Tá bom? Calcular a taxa efetiva de juros em cima de uma operação que tem um único fluxo de caixa e prefixada parece algo simples, mas imagina colocar isso na prática? Imagina você trabalhando em um banco, em uma instituição financeira que tem vários sistemas de instrumentos financeiros e que esses custos de transação podem estar espalhados em vários sistemas também. Calcular a taxa efetiva de juros pode não ser algo tão fácil assim, então normalmente.
Fora do Brasil, as instituições fazem uma simplificação do método do custo amortizado. Como assim? No exemplo que eu dei de um ativo, a gente estava falando de um ativo que a instituição desembolsou 100 e também desembolsou um custo de transação de 5. E aí, a partir disso, a gente juntava os 2 números e calculava uma taxa efetiva de juros. O que que se faz na prática lá fora e aqui dentro também, né? As instituições, que já adotavam IFRS, como é que elas fazem esse tratamento? Elas, em geral, não calculam uma taxa efetiva de juros e apropriam o os juros do ativo como um todo. Elas adotam uma simplificação, que é manter esse custo de transação em uma conta contábil separada e vai alocando esse custo de transação ao longo do prazo desta transação ao longo do prazo deste deste instinto.
Financeiro. Isso simplifica bastante em termos sistêmicos. Bom, o banco central. Ele se mostrou bastante preocupado em relação a alocação desses custos de transação de forma linear. Tá? Porque isso acaba é não ficando tão adequado em relação ao ao.
O método de de juros efetivos, né? O método do do custo amortizado. Ele está sugerindo que a simplificação do custo amortizado da taxa efetiva de juros ela pode ser feita dessa forma, né? Então, vamos, vamos só para mudar o exemplo? Vamos supor que seja um passivo entidade está tomando uma dívida de 100000.
Para prazo de 1 ano, n de 12 meses tá? E um custo de transação? Custo de transação de 6000. Como é que a contabilização do custo de transação neste caso, vamos primeiro rabiscar aqui um Balanço? E é, é legal pensar no caixa, né? A gente tá tomando uma dívida, então é um passivo de 100, tá? Essa dívida é um passivo de 100, essa grana entrando caixa e o custo de transação custo de transação pra você obter uma dívida, ele pode ser o pagamento.
De um fi pra algum terceiro, pode ser o custo de uma consultoria, pode ser o custo de um auditor ou de um contador. É que dê um parecer pra você fazer essa dívida. Pode ser um custo advocatício, né? De quem fez a estruturação de quem fez o contrato da dívida, qualquer custo que seja diretamente relacionado com a obtenção dessa dívida. Então no caixa, o custo de transação tem um efeito negativo, tá é se a gente pensar no conceito de despesa antecipada, esse custo de transação é similar, né? Porque ele é um gasto que tá trazendo um benefício ao longo do do período de utilização dessa dívida, então seria como um ativo, como uma despesa antecipada. Só que a norma contábil fala outra coisa, ela fala, não custo de transação, ele faz.
Parte do do valor contábil do instrumento financeiro. Então, em vez de eu registrar aqui um ativo de 6, eu registro uma redução do passivo em 6, o custo de transação. Ele tá reduzindo o valor do passivo. Agora vamos lá sabendo disso.
A gente sabe que é Oo passivo, está em uma conta. O custo de transação, ele está em uma conta separada, embora ele faça parte ali do mesmo grupinho, tá? Para fins de de divulgação de apresentação, isso isso aqui é uma conta só, mas para fins de controle são contas separadas. Então, olha só, nós temos uma conta contábil que está registrando custos de transação de 6000, tá? É uma conta reddutora lá no passivo, né? Ela é uma conta devedora no passivo e a ******.
Que foi gerada por esse custo de transação, é uma transação que tem prazo de 12 meses, então a gente poderia pensar em alocar esses.
Custos de transação ao longo dos 12 meses. Ah, de que forma eu vou alocando 500 a cada mês, né? Eu vou baixando isso para o meu resultado, então como a gente está falando de uma conta do passivo, que é uma conta devedora, né? Ela é uma conta redutora, por isso ela é devedora lá No No passivo para ir apropriando esses valores ao longo do tempo. O que que a gente faz, a gente vai fazendo créditos no passivo e débitos no resultado, tá, então isso aqui vai sendo despesas.
Ao longo do tempo. Ah, se eu distribuir isso de forma linear ao longo do tempo, eu estou atendendo essa norma do taxa de juros efetiva custo a custo amortizado. Hum, mais ou menos. A norma não fala em lugar nenhum. O IFRS9 vamos falar da norma Internacional. Primeiro, em lugar nenhum. Ela fala dessa.
