Vamos falar agora sobre as avaliações aqui, especificamente a avaliação prévia e que oic, que é o know your costumer dentro do programa de compliance. As avaliações necessárias para prevenção à lavagem de dinheiro são de 2 tipos, a primeira é a avaliação prévia e a segunda é a avaliação aprimorada que veremos na próxima aula.
A avaliação prévia, de certa forma, é o início do contato ali do cliente com a instituição, por isso que tem essa relação com o New York costumer e avaliação aprimorada.
É, ela vai acontecer quando é identificada alguma situação de alto risco e veremos a seguir.
Falando sobre avaliação prévia, é. São pilares de prevenção à lavagem de dinheiro junto com o qobc e ambos têm a função de identificar os clientes e compreender as suas atividades comerciais, conforme o caso. É então aqui é saber quem é o cliente pessoa física, quem é o cliente pessoa jurídica, se esse cliente pessoa.
Física, possui uma ou mais pessoas jurídicas como sócio, como proprietário e entender as suas atividades. É um aposentado, é um assalariado, é um funcionário público da onde vem sua renda, da onde vem seu patrimônio.
E a mesma coisa das empresas, não é? Nós colocamos aqui atividades comerciais, mas pode ser uma empresa prestadora de serviço, pode ser uma indústria também. Esses processos ajudam a instituição?
A avaliar e mitigar os riscos de lavagem de dinheiro ao financiamento ao terrorismo.
Objetivo é identificar e verificar a identidade do cliente, ter uma compreensão do propósito desse cliente, o que ele está buscando com esse relacionamento com o banco.
E qual a natureza da sua relação comercial? E deve existir um monitoramento contínuo, inclusive das suas relações de negócio. Então, com base nisso, a gente vai.
Conhecendo cada vez mais o cliente.
Identificação e verificação da identidade, né? Isso daqui é a base do processo de que ioc consiste na coleta dos dados do cliente. Essa coleta vem evoluindo também.
Então, no passado, a coleta era 100% em papel, o cliente trazia os seus documentos e o banco tirava xerox, tirava fotocópias e guardava essas fotocópias.
Né em papel? Depois começou a digitalizar as fotocópias e agora muitas instituições.
É, capturam AAAAORGOCPF do cliente as outras informações a partir de aplicativos, né? Ou pelo internet banking? E aí existe uma verificação das informações básicas do cliente.
E nessa etapa, para garantir que não são fraudadores, que são clientes, não é pessoas físicas reais, vai assegurar que a instituição conheça quem está fazendo negócio. A verificação é realizada através de documentos confiáveis ou dados de Fontes independentes. Muitas vezes é isso, né? A informação contida no documento, o número do RG ou o número do CPF.
É confrontada com outras Fontes, né?
Muito comum o banco verificar na receita federal, verificar em outros órgãos se aquele RG, se aquele CPF é real, então a coleta das informações básicas do cliente, como o nome.
Endereço, profissão. A renda é a qual origem da renda? Quais os bens, não é patrimônio que ele possui e qual sua atividade empresarial? Quando houver, né? São as informações básicas.
Nessa etapa de verificação, e claro que aqui já pode aparecer, é situações suspeitas.
Entendimento do propósito e da natureza da relação de negócios. A pergunta aqui é é, qual o motivo do cliente buscar seu relacionamento com o banco? É, é um investidor que aplicar seus recursos.
É um tomador quer tomar empréstimo para adquirir um financiamento ou precisa cobrir 11 desfalque nas suas contas Correntes? Para você entender, precisa fazer sentido. Tudo isso, então, análise detalhada da relação comercial do banco.
Com esse cliente é muito importante, ó lá, compreender o propósito esperado do cliente. Qual o perfil de transações do cliente? Se ele fala que ele quer ser um investidor, né? EE, ele busca uma operações mais complexas, por exemplo, no mercado de derivativos. Precisa entender se isso realmente faz sentido para ele, para o perfil dele.
