Olhando o ambiente de risco das empresas, precisamos entender o que influencia nesse ambiente, situações que geram riscos. E aí nós vamos ter algumas situações externas em que as empresas, as organizações, não têm muito controle nela, sofrem com isso. E, claro, riscos internos decorrentes, por exemplo, de má gestão.
Das empresas e das instituições. Então, entender esse ambiente é fundamental para fazer uma boa gestão dos riscos. E é isso que a gente vai estudar um pouco agora nessa sequência, então, os cenários.
Atuais, né? Eles são decorrentes de histórico de grandes prejuízos que instituições financeiras e, principalmente, empresas de grande porte sofreram em decorrência da materialização desses riscos e, claro, são necessários controles, acompanhamentos e monitoramentos para evitar as perdas. Então a gente vai falar sobre.
Motivadores externos, é aquilo que motiva AO acontecimento, né? O que gera o que causa alguns riscos que podem afetar as organizações.
A os fatores de risco de negócio e aí específicos pra cada negócio. Por exemplo, é, nós falamos bastante sobre a volatilidade no preço do petróleo. É, a gente tem de um lado as empresas, as diversas empresas que utilizam o petróleo e seus derivados, por exemplo, as companhias aéreas. É no seu breakdown de custos.
Grande parte dos seus custos é o combustível.
E foi utilizado nas aeronaves. É então um aumento do do preço do barril do petróleo. Como a gente viu. Vai afetar é, é muito essa. Esse aumento for elevado, vai afetar muito ali. Oo resultado da empresa por.
Porque os seus custos aumentaram. Mas do outro lado a gente tem as produtoras, né, e as comercializadoras de petróleo, as distribuidoras, né, por exemplo, a Petrobras aqui no Brasil. Então o aumento de preço, se tiver demanda.
Claro, vai gerar um resultado melhor, um lucro melhor pra Petrobras. Então vejam que as situações de mercado podem favorecer uma empresa ou prejudicar outra empresa. Mudança na prática de negócios?
É, muitas empresas é estão enxergando? A necessidade de mudar é em função, principalmente de aspectos tecnológicos, né? Negócios estão deixando de existir.
É negócios mais artesanais, né? Que eram antes customizados, não é elaborados de forma manual? É e deixam de existir. E agora? Grandes empresas.
Passam a elaborar esse tipo de produto de uma forma massificada, né? Grandes máquinas que produzem. Vamos pegar o exemplo da indústria automobilística, né? Então.
Desde a invenção dos automóveis, é com a linha de produção onde a produtividade começou a aumentar muito, né? A quantidade de veículos sendo produzidas de uma forma muito grande, mas.
Toda a produção era realizada ali, peça por peça, né? Por mão de obra, né? Era um homem ali que encaixava cada uma das peças. E agora a gente tem robôs, né? Literalmente.
Robôs que fazem AAAA soldagem, fazem a pintura, fazem a montagem dos veículos, é é muito comum a gente visualizar isso, então a prática de negócio mudou completamente, né?
Custo das crises bancárias, né? OA economia dos países, né? Permeiam ali pelos sistemas bancários de cada um. E, claro, uma crise bancária vai afetar a economia, vai afetar a produção dos bens. Por quê? As empresas, né? Precisam se financiar para a sua produção ou mesmo os setores de comércio e de serviço.
Precisam muitas vezes de recursos financeiros para expandir, para entrar em novos negócios, né? Para pagar os seus funcionários. Dependendo do timing em que é, presta o serviço e recebe o pagamento. Então, toda a crise bancária vai afetar a economia e é um ponto de atenção sempre.
Fatores nacionais específicos ali de cada país. Vamos comentar algumas situações aqui que aconteceram no Brasil e consolidação bancária, a consolidação bancária.
De um lado, tem algum aspeto positivo, porque se essas instituições for instituições sólidas e Fortes, contribuem com AAA segurança financeira do país.
