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Conexões normativas, impactos e mini caso

Transcrição

Então, como a gente viu até no exemplo, no exercício agora, das categorizações, né? Das receitas e despesas, a gente consegue observar que o IFRS 18, CPC 51, ele vai ser utilizado para todas as outras normativas contábeis de alguma maneira impactar o balanço, né? Seja nas determinações das políticas contáveis, né? Na divulgação de resultado por ação, ou na própria demonstração de fluxo de caixa, né? Vai trazer questões específicas da lei de divulgação em notas explicativas, por exemplo, né? Ou na própria norma de instrumentos financeiros. Então, ela vai deixar um pouco mais e direcionado essa tratativa dentro da apresentação e da divulgação das informações contábeis, né? Então, alguns pontos de impacto prático que podem acontecer, a gente poderia dizer aqui, obviamente a gente não está exaurindo todas as possibilidades, mas a gente pensa em plano de contas, né? Como a gente vai ver mais para frente, da divulgação de informação por natureza ou por função, dependendo das escolhas que sejam feitas pelas companhias, nesse sentido, vai precisar ter uma mudança operacional em plano de contas, em sistemas, né? Em rastrear essas informações e como tratá-las dentro das bases de dados para que você consiga poder ter as informações adequadas com a granularidade exigida pela norma e também como consequência das escolhas de divulgação. Ela tem uma expectativa de poder impactar na divulgação e alguns potenciais indicadores, como a gente colocou de covenants aqui, por exemplo, né? Ou remuneração de executivos, dependendo dos QPIs que são determinados internamente pelas companhias, né? Então, por exemplo, a gente pode estar tratando covenants relacionados à dívida líquida por EBITDA, né? Se vai existir uma mudança na reorganização da DRE, em teoria pode acontecer uma mudança ou não no indicador do EBITDA. Se esse indicador muda, se essa informação de desempenho, né? Se esse indicador de desempenho muda, pode acontecer de ela afetar também o cálculo de indicadores de covenants, tal como esse a gente mencionou, da dívida líquida por EBITDA. Ok? Como a gente mencionou também no item 1, então, o fechamento está bastante relacionado em relação ao plano de contas, porque vai ser necessário a construção de dados internos para que eles possam passar a ser divulgados em notas explicativas, em reconciliações que vão fazer parte também da demonstração contável. Né? E a governança, né? Então, vai precisar ali, principalmente para as empresas de capital aberto, existir um diálogo mais próximo com as áreas de relacionamento com investidores, por exemplo. Né? até porque a gente ainda vai discutir um pouco mais no detalhe esses assuntos nos módulos posteriores, mas vamos pensar num caso aqui onde a gente está observando aqui a companhia Alpha, né? que divulga aí o EBIT ajustado em seus releases, né? Ao mercado. Na DRE ela usa subtotais próprios e uma linha ampla chamada Outros. Esse Outros também a gente vai falar um pouquinho deles aí nos módulos posteriores, né? O que vai acontecer com essa conta Outros. Analistas, Usuários da informação contábil reclamam da divulgação de comparar seu desempenho concorrente, justamente pela falta de comparabilidade e a falta de transparência em algumas divulgações atualmente feitas. Vamos supor que a administração que ainda tem R8 vai ajudar a melhorar essa comunicação. Então, para a gente pensar aqui um pouquinho quais problemas de informação aparecem nesse caso, talvez eu até dê alguma resposta de algum aqui, pilares da FR8 ajudam a resolver isso. O que você revisaria primeiro? DRE, notas ou MPMs? As medidas de performance. Vamos pensar um pouquinho. nesse primeiro a gente está pensando em EBITDA ajustado, que poderia ser um caminho. Outra questão, outros. As empresas hoje divulgam as notas explicativas o que está dentro da conta de outros. Ok? Ok? Então, o que a gente pode trazer aqui de problemas identificados? Estamos treinando aqui, a gente poderia encontrar outros. Primeiro, subtotais próprios dificultam comparação. Então, se não existe uma certa determinação de quais são subtotais, cada empresa vai divulgar de uma maneira. Obviamente que o lucro líquido, isso não vai mudar. A questão é como que esse lucro líquido é formado. é se você consegue comparar esses subtotais entre empresas, sobretudo do mesmo setor. Nem a outros pode ocultar itens relevantes. É, não é uma certeza, por exemplo, a gente mencionou que pode ocultar itens relevantes. E o EBITDA ajustado pode não estar reconciliado nem explicado. Então, isso é uma questão bastante importante. Eu tenho duas empresas do mesmo setor, empresa A e empresa B, vamos pensar nesse sentido, a empresa Alfa, a empresa Beta, que é o nosso exemplo da empresa Alfa. A gente pode ter ebit ajustado das duas, só que a gente não vai saber como que ele foi reconciliado. O que que uma colocou no ebit ajustado que a outra não colocou? E o inverso também. se a gente não sabe como que ele foi construído, esse indicador, como que eu vou conseguir comparar se o desempenho de uma empresa foi melhor ou não do que outra empresa? Ok? Então, nesse sentido, a IFRS 18 vai ajudar na determinação mais adequada em relação às categorias e subtotais obrigatórias a agregação e a desagregação das informações, onde dependendo dos cenários, onde você tiver uma maior agregação, pode ser que seja necessário você divulgar isso em notas explicativas, que é o que a gente também vai falar nos módulos posteriores. Ok? E ela vai trazer os MPMs em uma nota única, com a reconciliação e a explicação desses MPMs. Então, esses EBITDA ajustados, eles vão passar a ter uma transparência melhor da construção desses indicadores, de forma que os usuários dessa informação, eles consigam saber exatamente com quais dados eles estão trabalhando para poder fazer uma análise daquela empresa. Ok? Muito obrigado, nos próximos módulos a gente vai tratar detalhes mais específicos desse novo normativo.