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Impactos, governança e projeto de implementação

Transcrição

nós veremos os impactos esperados da norma, desafios e cronograma de adoção. Então, basicamente, a gente vai falar sobre esses principais impactos nas companhias abertas, grupos econômicos, multinacionais. Falaremos um pouco dos efeitos dos derivativos relacionados à especulação, arbitragem, hedge e hedge accounting. Então, teremos alguns pontos críticos de implementação, bem como o próprio cronograma e alguns exemplos práticos e impactos em setores específicos. Então, de modo geral, já mencionou isso algumas vezes, a norma não começa na demonstração do resultado. Ela começa na governança das informações, dos dados, dos critérios, de todos os controles e sistemas utilizados para obter as informações necessárias para utilização na construção da demonstração do resultado, das notas explicativas e das demais peças das demonstrações contábeis. Para que, de modo geral, existam as informações necessárias para que haja a possibilidade de se construir os comparativos e toda a narrativa ao mercado. Então, os impactos estão diretamente relacionados às companhias abertas e grupos multinacionais que divulgam informações, demonstrações contábeis e IFRS. Para a implementação, um processo bastante crítico e que deve gerar impactos é o processo como um todo de obtenção das informações via sistemas e via controles, via processos internos de onde que vem informação para qual local, se hoje nos sistemas e nos planos de contas tais informações já são disponíveis ou vai haver uma necessidade de se adaptar a esses sistemas, esses planos de contas, para que essas informações possam estar em uma base adequada. A gente vai ver, basicamente, que o cronograma começa em 25, sendo a conclusão de todo esse projeto em 27, que é onde, de fato, a norma passa a entrar em vigor. E a gente vai falar um pouquinho dos derivativos também. Certo? Então, mensagem de modo geral, que a norma, essa nova norma, ela traz uma adoção que deve transformar um julgamento técnico em um processo mais consistente, né? A gente fala de julgamento técnico aqui, é decisão técnica, né? Definições técnicas de modo geral. Não necessariamente para tudo haverá um julgamento subjetivo. Algumas questões da norma já são um pouco mais definidas e claras do ponto de vista de definições, né? E, obviamente, essa consequência vai trazer uma informação mais rastreável e mais comparável também. Então, essa nova apresentação vai afetar como a companhia mede, controla e comunica desempenho, né? Isso está diretamente relacionado com as áreas de RI e de mercado, que vão divulgar as informações ao mercado por meio de release, né? Guidances e apresentações ao mercado. As áreas de FP&A e gestão, elas também poderão ser impactadas em função dos potenciais mudanças nos indicadores, as metas e as análises internas. Na consolidação dessas informações, então vai ser necessário ter um report package, né? E impacto na matriz também. Então, tem que ter um bastante cuidado também, a gente não mencionou aqui, em demonstrações financeiras consolidadas e demonstrações financeiras individuais. Então, a gente está tratando de um grupo econômico, onde dentro do consolidado a gente tem mais de uma atividade operacional, enquanto no individual a gente tem somente uma atividade operacional. Isso pode, de alguma maneira, impactar controles, a forma como você vai divulgar e tratar operações e receitas e despesas dentro da demonstração do resultado, por exemplo. Impactos em sistemas, planos de contas e dados históricos. Então, é possível que exista uma necessidade de uma adaptação desses sistemas e dessas informações históricas, uma vez que a norma vai exigir uma divulgação comparativa com os números de 2026. Então, é importante que os números de 2026 também estejam adaptados à nova norma, uma vez que em 2027 as demonstrações financeiras sejam intermediárias ou de fim de exercício, elas precisarão ter um comparativo com os anos anteriores. Do ponto de vista de governança, vai existir um processo de revisão de controles, então, isso está bastante relacionado com o item de sistemas, porque também afeta a governança como um todo, de como que esses controles são gerenciados, como que serão mitigados potenciais riscos operacionais dentro dos controles que eventualmente serão novos dentro da companhia, vai ter um processo de auditoria externa em relação a essas informações também e haverá necessidade de aprovações internas para que haja uma robustez de governança nessas novas definições. Eventualmente, pode impactar em covenants, em remuneração variável, uma vez que as análises e a construção dessa DRE, da demonstração de resultado, a nova DR, não mais DRE, ela pode eventualmente impactar algum indicador de desempenho ou contratos que tenham cláusulas contratuais de restrição. A mensagem final aqui é que vai haver uma necessidade de alinhar