Mas também pode gerar 111. Monopólio é e controlar ali os preços dos produtos financeiros, dos serviços financeiros, né? Não? Dando possibilidade de novos entrantes ou de empresas menores, bancos menores.
Entrarem no mercado, né? Então é um cuidado que é, os governos precisam ter. E, por fim, nós vamos ver alguns casos reais, né? Clássicos de vulnerabilidade, onde riscos se materializaram.
Caro é, e geraram perdas financeiras ou para a empresa, ou para os seus acionistas, ou para que elas AA para os próprios funcionários que trabalham na empresa, né? Uma empresa?
Falindo, né? As pessoas que trabalham acabam perdendo o seu emprego, então é isso que a gente vai ver na sequência.
Motivadores externos, primeiro mercado globalizado. Então a gente vê a partir da década de 90, tempos de negociação mudando é os tempos são mais rápidos para realizar as transações, para realizar os negócios. E isso em função o quê? Das mudanças tecnológicas, dos computadores, não é os meios de produção.
Agora são mais tecnológicos, é como eu disse, Oo exemplo aqui do mercado automobilístico.
Então a gente consegue visualizar que.
É, a produtividade é muito maior do que antes em função de dessas questões tecnológicas que surgem a cada dia, e agora a gente fala sobre inteligência artificial.
É onde é gastava muito tempo para realizar algumas atividades e agora é atividades são programadas, são realizadas em segundos, é de novo, contribuindo muito com a produtividade de diversos negócios.
Evolução financeira novos instrumentos de negociação foram surgindo ao longo das décadas. Então o mercado financeiro vai se tornando extremamente sofisticado, com novos produtos, serviços que antes não existiam. Porém, tem um lado negativo onde essa complexidade às vezes dificulta o entendimento das pessoas, né? Qual o produto financeiro é melhor para mim? Qual que gera?
Contabilidade hoje são tantas opções que fica muito difícil. Tem esse entendimento, principalmente as pessoas físicas, não tem a devida educação financeira, mas mesmo por algumas empresas.
É, nós temos exemplos de grandes empresas, onde ali a tesouraria da empresa é aqueles responsáveis por controlar o fluxo financeiro da empresa, não entenderam muito bem os produtos, os investimentos que.
Que entraram ou entraram de forma especulativa, não fizeram a devida proteção e acabaram tendo perdas muito grandes em função desse não entendimento do mercado. E um solavanco do mercado aqui acabou gerando perdas. É materiais para essas empresas.
Outro item, competição acirrada. A diversidade de produtos e serviços disponíveis é cada vez maior. Gera uma competição muito grande entre entre os players.
Não é em diversos setores. É, é. É fácil. Agora não é ter acesso à informação, principalmente em função da internet. É muitos negócios surgindo, é startups.
Empresas que começam pequena e aos poucos vão ganhando o mercado. O que, claro, é muito positivo, é a competição. Ela é sadia quando a gente fala dos preços, principalmente produtos, serviços, ali direcionado às pessoas.
Ah, então maior quantidade de competidores, não é? Os preços têm que ter 11 disputa por preços e acabam baixando alguns preços. É para ganhar mercado, então isso é muito bom. Mas, claro, gera dificuldades para que elas empresas que já estavam no mercado, né? É muito comum a empresa é dizer no mercado que que que ter preocupação com novos entrantes, com startups, por exemplo.
E falência das instituições financeiras, né? Os diversos bancos têm experimentado tipos de administração não coerentes ali com o que se espera, com uma boa gestão de riscos, né? Em alguns casos, a gente tem a criação, vejam só, a criação de operações financeiras fictícias. Isso decidido pelos donos dos bancos para inflar.
AA sua posição financeira para mostrar uma posição, uma carteira ali maior do que deveria.
Não é gerar um resultado fictício maior para os seus acionistas? E quando descoberta essa fraude, né? Isso é caso de fraude. É OOO banco entre falência, perde toda a sua credibilidade e isso vem a ocorrendo.