Verificação, mas tem vários bancos, tem várias empresas mundo afora e mundo adentro. Aqui no Brasil também, que fazem essa alocação de forma linear aqui no Brasil, o banco central não gostou muito dessa ideia de diferimento linear. Por quê? Porque os ativos e passivos financeiros eles podem ter fluxo de caixa diferentes. Então, por exemplo, eu tô falando aqui de um passivo, né? Uma dívida de 100000, essa dívida se.
Fosse pagar é é paga, por exemplo, lá no final principal e juros lá no vencimento, como é que seria? A gente teria apropriação? Vamos pensar só na despesa, tá? Esquece. O custo de transação um pouquinho. Vamos pensar só na despesa. Como você tem um saldo inicial de 100000 e esse saldo vai crescendo, o que acontece é que a despesa ela vai crescendo ao longo do tempo, então você tem despesas menores porque você está apropriando despesas sobre um saldo menor e ao longo do tempo, essa despesa vai aumentando.
Porque você está aumentando o saldo devedor está aumentando a base sobre a qual nós vamos calcular juros, então, para uma operação com fluxo desse jeitinho aqui, AA despesa de juros. Não estou falando do custo amortizado ainda, mas a despesa de juros iria aumentando. E se eu tiver falando de um empréstimo parcelado, empréstimo parcelado, a gente vai pagando ao longo do do tempo. E aí, o que acontece? Um empréstimo parcelado, empréstimo parcelado.
A despesa de juros, ela vai sendo calculado sobre um valor menor porque a cada período, ó. Eu parti de um principal, de 100000, calculei uma despesa de juros aí inicial sobre um valor de 100000. No primeiro mês eu paguei uma parcela, então meu saldo diminuiu, então provavelmente a minha despesa vai ser menor. Depois passou mais 1 mês, o meu saldo, eu paguei mais uma parcela. O saldo devedor diminuiu ainda mais, então a minha despesa com juros ainda menor e cada mês isso vai acontecendo.
Sucessivamente o meu saldo devedor vai diminuindo. Então eu vou calculando juros sobre um saldo devedor menor. Quer dizer que a despesa de juros vai diminuindo ao longo do tempo? Poxa vida, Hein? Desde que tem várias questões aqui e se eu tiver uma operação que ela é parcelada, ela não é só um pagamento, mas ela é parcelada, é só lá na frente, né? Ela tem um período de carência e aí eu tenho pagamento só lá nos nos períodos futuros, pô, se eu tiver uma transação desse tipo, quer dizer que o saldo, né? A despesa de.
Juros, ela vai aumentando até um determinado ponto e aí, à medida que o saldo devedor começa a ser amortizado, aí essa despesa vai diminuir.
Tá? Então, se a gente pensar em termos de taxa efetiva de juros essa despesa, se ela for de esse custo de transação, se ele for diferido de forma linear, ele não está acompanhando as Minhas despesas de juros ou as minhas receitas de juros. Se eu tivesse falando de um ativo financeiro, né? As receitas e despesas de juros, elas não são apropriadas de forma linear. Então, em algumas situações, se eu fizer esse diferimento linear, vai ficar uma coisa muito diferente de taxa efetiva de juros. A gente acaba indo pra um conceito muito diferente, então bom, posso fazer algum tipo de simplificação? Pode.
Pode fazer algum tipo de simplificação? Tá? Só que a simplificação não é pegar esse custo de transação de 100000 e simplesmente diferir de forma linear. A simplificação é, eu vou observar o fluxo de caixa dessa transação e vou respeitando esses fluxos de caixa, alocando esses custos de transação ao longo do prazo da do do instrumento financeiro, né? O valor mais ou menos.
Custo de transação no resultado é respeitando o fluxo de caixa da transação. Poxa, tem alguma situação em que o diferimento linear faria sentido? De acordo com o método do custo amortizado? Eu Acredito que tem uma ó, vamos supor que a gente tenha feito essa essa operação de empréstimo e os pagamentos sejam assim, ó. A cada mês a gente tá pagando juros, juros, juros, todos os meses a gente tá pagando só os juros e aí no último mês a gente tá pagando juros.
E o principal, tá? Nesse caso, supondo que a gente fez que é a operação de empréstimo de 100000, que que acontece primeiro mês, eu calculei juros sobre 100000, certo? Calculei juros sobre 100000. Aí como eu paguei o juros no segundo mês, eu vou calcular juros sobre 100000 também. Como eu paguei os juros no terceiro mês, eu vou pagar juros sobre 100000 também, e assim sucessivamente. Quer dizer que eu sempre tô calculando e pagando juros sobre o mesmo valor? Então a minha despesa de juros ela vai ao longo do prazo da desse instrumento financeiro, tendo o mesmo tamanho. Então nessa situação a.
Nesse tipo de fluxo de caixa, faz sentido eu diferir linearmente o custo de transação nas outras situações a gente tem que olhar pra cada fluxo de caixa e fazer uma apropriação que faça sentido com o fluxo de.