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Instituições financeiras e modelo de negócio

Transcrição

Então, falando de setores específicos aqui, no caso de instituições financeiras, o financeiro, muitas das vezes, pode ser um operacional, uma vez que a classificação das receitas e despesas na demonstração de resultado, elas vão depender diretamente do modelo de negócio daquela empresa. Então, a gente coloca aqui um exemplo de uma indústria que tem receita financeira com aplicações, e essas aplicações, essas receitas financeiras provenientes dessas aplicações financeiras, elas tendem a não representar atividade operacional, muitas das vezes, elas acabam se caracterizando dentro da categoria de investimento. Por outro lado, uma instituição financeira que produz receitas financeiras, ela tende a compor essas receitas e despesas financeiras dentro da atividade operacional, obviamente, inclusive as captações, que muitas das vezes está relacionado ao recurso captado para utilizar ele para concessão de operações de crédito, por exemplo. Uma pergunta que se faz é, o item financeiro é acessório ou faz parte do negócio? Então, vamos pensar aqui, juros, receita e despesa de juros ligadas ao negócio. Muitas das vezes, como a gente já falou, receita de operação de crédito, receita de ativos financeiros de títulos e valores imobiliários, despesa de uma captação em CDB, despesa de uma captação em LCI, em uma LCA para empréstimo de alguma operação de crédito com funding incentivado, por exemplo. Então, tudo isso está diretamente relacionado com a atividade operacional de uma instituição financeira. comissões e tarifas. Então, tem um banco de investimento onde estrutura emissão de debêntures, por exemplo. Então, cobra uma taxa, cobra uma tarifa, uma comissão para estruturação de operações. Então, também está relacionado à atividade operacional de instituição financeira. Ah, mas eu tenho uma mesa de negociação dentro da instituição financeira que tem a finalidade de negociação da liquidez para o mercado ou, de fato, gerar retorno por meio de especulação, no curto prazo. Então, também poderia entrar dentro da atividade operacional. Ah, possui investimentos financeiros específicos quando fazem parte da atividade operacional. Então, a instituição financeira investe em fundos de investimentos, cotista em diversos fundos de investimento. E, naturalmente, o impérmite. Então, diversos ativos financeiros são passíveis de mensuração de impérmite porque, na maioria das vezes, os ativos financeiros possuem exposição de crédito, operações de crédito, TVM, todos esses ativos, eles possuem exposição ao risco de crédito e o impérmite está diretamente relacionado ao risco originado nesse ativo financeiro. Alguns itens sensíveis aqui para as instituições financeiras. E a gente traz algumas perguntas para se pensar um pouquinho nesses ativos. caixa equivalente de caixa, eles fazem parte da atividade principal da instituição financeira? O resultado proveniente desses ativos, ele deveria fazer parte das atividades operacionais? Passivos financeiros, eles estão ligados ao financiamento de clientes? Esses recursos foram captados com a finalidade de emprestar dinheiro, de financiar os clientes? Dívida subordinada é um funde operacional, como a gente viu no caso acima aqui dos passivos financeiros, é um recurso utilizado para a sessão de operação de crédito, para atividade operacional, ou ele está diretamente relacionado ou relacionado à estrutura de capital, de gestão regulatória, de capital regulatório. derivativos, a gente já viu qual é a finalidade desse derivativo. E tesouraria, é uma atividade principal da instituição? Gestão de liquidez ou é uma gestão de liquidez acessória? São perguntas a se fazer e a se pensar pensando aí no cenário de instituições financeiras. lembrando que a classificação precisa ser documentada por finalidade, modelo de negócio e uma evidência operacional, prática, de como que esse instrumento é utilizado dentro da instituição. então vai existir um desafio de conciliar e IFRS com o BACEN principalmente, gestão interna. Então, no IFRS a gente tem as categorias subtotais e notas, Banco Central a gente tem demonstrações específicas, regulatórias e prudenciais, relação com investidores a gente tem todos os indicadores recorrentes de comunicação ao mercado, das métricas de desempenho das companhias. Esses sistemas eles atendem tanto o que o IFRS 18 está exigindo agora, quanto ao que o BACEN também exige. Vai precisar especificar melhor ou detalhar mais essas informações para fins do novo normativo. A auditoria vai querer avaliar essas definições técnicas em toda a documentação disso, bem como os derivativos que a gente já mencionou também, um aspecto bastante sensível que vai precisar ser avaliado nesse novo normativo.