Bastante nos últimos tempos, né? Temos alguns casos no Brasil e outros no mundo. É para a gente ilustrar um pouco disso. Vamos ver aqui, né? A aqui é um gráfico.
Onde ele mostra desde 2003 até 2023, em 20 anos, a quantidade de bancos americanos que quebraram. Então a gente vê aqui em cima.
2003 só um banco americano quebrou. Em 2004 foram 3. Depois não tiveram 2007. Então vejam, né, exceções acontecendo só pra colocar num contexto.
O mercado financeiro não é. O mercado bancário americano é muito mais desenvolvido que o mercado brasileiro e tem uma quantidade de bancos imensamente maior, né? Então.
A gente tem a crise de 2008, né? Que ela segue ali até 2009. E muitos bancos quebram, né? O Estados Unidos têm muitos bancos, é estaduais, dos condados.
É das cidades, né? Uma quantidade muito grande, relativamente pequenos, mas uma quantidade grande. E a gente vê que em 2008, 25 bancos quebraram. E aí sente sim, AA crise financeira.
E aí 2009, 140 bancos, 2010, 100 e 157 bancos ainda acontece. Vejam, 2011 e 2012 vão acontecendo algumas quebras, né? Aos poucos vão se estabilizando. É?
É. E o mercado é. Começa ali se estabilizar. É, mas tudo isso para dizer que a gente tem um evento recente do svb, que é conhecido como banco das startups. Então, ele é o primeiro banco a quebrar desde 2000. E.
20, né? O mercado estava muito bom ali, né, para o setor bancário, mas aconteceu aqui. 2023, a quebra desse banco, né? É. Então acontecem sim, essas situações.
Cada caso tu vai ter 111 explicação diferente. Mas a consequência sempre é prejudicar aquele setor onde o banco está relacionado, né? Quando a gente fala do SVB, né, banco das startups, ele é conhecido.
Por financiar muitas startups, não só nos Estados Unidos, mas no mundo, e aí esse banco acaba quebrando e estamos vendo a quebra de algumas startups.
Porque agora não tem mais meios de financiamento, né? Estão buscando outros bancos, mas a vemos que a situação não está boa, tá? Então exemplo interessante aqui pra gente visualizar.
Motivadores externos.
Temos rápidas mudanças regulatórias, então, principalmente o setor bancário. A gente vai falar muito aqui do setor bancário, porque quando a gente fala de gestão de riscos, é um dos setores mais desenvolvidos.
Mais regulamentados, e isso nos traz informação, nos traz exemplos para o estudo. É então, claro, é AA gestão de riscos, né? As as questões de compliance se aplicam a todo tipo de empresa?
É, mas esse setor é um setor muito bom para estudarmos. E nós temos a lei sardenis oxley. Vamos detalhar mais para frente sobre essa legislação que traz ali. É, é.
Situações onde precisa ter maior transparência, maior responsabilidade para os administradores da empresa e também evitar as suas falências.
Dodge Frankie, essa lei surgiu em 2010, específico para o setor bancário americano, direcionada para a proteção aos consumidores, então ela provê maior transparência e uma segurança financeira maior para as empresas e para as pessoas físicas. E o acordo de Basileia é que já está na sua terceira versão, onde traz uma maior preocupação com a gestão de riscos.
E a responsabilização?
Dos gestores da empresa para quantificarem os seus riscos e, através de indicadores financeiros, fazer esse monitoramento de como está a capitalização, como está a solvência?
Da organização frente os seus riscos. São avanços muito importantes que vamos estudar.
Questões e avanços tecnológicos sistemas de comunicações também avançaram de uma forma muito relevante, principalmente com as tecnologias digitais é advindo da internet.
E o celular? Hoje está claro que a gente pode fazer praticamente qualquer coisa com o nosso celular, transações financeiras, principalmente negociações, se comunicar com qualquer pessoa ao redor do mundo.
