Então, pensando em desafios e cronograma de adoção, é importante que se
tenha inicialmente uma ideia dos impactos esperados, né?
Para que exista uma melhor conexão entre derivativo e risco gerenciado.
Uma maior leitura
da demonstração do resultado abrangente das notas explicativas, para que haja uma maior comparabilidade
na performance. Desafios, né? Mapear
a finalidade econômica desses instrumentos, documentar esses riscos gerenciados,
identificar casos com esforço, né?
Ou custo excessivo, né? Custo ou esforço excessivo, em que aí acaba
entrando dentro de uma categoria residual, né?
E o alinhamento entre contábil, tesouraria e auditoria, de modo geral, né?
De maneira não exaustiva, que obviamente poderia ter outras áreas também
aqui envolvidas. Então, cronograma sugerido, né?
Uma vez que a norma entrou em 2024, a gente vai falar um pouquinho
mais sobre isso, tá?
Aqui é um exercício para pensar, pessoal.
Quero que vocês pensem, né?
Não tem uma resposta única para esse mini caso aqui, tá?
Então, pensa aqui numa companhia aberta, que divulga lucro operacional, EBITDA
ajustado, margem operacional, possui covenants baseados em EBITDA e reporta para
uma matriz estrangeira. Quais perguntas eu gostaria que vocês pensassem?
Quais rubricas da DRE precisam ser remapeadas?
O EBITDA ajustado, ele vai ser o MPM?
Os covenants usam métricas afetadas?
Ou seja, tem algum indicador de covenants que pode ser afetado?
Por exemplo, dívida líquida por EBITDA?
O reporting package captura os dados necessários, ou seja, o pacote de informação,
captura todas as informações necessárias para compartilhar com a
auditoria, para ser base para as informações que serão divulgadas nas demonstrações contábeis?
e, obviamente, como explicar essas mudanças.
Pedir para vocês gastarem 10 a 15 minutos, não tem uma resposta única, o
importante aqui é pensar e entender essas possibilidades e os motivos.
Então, a norma foi emitida em 2024, pensando em cronograma, agora, como a gente
mencionou. Então, o mundo ideal é que, desde a emissão dessa nova norma,
a gente já tivesse feito as leituras técnicas, entendido esses documentos, esses
impactos iniciais potencialmente avaliados em cima da leitura da norma.
Vai ser necessário um diagnóstico, a gente coloca no ano de 2025, mas a
gente sabe que nem foi possível para todas as empresas já avaliar esse diagnóstico
em 2025, muitas já
estão ainda avaliando em 2026.
Esse diagnóstico, ele deveria trazer, basicamente, quais as potenciais
rúbricas que vão estar relacionadas às específicas despesas e receitas, quais
os potenciais MPMs, quais os potenciais impactos nos sistemas, pensando
que a norma exige informações comparativas de 2026 com 2025,
e os potenciais gaps que existem em relação a essa nova norma.
em 2026, ou após o diagnóstico, talvez o mundo ideal
seja um teste prático, uma simulação de uma nova DRE,
já para o exercício de 26, por exemplo, com essas novas notas, testando
esses novos controles para avaliar se, de fato, as informações internas
gerenciadas dentro dos sistemas, dentro dos controles, elas são suficientes para atender
as informações exigidas na nova norma contábil.
E, obviamente, em 2027, a adoção obrigatória que vai tratar essa primeira
divulgação desse novo padrão contábil.
Em 2028, as análises completas, uma
vez que o ano de 2027 já vai ter implementado, efetivamente,
esses parâmetros, a gente sabe que nem todos os ajustes sistêmicos
operacionais eles acontecem no momento ideal, então, 2028 também pode servir
como uma base para avaliar o que precisa ainda ser aprimorado para que, internamente,
todas as informações sejam melhor gerenciadas, ajustadas dentro dos sistemas, para
que essa divulgação de 2028 já seja também adequada com
base nesse novo normativo. E onde vai fornecer
a primeira leitura comparativa da implementação integral desse novo
normativo.