número contábil com o número gerencial e a narrativa externa, ou seja, como que essas informações serão apresentadas para os usuários da informação contábil. Então, para companhias abertas e grupos multinacionais, como a gente já mencionou, a comunicação precisa acompanhar essa nova estrutura. Então, cada julgamento da norma precisa virar uma informação, vai fazer parte de um processo, vai fazer parte de um controle. Então, essa nova norma, ela traz categorias subtotais, MPMs, desagregação de informações, que precisarão estar consolidados e controlados em dados, que estarão em planos de contas, sistemas RP, e informações históricas também. Consequentemente, elas farão parte de um processo, onde vai haver uma necessidade de fechamento, consolidação e revisão dessas informações, até chegar na divulgação dessas informações na demonstração contábil. Ou, obviamente, um alinhamento com as apresentações de resultado. Então, como exemplo de uma leitura prática, um MPM nesse release, o dado precisa ser reconciliável em nota, numa nota explicativa específica desse MPM. A rubrica da DRE, a categoria vai depender da natureza e o modelo de negócio. E vai haver uma necessidade de um comparativo, um histórico precisa ser construído nessa nova base, para que também possa entender essa diferença ou não desse critério desse MPM em anos anteriores também. Sobretudo na adoção inicial, em 2027. Então, pensando num checklist de implementação, o que precisa estar pronto antes do primeiro fechamento do IFRS 18, dessa nova norma? Rubricas da DRE, quais as linhas mudam de categoria? Será que tem receitas e despesas que passam a fazer parte de categorias específicas que não estejam dentro da operacional? Do ponto de vista de MPMs, quais são esses MPMs? Quais são essas métricas divulgadas que entram na nota? Ou seja, quais são as métricas de desempenho que se caracterizam como MPM e que, consequentemente, deverão ser divulgadas nas notas explicativas? E dentro das notas explicativas, há dados para reconciliação e os efeitos adicionais. A gente vai conseguir detalhar e desagregar e explicar essas informações mais detalhadamente nas notas. essas informações estão disponíveis? Comparativos. Como a gente já mencionou, a norma exige um comparativo com 2026. Sim. Então, como a gente mencionou, a norma exige que exista um comparativo de 2027 com as informações de 2026. 2026 pode ser reconstruído nessa nova base? É possível? Sim. Do ponto de vista de controles, quem que aprova as definições técnicas e as mudanças, de modo geral? E a comunicação, como explicar os impactos ao mercado? Isso é bastante importante também. Então, de modo geral, esse projeto do IFRS 18 é um projeto multidisciplinar, onde diversas áreas estão impactadas, não somente as áreas contábeis. A área de FP&A, que trata de métricas gerenciais. A área de RI, que divulga informações ao mercado. A área jurídica, que pode eventualmente estar relacionada com algum contrato específico, que tem algum impacto nessa mudança de métricas, nessa mudança de divulgação. Impactos fiscais também estarão dentro, uma vez que a norma também exige uma reconciliação. O TI também está diretamente envolvido, uma vez que todas as informações, muitas delas estão em sistemas legados, RRP, estão gerenciados em sistemas, e eventualmente haverá uma necessidade de adaptação dessas informações, desses sistemas, o que vai envolver as áreas de TI e, obviamente, a própria auditoria que vai avaliar essas informações, vai auditar todas essas novas informações que serão divulgadas nas demonstrações contábeis. Então, a adoção no Brasil, visão contábil, societária e regulatória, nessa nova lógica de apresentação, ela pode conviver com conceitos locais diferentes. Qual é a pergunta central que a gente coloca? A companhia está preparada para explicar diferenças entre conceitos contábeis, societários, regulatórios e gerenciais? Então, esse ponto, essa pergunta exige um diálogo entre diversas áreas, como a gente já mencionou. Então, algumas questões que a gente traz aqui como ponto de partida, a gente tem basicamente a lei das SAs, onde a gente traz como ponto de atenção o resultado operacional societário, que poderá ter uma lógica distinta, ou seja, receitas e despesas hoje tratadas como financeiras, elas podem deixar de ser financeiras, poderão entrar em categorias diferentes, ou estão no operacional e passarão, de fato, a fazer parte de atividades de investimento ou financiamento. O CPC e a CVM têm uma adoção, uma orientação local. É importante mencionar, pessoal, que o mercado como todo observa que não existe, de fato, uma sobreposição entre as normas, como a gente até mencionou em uns módulos anteriores. Então, na prática, pouquíssimas ou poucas empresas de questões muito específicas estarão ou poderão tratar a demonstração de resultado, por exemplo, com base na lei das SAs. De modo geral, a maioria das empresas, principalmente aquelas que divulgam o CPC