Então, quando a gente fala de subtotais obrigatórios, a gente tem basicamente três,
né? O lucro ou prejuízo operacional, que são basicamente todas
as receitas e despesas atreladas à categoria operacional.
A gente tem o lucro ou prejuízo antes do financiamento e
tributos, né? Antes da linha da categoria de financiamento e tributos, que
é basicamente o lucro operacional mais
o resultado de ganho ou perda, né?
De lucro ou prejuízo da categoria de investimentos e
o lucro ou prejuízo líquido, né?
Que tá relacionado a todas as receitas menos despesas de todas as categorias,
né? É o somatório do efeito de todas as categorias.
Vamos dar um exemplo aqui, ó.
Antes da nossa leitura tradicional, em boa parte das empresas ainda utilizando a função,
né? A gente tinha aqui receita e custo de mercadoria vendida,
custo de produto vendido, né?
Logo embaixo disso a gente tinha até o lucro bruto, né?
E logo em seguida a gente tinha despesas operacionais, resultado financeiro
líquido, né? Que a gente tá falando de receitas e despesas financeiras chegando dentro
do resultado financeiro líquido, né?
Tributos e lucro líquido, ok?
Hoje a lógica ela se transforma em uma ordem de
modo geral pouco semelhante, mas muito
mais bem delimitada, né? Onde a gente tem uma ordem onde entra
tudo o que é operacional, subtotal obrigatório lucro operacional,
né? Seria basicamente tudo que a gente tem de receita e custo,
né? Porém as despesas operacionais elas passam a entrar dentro do lucro operacional, né?
Então aqui a gente não pode se confundir lucro operacional com lucro bruto,
né? Muito divulgado pelas empresas.
Resultado de atividades de investimento, subtotal obrigatório,
né? Lucro prejuízo antes das atividades de financiamento e tributos e as
atividades de financiamento e tributos e no final operações descontinuadas.
No final a gente chega no mesmo lucro, ou seja, é importante mencionar que
a norma do IFRS 18 ela não vai alterar o lucro líquido,
né? Ela não vai alterar a base de mensuração nem o reconhecimento de ativos
passivos, receitas e despesas. Aqui ela só vai reordenar
a demonstração de resultado. Ok?
Vamos lá, vamos fazer um exercício 1.
Classifique as rúbricas. Ok? A
gente vai dar um tempinho para vocês fazerem e no
curso a gente vai disponibilizar o resultado.
Exercício 2. Como existe uma ordem dentro da demonstração de resultado,
a gente também vai praticar esse exercício aqui.
Então, reordene essas linhas
na DRE.
Exercício 3. Vamos lá. Indústria
com itens financeiros. Então, a empresa Beta fabrica equipamentos,
recebe juros de aplicações financeiras, tem resultado de equivalência patrimonial,
paga juros de empréstimos e arrendamentos e reconhece IRCS.
E tem uma linha de negócio que foi encerrada.
A gente não sabe o motivo, mas foi encerrada.
Vamos pensar um pouquinho aqui quais itens ficam fora
do lucro operacional, quais entram antes do subtotal, antes de financiamento
de tributos e qual item aparece após o lucro de operações descontinuadas.
Vamos pensar aí um pouquinho.
Ok?
E para fechar, vou pedir para vocês
escolherem algumas empresas do mesmo setor.
A gente sugere aqui em bebidas, operativas agrícolas, incorporação
imobiliária, de prestadoras de consórcio.
Pegue algumas demonstrações financeiras de empresas do mesmo setor e
veja se elas divulgam a
DRE da mesma maneira. Veja se não
existe alguma diferença. E adicione também
empresas, não só brasileiras, pegue empresas de fora que
divulgam também em IFRS do mesmo setor.
Analise se existe comparabilidade na demonstração de resultado.