Bom, as informações sobre as MPMs, elas devem ficar concentradas em uma única nota,
como a gente já mencionou, com explicação do cálculo, do
motivo desses ajustes para a construção dessa
métrica, e a reconciliação, né?
Mostrando de onde que ela parte e até onde ela chega.
Então, essa nota única, ela transforma a métrica de
desempenho, né? Numa métrica divulgada em diferentes canais, em uma informação rastreável.
Então, passa a ser rastreável essa informação dentro das
demonstrações financeiras, das demonstrações contábeis.
Primeiro, a gente precisa identificar qual que é essa métrica.
O que que essa métrica comunica?
Né? Isso é bastante importante.
E como que essa métrica é construída?
Qual que é o cálculo dessa métrica?
E, obviamente, a reconciliação. Como que se parte e de qual subtotal
que se parte? Quais que são os ajustes reconciliados até chegar nessa
métrica, nessa MPM? Né? Como a gente já mencionou também algumas vezes,
existe algum impacto tributário ou de não controladores?
Se existir dentro dessa reconciliação, vai ser importante também apresentar os
efeitos que são atribuídos aos atributos e
à participação de não controladores.
E se houve alguma mudança, alguma reclassificação, né?
Calculei, mudou em relação ao período anterior?
Sim ou não? Se mudou, será necessário o justificativo.
Né? Então, nessa tabela de reconciliação, vamos
pegar um exemplo aqui. A gente tem um lucro operacional de R$190,00.
Uma despesa de reestruturação de R$30,00 que foi adicionada.
E uma despesa por imprimit de Goodwill de R$25,00.
Chegando a um lucro operacional ajustado de R$2,45,00.
Ou seja, esse lucro operacional ajustado, ele é o efeito final da métrica
gerencial. Então, o que a nota precisa explicar?
O que é o item ajustado?
O que é essa despesa de reestruturação?
Essa despesa por imprimit? Por que ele foi adicionado na métrica de
desempenho? Qual que é o racional da
administração? Por que teve um item excluído ou adicionado?
Esse item adicionado ou excluído, ele é recorrente?
O critério foi aplicado de forma consistente?
Então, esse item ajustado, ele é um item recorrente?
O critério foi aplicado de forma consistente?
Qual que é a conexão com o MPM?
Como esse ajuste ajuda a comunicar a visão de desempenho?
Por que essa MPM, ela de fato, comunica
adequadamente a visão de desempenho da empresa, da companhia que está divulgando a informação?
Bom, basicamente aqui vamos ter uma visão de efeitos tributários.
Então, como a gente mencionou, é importante que nessa reconciliação seja apresentado
o impacto bruto e o impacto líquido.
Nesse exemplo, a gente traz apenas o impacto tributário, mas a gente poderia abrir
mais uma coluna aqui, ou mais uma linha aqui e explicar o que é
atribuível aos não controladores. Então, nesse exemplo, a gente parte
de um valor bruto, despesa de reestruturação, em
permit de 55, ok? A
gente identifica um efeito tributário dessa despesa de reestruturação, onde a gente tem um
efeito líquido de 20, efeito tributário de 10, reduzindo essa
despesa, ok? Nesse exemplo, sem entrar no mérito, na
discussão técnica tributária, ok? Em permit, não teve nenhum efeito tributário,
nesse caso, o efeito líquido é o mesmo do que o efeito bruto.
Logo, o efeito líquido total nessa reconciliação desses itens adicionados
é de 45, enquanto o efeito bruto é de 55, ok?
Então, é necessário destacar nessa reconciliação o efeito tributário de cada
item reconciliado, adicionado ou excluído dentro da métrica
de desempenho. O efeito dos não controladores,
então a gente poderia dizer que, desses 55 aqui, 5 seria
dos não controladores, desses
45, 3 seria dos não controladores, por exemplo.
Então, a gente abriria um destaque, uma desagregação, uma abertura,
vamos dizer assim, do efeito para os investidores,
para as partes não controladores,
que não são controladores. E
o efeito líquido, como a gente já mencionou.
Linhas genéricas, podem esconder lintens materiais, isso a gente viu no
módulo anterior também, e pode dificultar a leitura do desempenho.
Então, uma pergunta que a gente faz aqui, a linha apresentada ajuda
o usuário a entender o desempenho ou esconde o que realmente aconteceu?
Então, por exemplo, aqui, antes da IFRS 18, partindo
da hipótese da que a apresentação é pouco útil, a gente tem aqui 120
milhões categorizado em outras despesas operacionais.
Ou seja, o usuário não sabe a composição, não sabe a natureza do que
compõem essas despesas operacionais. Será que são operacionais mesmo?
Todas? Será que existe alguma receita,
outras receitas operacionais dentro dessa linha também?
Não sabemos. Recorrência, se esse item é pontual,
ele é frequente. E qual que é o impacto dele no desempenho?
Qual que é a sua relevância?
Uma apresentação mais informativa poderia detalhar a natureza
dessas outras despesas operacionais. A gente poderia fazer essa abertura, provisões
trabalhistas e cíveis, despesas
de reestruturação, baixa de estoques, multas
e rescisões contratuais. Então, tem que ter bastante
cuidado ao se incluir as informações
em outras despesas operacionais, outras receitas operacionais.
Ok? De
modo geral, a nota não vai precisar fazer toda a abertura, mas ela precisa
separar itens operacionais que são materiais, que tenham natureza, recorrência ou
impactos diferentes. Ok?
Aqui poderia existir algum item que não é operacional, faz parte das atividades de
investimento ou faz parte das atividades de financiamento.
Poderia falar aqui que poderiam ser restrições contratuais de compromissos
de empréstimo, por exemplo, contratos de financiamento.
Poderia. Então, tem que ter bastante cuidado ao
se consolidar outras receitas
ou despesas operacionais.