Isso vai permitir à instituição avaliar os riscos associados de uma forma eficaz e definir as medidas de diligência, diligência, conforme necessário. É sempre uma avaliação do propósito da conta, né? Daquela conta que está sendo aberta, daquele cliente e o perfil das transações que vão ser realizadas.
E agora vamos para um estudo de caso para nos aprofundarmos um pouco mais aqui. Esse estudo é um estudo real. Tá claro que o nome ele foi alterado, mas todas as outras informações são reais para nós estudarmos e identificar como aconteceu.
É a situação suspeita e depois foi materializada como um crime financeiro. Um órgão europeu recebeu 2 comunicados de 2 bancos diferentes. Vejam, é o reporte que os bancos fazem aos.
Reguladores, Marvin, que é o nome fictício um cidadão estrangeiro, havia apresentado 5 cheques bancários para serem depositados na conta recém-aberta da sua empresa. Ó lá recém-aberta esse.
É, muitas vezes é o problema. Ele disse aos bancos que os.
1000600 USD, veja o valor bem relevante que foram depositados provinham da venda de terras num país africano e um foi uma transação efetuada por sua imobiliária.
Então começa aqui a perceber o valor, né? Um valor relevante. Os bancos, então, passaram as informações para o órgão nacional, tendo em vista o montante das transações e a falta de dados comprobatórios.
Por parte de Marvin, as investigações conduzidas, entraram uma ligação, encontraram, né? Uma ligação interessante com o pai de Marvin, que estava preso em outro país.
Vejam, começaram a levantar mais informações aqui do Marvin, da pessoa física e vira uma ligação com o pai, que estava preso, condenado por fraude.
E aí, claro que todos os alertas foram acionados. Foi condenado por fraude, espionagem, corrupção e outras atividades criminosas. O pai de Marvin havia sido condenado a 12 anos de prisão após o colapso de um banco estrangeiro. Que foi vítima, né? O banco foi vítima de uma enorme fraude que o pai do Marvin organizou. Então vejam o histórico familiar comprometido aqui do Marvin.
Pouco depois de recebida a comunicação inicial.
Marvin ligou para os banqueiros pedindo uma reunião para discutir novos investimentos a serem feitos por sua empresa. Então, primeiro ele depositou alguns cheques, depois disse ao banco que queria ser um investidor.
Ambas as instituições informaram rapidamente ao órgão para alertá-lo das reuniões que iriam realizar.
O órgão, já com base nas informações, contatou a polícia, que colocou Marvin sob vigilância assim que ele entrou novamente no país. Marvin foi depois preso e acusado de lavagem de dinheiro. Uma troca de informações com o país estrangeiro facilitou a preparação do processo criminal contra Marvin, que foi acusado de conspiração criminosa, lavagem de dinheiro e fraude.
As autoridades estrangeiras também informaram o órgão que o pai de Marvin havia acumulado uma grande Fortuna para identificar isso. Nas investigações, ele havia reinvestido esse dinheiro em empresas imobiliárias e empresas de financiamento registradas no seu próprio nome e no nome de Marvin, de outros membros da família. É conforme ficou grande aqui é o dinheiro arrecadado. Ele precisou distribuir para o filho e para outras pessoas da família.
No decorrer da investigação, foi feito uma busca na casa de Marvin, polícia encontrou numerosos documentos relativos às transações financeiras realizadas pelo pai de Marvin. Então caracterizou, né? Ficou comprovado o relacionamento dos 2, né? E aqui como indicadores, né? Da situação criminosa é aquilo, o novo cliente, que de 1 hora para outra era deseja fazer grandes transações.
Num banco, é abrindo uma conta e trazendo muito dinheiro.
É, mas não apresenta a comprovação dos seus negócios. Claro, chamou a atenção e a investigação mostrou que realmente era um criminoso, né? Então isto de caso é excelente para gente ir estudando tudo o que a gente viu até agora. E como os bancos.
É identificar o caso e fica claro que a comunicação aos órgãos reguladores foi fundamental para identificar essa situação.