Módulo 5, nós vamos tratar
basicamente das notas explicativas e das divulgações aprimoradas
que são exigidas no normativo.
Trata aqui basicamente de três grandes itens.
A transparência da informação em foco do investidor, a discriminação
de receitas, despesas e itens não recorrentes,
exigências para reconciliação de métricas
alternativas. Bom, então, depois a
gente discutiu os subtotais, as reclassificações e os MPMs, o
foco passa a ser a qualidade da divulgação.
Como as notas explicativas explicam os agrupamentos
das informações, quais são esses ajustes, as reconciliações,
como que elas devem ser feitas e divulgadas e as métricas utilizadas pela administração.
Então, de modo geral, no final desse módulo, é esperado que o aluno consiga
compreender o papel das notas explicativas na comunicação do desempenho, que
ele avalia, consiga avaliar as divulgações dos MPMs
e das métricas ajustadas, consiga identificar os riscos em itens não recorrentes
e agrupamentos genéricos, e consiga revisar reconciliações e efeitos adicionais
para fim de comparabilidade das informações.
É importante reforçar que o IFRS 18 destaca
que a transparência não determina na demonstração
de resultado. As notas devem explicar a composição, os ajustes
e a visão da administração.
Então, a informação contábil não se limita à demonstração de resultado, precisa ter um
maior detalhamento de informações para que o usuário da informação contábil tenha mais
informações úteis para que ele consiga entender e analisar o desempenho
da entidade. Bom, a
nota explicativa transforma a demonstração de resultado em informação compreensível,
rastreável e comparável. Ou seja, reduz a assimetria informacional.
Então, a demonstração de resultado, ela basicamente vai resumir o desempenho.
Quais são os subtotais, as categorias e as linhas principais
da demonstração de resultado. As notas explicativas vão, de
fato, explicar o desempenho, a composição desse desempenho e julgamentos
utilizados para a construção dessa demonstração de resultado.
Quais são as reconciliações. E, por fim, o
usuário da informação contábil, no nosso caso aqui como exemplo investidor, ele vai analisar
esse desempenho, vai entender e comparar esse desempenho entre empresas do mesmo setor, por
exemplo. Então, vai ser necessária
uma nota única, específica para as MPMs, todas
dentro do mesmo local. Vai ter, então, uma discriminação desses itens, fazendo
a abertura daquilo que é material.
Vai existir uma necessidade das reconciliações para que exista essa
ponte entre a gestão e as normas IFRS, os resultados
IFRS. E, naturalmente, isso
vai permitir uma comparabilidade. Isso precisa ser divulgado, esses
critérios e, eventualmente, as mudanças nas classificações,
nas apresentações, divulgações, para que haja comparabilidade das informações entre os períodos
observados e analisados. Como a gente já mencionou,
a DRE, demonstração de resultado, agora, muitas das vezes, utilizando só a
sigla DR,
somente os números, e a nota explicativa vai explicar toda essa composição.
Esses ajustes e um detalhamento maior para fins de utilidade
da demonstração contábil. Então,
basicamente, o novo papel das notas é explicar a composição, os julgamentos e os
ajustes, bem como as reconciliações que sustentam os números apresentados.
Então, a gente tem as demonstrações primárias, que vão resumir a informação financeira,
o que é lucro operacional, o que é lucro antes das atividades de investimento,
o que é o lucro antes das atividades de financiamento.
Vai apresentar as linhas subtotais, vai organizar a leitura
do desempenho, e, de modo geral, ela fornece o resumo
estruturado do desempenho da posição financeira.
Agora, a nota explicativa, ela entra num detalhamento maior, numa visão mais qualitativa,
que pode impactar, obviamente, numa visão quantitativa de desempenho, que ela vai explicar a
composição dessas linhas, o detalhamento dos julgamentos ou não
utilizados para definição de alguma categoria ou de alguma determinação na
apresentação, classificação e divulgação. Ajustes e
reconciliações vai me permitir também, como consequência, uma análise
mais rastreável dessas informações, o que, de modo geral, a
nota explicativa, de fato, vai complementar a demonstração de resultado, principalmente quando existe
agrupamentos de contas, ajustes, reclassificações ou
métricas específicas. De
modo geral, uma nota explicativa não vai repetir a demonstração de resultado, ela vai
explicar a composição, os julgamentos, os ajustes ocorridos
naquele período. De modo geral, o investidor precisa entender
como a administração saiu de um número IFRS para uma métrica divulgada,
um relatório de administração, por exemplo.
Então, o ponto de partida, ele tende a ser um subtotal, lucro
operacional, lucro líquido, outro subtotal.
Acontecem esses ajustes desse subtotal, da IFRS, adições
ou exclusões ou reclassificações também.
E se chega nessa métrica gerencial.
Pode ser um EBITDA ajustado, pode ser um lucro ajustado.
Que seria basicamente um MPM aqui, né?
E essa explicação, ela vai ajudar na utilidade da informação.
Né? E a nota precisa, de fato, justificar por
que essa métrica, ela é útil.
Basicamente, quais perguntas que a nota, né?
Ela precisa responder. De ponto de partida, qual número
IFRS foi usado, né? Qual subtotal serve de base para essa
métrica gerencial? Né? Para esse MPM, para esse EBITDA
ajustado, para esse lucro operacional ajustado, por exemplo.
Né? Em relação aos ajustes e efeitos.
Quais foram esses ajustes feitos?
Esses ajustes, eles produzem algum efeito tributário?
Ou algum efeito sobre os não controladores?
Isso também é importante detalhar na nota.
E ponto de vista de utilidade e comparabilidade.
Por que que essa métrica é útil?
Precisa ser justificado. Ela é consistente ao longo do tempo ou não?
Né? E por que, se não for consistente?
Ela é comparável com outras empresas?