Reconhecimento e mensuração inicial de instrumentos financeiros
Transcrição
No nosso slide 31 a gente fala sobre o artigo 12 da 4966, que fala de mensuração inicial, mensuração no reconhecimento inicial, o IFRS9 fala que instrumentos financeiros normalmente devem ter o valor justo como base de reconhecimento na mensuração inicial. A resolução 4966. Ela muda isso um pouquinho, né? Ela cria uma exceção à regra que diz o seguinte.
Recebíveis de contratos com clientes sem componente de financiamento significativo normalmente, esses recebíveis são aqueles de prestação de serviços, né? Uma instituição prestou um serviço de estruturação de uma dívida de estruturação de uma captação para um cliente e cobrou um fi cobrou uma comissão, tá? Isso não é uma operação de crédito, não é um financiamento, tá? É 111 contrato com o cliente sem componente de.
Financiamento significativo nesse caso, a norma diz que esse recebível deve ser reconhecido inicialmente pelo valor da transação. Tá pelo preço da transação e não pelo valor justo mesma coisa se a gente tiver um instrumento financeiro que está na categoria ao custo amortizado, mas se ele fosse mensurado ao valor justo, ele estaria na categoria. É no nível 3 da hierarquia do valor justo, tá? Então, ele de fato está na categoria ao custo amortizado, mas.
Se tivesse mensurado ao valor justo, ele estaria no nível 3, aquele que é mais subjetivo. Tá? Então pra gente não. Não afetar o resultado por essa subjetividade. A norma fala, olha, nesse caso, pode contabilizar o instrumento diretamente pelo preço da transação, tá? Então, são 2 exceções em que a gente usa o próprio preço da transação pra mensurar o instrumento financeiro no momento inicial pra outros instrumentos financeiros.
Regra geral, é.
Tem como base o valor justo, tá? Tem alguns casos. A gente vai falar aqui que a gente vai mensurar pelo valor justo e vai acrescentar custos de transação, mas deixa, vamos falar disso daqui a pouquinho. Primeiro vamos falar do valor justo, então tem instrumentos financeiros que vão ser mensurados inicialmente pelo valor justo, né? Vários deles e aí tem uma questão, e se o valor justo for diferente do preço da transação, ó vamos supor que eu comprei um título que no vencimento vale 1000, vamos supor que o valor justo dele, eu.
Trouxer isso aqui é valor presente, né? Por uma taxa de mercado, vamos supor que o valor justo dele seja de 900. Mas a gente comprou esse ativo por outro valor. O ativo foi comprado por 850, então o preço da transação é diferente do valor justo, tá? A norma contado está falando aqui, ó, você vai contabilizar o valor justo, né?
Se ele não está naquelas exceções que a gente falou, você vai mensurar? Ele, inicialmente, pelo valor justo, fala, espera lá, mas o que saiu do meu caixa foi 850, mas eu ganhei, entre aspas, um ativo de 900. Então o que que eu vou fazer aqui com essa diferença de 50? A norma diz o seguinte, se a gente está, vamos de novo falar da hierarquia do valor justo, se a gente está no nível um da hierarquia do valor justo aquele que é mais confiável, ou seja, que a gente está trabalhando com cotação. Isso aqui já não, não seria nível um da hierarquia do valor justo, né? Porque eu estou trazendo um ativo a valor presente e tal, não é nível um, não é cotação se.
Eu tivesse no nível um da categoria do valor justo, eu contabilizaria essa diferença de 50 diretamente na DRE, tá? Porque a diferença vem de uma mensuração confiável. Se eu tô no nível 2 ou nível 3 da hierarquia do valor justo, ou seja, eu não tô mensurando. Com base em cotação, eu vou pegar essa diferença de 50 e vou diferir ela. Vou lançar essa diferença contra resultado ao.
Longo da vida desse instrumento financeiro, tá?
Eu diferi esses 50, guardei ele junto com o valor do instrumento financeiro e dia a dia eu estou lançando um pedacinho deste valor no meu resultado. Então, ainda falando de mensuração inicial, mas agora como está lá no slide 32, a gente vai falar da mensuração inicial, é relacionando a mensuração inicial com categorias de instrumentos financeiros. Quando a gente está tratando da categoria valor.
Justo no resultado, o valor do ativo ou do passivo financeiro é simplesmente valor justo. Qualquer custo de transação que seja relacionado a esse instrumento financeiro vai pra DRE de direto, tá? Então, custo de transação, vai pra DRE de direto o valor justo, ele vai ser a base de mensuração dos ativos e passivos VJR, mas se a gente tiver tratando de ativos, vejo hora ou ativos.
Ao custo amortizado, o valor desses ativos deve incorporar custos de transação. Então vamos supor que.
Um banco desembolsou 100 por um empréstimo e contabilizou lá o ativo do empréstimo concedido por 100. Só que para conceder esse empréstimo, o banco pagou comissão para um terceiro. Ele pagou uma comissão de 3. Vamos colocar ela de outra cor para destacar. Pagou comissão de 3 tá? Se essa operação está classificada na categoria ao custo amortizado, esse custo de transação vai adicionar valor ao ativo, então não temos mais um ativo de 100, temos um ativo de 103.
Patrocínio valeria para um ativo classificado como vejora, tá incorpora os custos de transação nesse ativo. E se eu tivesse recebido algum valor, né? Por exemplo, se eu recebi uma tarifa de um, eu excluiria essa tarifa de um do.
Valor de reconhecimento inicial, legal. E se eu tivesse tratando de passivo passivo financeiro, ó uma instituição, captou instituição, captou caixa de 200 o contabilizou essa captação no passivo por 200. Tá valor justo aqui da transação, tá? Se essa instituição pagou custo de estruturação, custos advocatícios, pagou comissão pra alguém, porque ela teve custo de transação, que é aquele custo que é.
Diretamente relacionado a um instrumento financeiro. Vamos supor que ela pagou 2 de custo de transação, tá? Esse custo de transação ele deve ser diminuído do valor do passivo, então o valor inicial do passivo ele vai ser diminuído pelo custo de transação. Mas se a gente receber algum valor, Ah, eu fiz essa captação e tem algum bônus, alguma questão aqui que vai me gerar um ganho? Vamos supor que gerou um ganho de 3 esse ganho de 3 vai aumentar o teu passivo, tá? Então a gente tá fazendo isso e tá incorporando custos?
E receitas diretamente relacionados ao instrumento financeiro na própria conta do instrumento, né? Pelo menos pra divulgação ele tá na mesma conta porque pra uso interno, pra controle da instituição, ela pode manter isso aqui em contas separadas. O principal do empréstimo do do da captação em uma conta, o custo de transação em uma outra conta, né? Uma subconta dessa captação, os juros apropriados, despesas, apropriar, pode estar em outra conta. Então, internamente essa instituição pode ter subcontas pra divulgação, ela tem um.
Passivo, que é o saldo agrupado de todos esses valorezinhos aqui. Legal. Então, no próximo vídeo nós vamos falar sobre mensuração subsequente é importante que você veja a mensuração inicial, pense sobre ela e depois veja a mensuração subsequente de instrumentos financeiros.