Então, falaremos neste módulo 3 basicamente
referente ao lucro operacional, demonstração
do resultado dos seus subtotais obrigatórios, trazendo aqui aspectos relativos
ao lucro operacional, as medidas de desempenho gerencial, os MPMs
também conhecidos, e os requisitos de reconciliação
dos MGMs, ou MPMs com o
IFRS. Ok? Então, ao final deste módulo, o
aluno vai estar apto, a expectativa é que ele esteja apto em compreender o
papel do lucro operacional, realizar a classificação
dos novos subtotais obrigatórios, mínimos, e
identificar e reconciliar os MPMs e MGMs.
Ok? De um modo geral, e trazendo um pouquinho o que a gente já
falou nos módulos anteriores, é importante enfatizar que o IFRS 18, o
ICPC traduzido pelo CPC-51, ele vai reorganizar
a apresentação do resultado com o objetivo de melhor comparabilidade.
Ok? E trazer uma transparência maior, que
está diretamente relacionada com essa questão de reconciliação dessas medidas
de desempenho, tá? Onde vai existir uma conexão maior
entre a visão gerencial e os números IFRS.
Ou seja, o usuário da informação contábil vai ter uma transparência maior e
uma comparabilidade maior entre empresas, para que ele consiga interpretar de
uma forma mais clara e assertiva o desempenho da companhia.
Aí a gente finicia com uma pergunta, né?
Quando duas empresas, sendo o mesmo setor, divulgam lucro
operacional, elas estão necessariamente falando da mesma coisa?
Quando você olha empresas aí, por exemplo, do setor de bebidas, setor de incorporação
imobiliária, o lucro operacional dessas empresas representa
um critério de lucro operacional
semelhante? Existe comparabilidade nesse lucro operacional dessas empresas
do mesmo setor? Como a gente mencionou?
Ou de outros setores? Eis aí a questão que
se levantou em todo esse processo de desenvolvimento da norma, que
também foi um dos principais motivos, vamos dizer assim, desse aprimoramento
da divulgação da demonstração de resultado.
Então hoje a gente tem uma demonstração do resultado, obviamente uma
visão bastante ampla aqui do IAS1 e CPC26 ainda vigente, até
2026, onde a gente tem uma DRE bem enxuta,
onde a gente não consegue identificar exatamente o que é
resultado operacional de investimento, de financiamento, por exemplo.
Então existem cenários onde algumas empresas fazem RED de proteção
relativa a atividades operacionais, risco de preço, risco de câmbio, e
esse efeito continua sendo reconhecido no resultado financeiro, onde
de algum modo poderia poluir, por exemplo, uma análise de custo de capital com
terceiros, uma vez que esse derivativo não está diretamente relacionado à estrutura
de capital, e sim à atividade operacional.
E quando a gente olha para a earnings de resultado, earnings release, e relatório
da administração, por exemplo, é onde os usuários da informação obtêm
a maior parte dessas informações.
E aí é onde existe essa falta de assimetria informacional,
vamos dizer assim, em relação ao efeito, os números que são
apresentados dentro desses relatórios e aqueles que são apresentados dentro da DRE.
Ou seja, hoje não existe uma reconciliação, uma explicação
um pouco mais transparente do que eles estão tratando como resultado operacional e se
é resultado operacional, como que ele se correlaciona com a DRE apresentada
na demonstração financeira. Ok? Quando a gente
parte agora dentro da IFRS 18, a gente passa a ter essa maior abertura
e transparência dessa informação, porque você vai conseguir delimitar
e categorizar as receitas e as despesas entre operacional, investimento
e financiamento. Obviamente, o lucro
líquido como um todo não vai mudar, mas a alocação dessas receitas e
despesas vão passar a estarem dentro de grupos em que de
fato façam sentido para que elas estejam alocadas, ou seja, pela natureza daquela
receita, pela natureza daquela despesa.
Então, isso faz com que a organização dentro da DRE, na IFRS
18, ela tenha uma similaridade, uma comparabilidade, porque ela vai necessitar
e exigir um tratamento uniforme entre as empresas.
Seguindo, a gente trata muito de lucro operacional como
referência, uma vez que ele é bastante utilizado pelos
usuários da informação contábil. uma
visão antes, como
isso é feito hoje. Então, as
empresas determinam subtratais próprios com composições diferentes.
Então, as empresas, elas, atualmente, no
CPC vigente, elas tratam
subtratais próprios com composições diferentes, uma vez que a norma
atual não determina o
modo como que devem ser alocadas essas receitas e despesas.
Quando a gente passa a olhar agora dentro da IFRS 18, o lucro operacional,
ele passa a ser um subtotal obrigatório.
E, uma vez que os critérios de
alocação de receitas e despesas serão iguais
para todas as empresas que aplicarem a norma, a expectativa
é que o lucro operacional ele
passe a ser uma informação mais útil para os usuários da informação contábil,
uma vez que ele terá o mesmo critério entre as empresas, havendo
maior comparabilidade da informação. Ou seja,
melhorando a qualidade da informação contábil e a utilidade da
informação contábil. Uma vez que a informação contábil tem como objetivo informar
o usuário da informação contábil da melhor maneira possível.
e trazendo uma informação mais útil, a
contabilidade ela passa a atingir o objetivo natural
dela. Então, como a gente mencionou,
o efeito dessa harmonização entre as empresas
na divulgação de lucro operacional ela passa a representar um ponto
comum para análise de desempenho.
