Bom pessoal, eu sou o professor Wesley Carvalho, eu
tenho mestrado e graduação em Ciências Contábeis
pela FECAP. Atualmente eu sou um
dos sócios, diretores da M2M Saber, consultoria
e treinamentos. Tenho um pouco mais de 10 anos de experiência nas
áreas de contabilidade e finanças.
Já atuo em algumas empresas de auditoria e consultoria Big Four também.
Atualmente também sou professor da FIPECAFI em
algumas disciplinas do MBA em IFRS, da
Associação Brasileira de Bancos, do Ibracon
também, não cheguei a colocar aqui, mas eu já ministrei alguns treinamentos no
Ibracon. e também sou professor da M2M Saber.
Tive a oportunidade de ser um dos
autores do Manual de Contabilidade Bancária, coordenado pelo professor Eric Barreto.
E também tive a oportunidade de ser um dos coordenadores do livro de Contabilidade,
Derivativos e Hedge Accounting, junto com o professor Eric Barreto também.
E atualmente estamos
aí concluindo o Manual de Contabilidade de Instrumentos Financeiros, no
qual tive a oportunidade de participar também, em conjunto com o professor Fernando Galdi,
com o professor Eric Barreto e com o professor Eduardo Flores.
Bom, a gente vai começar o módulo 1 do nosso treinamento hoje, introduzindo
um pouco e dando um pouco de contexto a essa
norma. Então a gente vai falar um pouquinho sobre a motivação da norma, a
evolução da apresentação das demonstrações contábeis, em
relação à mudança da norma vigente nesse momento e
da norma que vai passar a entrar em vigor em janeiro de 27, que
é o IFRS 18, traduzido aqui pelo CPC 51.
Um pouco da aplicabilidade do escopo, do alcance dessa norma, e
em relação com outras IFRS também.
Bom, ao final desse módulo, o aluno vai
entender um pouquinho como essa norma foi criada, o que muda em relação
à norma atual e a norma que entra em vigor agora em janeiro,
e onde que a norma atual se conecta com outras normas
IFRS e CPC. De
modo geral, a gente separou um pouquinho aqui em cinco etapas,
e a gente também vai falar de um exemplo prático aqui logo
mais. Bom, por que a IFRS 18 nasceu?
A gente poderia listar outras questões aqui,
só que a gente destacou três motivos
importantes em relação à motivação dessa
norma. O primeiro deles que a gente traz aqui nesse slide
é em relação aos subtotais pouco comparáveis.
Ou seja, quando a gente observa na prática e até nas discussões que aconteceram
no IASB, o que se discutia muito era que para
empresas do mesmo setor, por exemplo, a gente não conseguia ter
uma comparabilidade, por exemplo, de lucro operacional, onde
uma ou outra poderia trazer informações diferentes
no que poderia afetar uma análise comparativa,
uma avaliação do usuário da informação contábil em
relação a esse assunto. É importante lembrar que comparabilidade está também diretamente
relacionada com as informações qualitativas da informação contábil.
Então, é um aspecto importante
que deve prevalecer nos normativos contábeis IFRS e
CPC. Nesse mesmo sentido, quando a gente
olha para medidas non-gap, elas também atualmente não são transparentes.
muitas empresas divulgam esses
normativos em earnings releases, nos relatórios de administração,
que são informações atualmente bastante utilizadas pelos usuários
da informação contábil. Uma coisa que se percebe também ao longo do período é
que a partir do momento que a contabilidade perde comparabilidade, pode
acontecer também dos usuários começarem a utilizar a informação não contábil como informação
principal para análise de desempenho da companhia e para demais finalidades.
Então, ao se perceber esse tipo de gap, essa norma
também entendeu que existia uma necessidade de se trazer dentro das demonstrações
contábeis também os indicadores non-gap.
Muitos deles aí que conhecem é o próprio EBITDA, que a
gente observa que dentro desse EBITDA, dentro desse indicador, existe
aí pouca transparência em como que ele foi determinado pela
entidade que reporta a informação, do
ponto de vista também de preocupação com comparabilidade entre empresas
do mesmo setor, por exemplo.
A gente tem uma questão específica na lei da sociedade por ações,
entrando nesse item 3, relacionada a informações agregadas.
Hoje, a lei das S.A.s, ela
trata as informações dentro da DRE, por exemplo, por função
e não por natureza. Então, isso também afeta um pouco
a comparabilidade entre as empresas.
Então, a gente também observa empresas do mesmo setor em que algumas tratam as
informações da DRE por natureza e outras por função.
Então, isso também gera uma dificuldade do usuário da informação contábil
de poder interpretar esses números e comparar o desempenho
entre as empresas. ou
seja, o IFRS 18, o CPC 51, ele, de
modo geral, vai procurar reduzir essa diversidade da apresentação
das demonstrações financeiras e procurar aumentar essa comparabilidade e transparência
das informações que são divulgadas nas demonstrações financeiras.
De modo geral, o CPC 26, que é a norma vigente,
ela é a norma base para a apresentação das demonstrações financeiras.
Ela tem uma menor padronização de subtotais na DRE.
Ela não determina de modo
claro como são esses subtotais e traz orientações
mais gerais sobre apresentação e divulgação.
O IFRS 18, o CPC 51, ele já define as
categorias e subtotais nas DREs, trazendo aí uma
expectativa de que isso deve gerar maior comparabilidade.
regras também para as medidas de desempenho da administração, tem até
aquela relação com os non-gap measures que a gente acabou de comentar, que
também vai trazer uma transparência maior de como que as empresas
divulgam essas medidas de desempenho e, obviamente, como que isso é formado,
se existe algum ajuste perante algum subtotal da demonstração financeira e por
quê. Obviamente, tudo isso espera
-se que traga uma maior comparabilidade e transparência nas demonstrações financeiras.