obter créditos, como eu poderei conceder
créditos. Então,
este é um cenário extremamente importante e os contribuintes precisam ficar
atentos para não deixar ultrapassar esse tempo que ainda existe.
Se ainda não estão adequados, se não estão se desenvolvendo, precisam correr atrás
nesse ponto. Preços, composição dos preços.
Será que os meus preços, tanto de serviços quanto de mercadorias, enfim, de acordo
com a minha atividade, estão adequados?
Estarão adequados para janeiro de 2027?
Será que eu conheço os tributos embutidos no preço?
Será que eu consigo estimar os preços das minhas mercadorias, dos meus serviços,
enfim, dependendo de cada atividade? O que é importante lembrar?
Que os tributos hoje, ainda em 2026, esquecendo aquela
cobrança do IBS da CBS 0,1 e 0,9%, que são só testes, na verdade,
mas hoje, ainda 2026, ICMS, PIS, COFINS, enfim, tudo está sendo
cobrado normalmente, só que os tributos são de forma
cumulativa e a Reforma Tributária é a não-cumulatividade plena.
O que muda nisso? Por exemplo, supor que lá em janeiro de
2027 exista um IVA que é IBS
mais CBS de 27,91%. Esse número aqui
é aleatório, seria a somatória dos dois.
Supor que o IVA lá de 27,91.
O preço com os tributos embutidos, imagine uma operação de
R$ 10 mil. O que eu tenho
embutido hoje nessa operação antes dos tributos de R$ 10 mil?
Como os tributos são cumulativos, imagina que tenha lá o ICMS numa
mercadoria ou num serviço, enfim, 18% de ICMS.
ICMS não seria no serviço, é óbvio.
Mas imagine que no preço de um bem, tem lá de R$ 10 mil
antes dos tributos, na atualidade, cumulatividade, ICMS de
18%, PIS de 1,65, COFINS de 7,6. Dá um total
de 27,25%. Esse
27,25%, hoje, no cenário atual, até dezembro de 2026,
representa que uma mercadoria de 10 mil vai ser vendida por
13.745,70. Por quê? É o
cálculo do valor embutido. O 10 mil embutem o ICMS,
PIS, COFINS e calcula ele novamente.
A base passa a ser 13.745,70. Como o somatório
deles é 27,25%, do 13.745,70
vezes 27,5% embutido no preço, dá 3.745,70.
Tem um valor de 10 mil sem a cumulatividade dos tributos.
Isso quer dizer o quê? Que neste mesmo cenário,
esta mercadoria aqui de 13.745,70, lá em janeiro,
pra que eu calcule o IVA que vai ser cobrado sobre ela, imaginando essa
hipótese de 27,91%, eu preciso pegar esse 13.745,70
e tirar os tributos por dentro, deixar só o valor da mercadoria sem os
tributos. 13.745,70, tirando os tributos
que estão embutidos, vira os 10 mil.
Lá eu vou, então, 10 mil vezes o IVA de
27,91%, 12.791 é o preço de venda dessa
mercadoria nesse cenário, como um exemplo.
Então veja o que vai mudar radicalmente.
A cumulatividade que existe hoje vai deixar de existir a
partir de janeiro de 2027. É óbvio, lembrando que em relação ao
ICMS, ainda não vai acontecer esse cenário, mas eu tenho que fazer isso em relação
ao PIS e COFINS. ICMS vai ser pra frente ainda.
Então PIS e COFINS, a partir de janeiro de 2027, vai estar em vigência.
Eu tenho que pegar o preço, vamos chamar aqui, isso aqui é um exemplo,
mercadoria, o preço de um serviço que tem PIS e COFINS por dentro, 1,65 mais
7,6. Eu tenho que tirar esse valor do preço do serviço atual,
tirar a cumulatividade dele, chegar no cenário do valor do serviço sem o PIS e
COFINS e daí calcular lá, vamos chamar aqui a CBS, vamos lá,
9,6%.
Aqui 27 seria o IVA, a CBS mais
o IBS. Então eu tenho que tirar 9,6% de
um total de um serviço
pra chegar no preço dele sem o PIS e a COFINS, depois eu vou calcular a
CBS
com a alíquota que for, que hoje ainda não existe a alíquota efetiva determinada
pelo governo, pra eu poder ter a certeza que o valor daquele meu
serviço, tirando a cumulatividade a partir de janeiro de 2017, eu vou
calcular o valor do serviço sem os tributos PIS e COFINS e vou
acrescentar a CBS com a alíquota que for determinada pelo governo.
Então como falamos, isso aqui é um exemplo, uma situação.
Falamos aqui em ICMS, porque o cálculo hoje é assim, mas lá na frente vai precisar
fazer dessa forma, conforme nós falamos, mais 2027.
Um serviço que tem PIS e COFINS embutido,
tenho que tirar o PIS e COFINS de dentro dele, aqui, como nós falamos, está com
ICMS, mas imagina que aqui o 10 mil ajustado pelo PIS e COFINS dê
lá 11 mil e pouco, 12 mil e pouco, tem que tirar isso de dentro pra chegar no 10
pra depois calcular o percentual da CBS.
Então esse é um exemplo hipotético, mas o que vale é o cenário.
Então, agosto, o que precisa ser preparado, ser
pensado? O cenário atual da Reforma Tributária, em desenvolvimento, porque é um ano
de testes, mas janeiro de 2027 está próximo.
E esse cenário aqui, que vai mudar o ambiente de negócios, deve ficar
latente na cabeça dos contribuintes.
Preços de composição, preços, composição dos preços, mercadorias ou
serviços, precisam se atentar para esses cenários, que hoje é cumulativo,
lá em janeiro de 2027, em relação à CBS, lógico, e quando também entrar
o IBS, é não-cumulativo. Vai ter que tirar os valores dos preços atuais,
deixá-los sem os tributos embutidos, pra depois calcular o IVA
ou só a CBS, inicialmente, depois o IBS junto pra completar o IVA.
Então esse é um recado. Cenário atual, trabalhando, se desenvolvendo,
preparando. Ninguém pode esquecer que esse cenário aqui, para fins da CBS, a
partir de janeiro de 2027, vai ser verdadeiro.
Então é um recado que faz parte do contexto aí desse curso de
Reforma Tributária, curso vivo, cada vez vai acrescentando mais detalhes.