Então, agora a gente passa a ter uma maior rigidez normativa na divulgação de
subtotais gerenciais, porque vai ter um tratamento
específico e obrigatoriedades de existência de subtotais
específicos mínimos. Obviamente, se a empresa desejar divulgar
informações de outros subtotais pode divulgar, por exemplo, um lucro bruto,
mas ele não é hoje, dentro da IFRS 18, um subtotal obrigatório.
Como a gente mencionou, o efeito dessa nova vai trazer uma maior comparabilidade,
mas ainda vai exigir julgamento na classificação dos itens.
Obviamente, alguns itens são mais visíveis
do ponto de vista de alocação entre operacional,
financiamento, investimento, atributos e operações continuadas.
Outros podem exigir um julgamento, uma avaliação um pouco mais aprofundada, onde
exista uma certa subjetividade nessa classificação.
E, obviamente, isso vai precisar também ser divulgado e justificado nas notas explicativas.
muito bem. Então, a gente tratou aqui os subtotais como degraus, degraus,
né? Então, a gente tratou os subtotais como degraus da leitura da DRE,
ok? Então, como a gente mencionou aqui, duas empresas, elas podem ter o mesmo
lucro líquido, mas desempenhos operacionais bastante diferentes,
ok? Então, a gente tem aqui, inicialmente, resultado operacional,
lucro operacional, ou seja, o quanto que a atividade fim
daquela empresa gerou de resultado, o EBIT,
qual que é o resultado antes da estrutura de capital?
Então, tem o meu lucro antes da minha estrutura de capital, do meu custo
de financiamento, o quanto que esse resultado foi
e representou dentro daquela DRE, lucros
antes dos tributos, ok? Qual que é o resultado antes dos impostos?
E lucro líquido, qual o resultado final?
Ok? Então, a gente passa a deixar de depender apenas do lucro líquido
e passa a observar melhor a qualidade do desempenho da
empresa com base nas suas categorias
de atividade operacional, financiamento e investimento, o que, de certo modo,
também vai trazer um alinhamento maior com a própria demonstração de fluxo
de caixa.
o lucro líquido não pode mudar, ok?
A IFRS 18, CPC 51, ele não trata de reconhecimento e mensuração,
ele trata exclusivamente da apresentação, da divulgação das informações,
ok? então, a IFRS 18 não tende a mudar o efeito final do
lucro líquido na DRE, e sim como que esses números são reapresentados
dentro da demonstração financeira. a
gente tem aqui o efeito do lucro bruto, uma visão bastante ampla
aqui, sem muitos detalhes, a gente tem basicamente hoje o lucro bruto, lucro
antes do imposto de renda e contribuição social e lucro líquido, ok?
Agora a gente vai passar a ter o resultado operacional, o lucro ou perda
operacional, o resultado de investimento, o lucro ou perda nas atividades de investimento
e o lucro ou perda nas atividades de financiamento, por fim, o lucro líquido
que se mantém o mesmo, ou seja, essa distribuição vai ficar um pouco mais
clara e acessível para o usuário da informação contábil.
Ok? Isso também é bastante importante
porque se observa que muitos usuários da informação contábil eles
ignoram, por exemplo, efeitos de equivalência patrimonial.
Então, quando você destaca onde esse efeito desses investimentos, por exemplo, em
outras empresas, quando ele fica claro dentro da demonstração de resultado,
fica mais fácil também para o usuário da informação contábil utilizar aquela
informação que é mais adequada para determinada análise.
Ok?
Estão falando um pouquinho de indicadores e MPMs, né?
Então, de modo geral, o IFRS 18 indicadores gerenciais,
obviamente, mas ele vai passar a disciplinar melhor certos
subtotais usados fora das demonstrações contábeis,
ou seja, aqueles apresentados nos relatórios da administração,
nos earnings, releases, né? e
a métrica, como um todo, ela vai comunicar a visão da administração, na
qual vai poder exigir uma nota específica para
que haja uma reconciliação, uma explicação melhor dessa
métrica. Ok? Então, basicamente,
a gente tem algumas métricas que são usadas para explicar o desempenho da empresa
fora das IFRS, como a gente acabou de mencionar, que são aí as Alternative
Performance Measures, ou as indicadores Non-Gap, que a gente menciona,
né? A gente tem os MPMs, né?
Que são os subtotais de receita e despesa que atende a definição do CPC
51. Então, pode ser que algum indicador Non-Gap, por exemplo,
ele atenda a definição de MPM, né?
Ele atendendo a definição de MPM, a entidade, ela vai precisar divulgar
isso em nota explicativa, explicando, obviamente, como que foi feito esse cálculo,
qual que é o propósito e a finalidade desse indicador, né?
E por que que ele é utilizado dentro das apresentações
de resultado e como que ele deve ser, como que ele é conciliado partindo
de algum subtotal da demonstração de resultado e
eventuais limitações dessa informação, ok?
A gente traz aqui alguns exemplos, né?
pegar esse primeiro aqui, ó, subtotal IFRS lucro operacional, né?
Ele é um tratamento exigido pela norma, ok?
Então, lucro operacional ele não seria aqui dificilmente uma MPM,
ok? Uma métrica gerencial, lucro operacional ajustado, ele
pode ser um MPM, ok?
Desde que ele atenda essas definições específicas da norma, do
que que deve ser tratado como MPM ou não.
Uma métrica alternativa, como o EBITDA ajustado, também poderia ser um MPM, desde
que ele atenda as condições do CPC 51 e IFRS
18. e outra medida
que é indicador não baseado em receitas e despesas, então, free cash flow,
índice de alavancagem, de modo geral não é um MPM porque não parte
de um subtotal obrigatório divulgado na DRE, ok?