Full, elas já adaptarão tudo isso via IFRS 18 e CPC 51. Elas não terão mais uma preocupação em divulgar as informações com base na lei das SAs. Uma outra questão importante a mencionar é que o Banco Central ainda não se pronunciou e ainda divulgou uma norma específica para esse novo normativo. Então, potencialmente, o Banco Central pode ele pode aprovar o IFRS 18 e o CPC 51, como ele pode também trazer uma norma específica adaptada aos seus critérios regulatórios também para as instituições financeiras autorizadas ao funcionamento do Banco Central. Uma questão importante, disso, é que passa a existir um gap também para as instituições financeiras que divulgam o IFRS e Bacen, aquelas de grande porte. Então, instituições reguladas, elas terão esse impacto ou potenciais impactos em controles, uma vez que a gente tem tratamentos contábeis agora de divulgação diferentes do ponto de vista de notas explicativas, demonstração de resultado de modo geral, entre outros. indicadores prudenciais talvez não tenha um impacto muito específico, uma vez que os indicadores prudenciais estão diretamente relacionados com as normas do próprio Banco Central. Poderia haver um impacto em indicadores prudenciais, uma vez que haja alguma mudança específica para apresentação de demonstrações contábeis relativas às normas aplicáveis ao Banco Central uma coisa é CPC, uma coisa são as normas do Banco Central. Seus indicadores prudenciais eles são mensurados com base em informações regulatórias de contabilidade, vamos dizer assim, então, em IFRS ou CPC não teriam impacto específico nesses indicadores. Impactos fiscais, pode existir alguns potenciais reflexos e bases e controles que vai poder que vai necessitar eventualmente inclusão de novos controles, principalmente quando a gente fala de reconciliação de medidas de performance. A auditoria, obviamente, ela vai trazer questões específicas sobre essas divulgações, então, ela vai exigir a formalização dos julgamentos ou das definições técnicas, vamos dizer assim, de toda a documentação, todos os relatórios utilizados e todas as decisões técnicas evidenciadas para construção da nova apresentação das demonstrações contábeis, bem como das notas explicativas. RI, governança, vai haver uma necessidade de explicação ao mercado e ao comitê de auditoria, uma vez que agora haverá um alinhamento maior entre contabilidade e IFRS e RI, vamos dizer assim, em métricas gerenciais. muito bem, então, de modo geral, o que a gente quer falar aqui da apresentação é a governança da informação, então, a gente tem três steps bastante importantes aqui, como a gente já mencionou, primeiro, a gente precisa preparar esses dados em plano de contas, sistemas, histórico de informações para que esses dados sejam disponíveis para uso, né, e para que essas informações, elas tenham uma qualidade mínima necessária para que seja possível utilizar essas informações para construir a nova DRE, para construir a DRE de 2026 para fins comparativos de 2027, como as notas explicativas também. Vai haver uma necessidade de monitorar as definições técnicas, né, e controlar em documentos formais, né, por que que tais receitas e despesas foram determinadas e definidas em tais categorias, né, por que tais métricas são MPMs e outras não, né, bem como as notas e as informações comparativas. E por fim, é uma necessidade de comunicar ao mercado esses impactos ocorridos na mudança dessa nova norma. como a gente já mencionou diversas vezes, né, a norma, ela vai, tem o potencial de afetar a leitura de performance do ponto de vista de gestão e de RI, né, do relacionamento com o investidor, do usuário externo da informação contábil. Então, a gente traz algumas, alguns pontos importantes também em relação a isso, em relação, por exemplo, à margem financeira, que compõe o resultado operacional, né, o NIM, né, ele consiste também na gestão e divulgação, né, será que tem algum impacto nele aqui, do ponto de vista da norma? Será que alguma receita ou despesa, ela passa a compor ou deixa de compor esse indicador? Bem como índice de eficiência também para as instituições financeiras, né, que essas três primeiras estão bastante relacionadas com as instituições financeiras, né, então, índice de eficiência, né, qual que é a base de receitas e despesas utilizada para a mensuração desse indicador? E operações de tesouraria, né, o que que eu tenho aqui que tem uma finalidade de trading? Né, o contexto operacional da instituição, ele tem como finalidade o trading ou não? Né, faz parte do modelo de negócio ou não? É, e derivados, qual que é a finalidade desse derivativo, né? Um ponto importante aqui como mensagem desse slide é separar desempenho do negócio, gestão de risco e estrutura de capital. isso é bastante importante, ou seja, a finalidade de cada item, ela vai, é, ser utilizada como informação base para a locação desse item numa divulgação, a locação numa categoria específica da demonstração de resultado.