É, então isso facilitou muito. É as interações entre as empresas. Investimento e capital especulativo externo atualmente, o Brasil e também outros mercados emergentes, é, eles passam por essa situação de capital especulativo, né? Que que a gente quer? Sempre queremos investimento direto. Investimento direto é aquele capital que vem de fora.
E, por exemplo.
Quando uma empresa de fora compra uma empresa no Brasil ou traz dinheiro para construir uma fábrica no Brasil e vai empregar trabalhadores brasileiros, né? Vai ficar um tempo, vai ter uma maturação.
Desse investimento no país vai gerar emprego, vai gerar produtividade. É isso que a gente quer? É. E o que não é interessante para um país é a capital especulativo, que que é é quando um investimento é de curto prazo.
Ou na bolsa de valores. Ou quer ter algum ganho com a taxa de câmbio, né? Entendi que é. É interessante. EE pode ganhar com a taxa de câmbio e pode. É e fica.
Não é, muitas das vezes, pouco tempo. Esse capital. Então não é um capital interessante para o país, não é? Traz alguns riscos financeiros quando a gente fala de especulação.
E nós temos também as agências internacionais de rating, as agências, elas têm como função avaliar a capacidade de pagamento das empresas, dos governos.
Dos países ou mesmo dos títulos. Então, quando uma empresa lança uma debêntures, lança um título no mercado e são valores relevantes. Empresas relevantes normalmente têm uma agência Internacional de rating.
Que avalia esse título? Ah, e dá uma nota de crédito. Essa nota de crédito. Ela vai dizer o quanto é seguro esse título para o investidor. E os países também têm essas classificações. Porém, quando o país não faz uma boa gestão da sua economia, é a classe. Essa classificação de crédito pode se deteriorar.
E isso vai acabar gerando, né? É fuga de capital.
Então, por exemplo, né, o Brasil?
Ele é grau de investimento, por exemplo, né? Ele não é atualmente, mas se ele fosse grau de investimento, é, muitos investidores iriam investir no Brasil, porém, né? Se tiver uma má gestão da economia, uma má gestão das finanças do país, e ele perder o grau de investimento dos investidores, vão fugir. Vão sair recursos, inclusive pode sair recursos produtivos.
E o país, né? Vai pode ter um crescimento menor do seu PIB em função dessa degradação da situação financeira e da classificação de crédito.
Aqui na sequência, nós temos as classificações das agências de de risco, as 3 principais do mundo, fitrates, standard, pours e moods. Cada uma tem a sua régua. Então o que que ela quer dizer? Aqui na parte azul? São classificações de grau de investimento com qualidade alta.
Qualidade alta dos títulos das finanças da empresa do país quer dizer que tem um baixo risco de crédito?
Quem quiser investir em um título que tem essas notas?
Possui baixo risco de é não receber de volta o seu investimento, é porque.
A pessoa coloca dinheiro nesse título e espera receber de volta o dinheiro com os juros. Ah, então o risco é baixo de não receber o seu dinheiro de volta com os juros. E aqui a melhor nota, por exemplo, na Moody's.
É o aaaaa, não é? E aqui AA pior é o aa 3, não é? E abaixo do a 3 nós temos BA um, BA 2, BA 3.
Aqui, esses cinza, quer dizer que o grau de investimento tem uma qualidade média, então não é tão bom, é como o azul. Mas o problema mesmo são aqueles títulos, empresas ou governos que têm uma classificação.
BA um para baixo aqui quer dizer o que? Esse vermelho, né? Esse vermelho, claro. A categoria de especulação tem uma baixa classificação. Alto risco de não receber o seu dinheiro de volta, porque é que as pessoas investem, né? Os bancos, as empresas investem nesses títulos porque o risco é alto e a rentabilidade é alta também.
Ah, então em alguns momentos, não é? Querem especular?
Porém, o problema principal está aqui, CAA, um CA 2 CA 3 CAEC quer dizer que o risco de inadimplência dessa empresa do governo do país é muito alto, tem baixo interesse?
Pouco interesse em investir nesses títulos, porque realmente pode perder todo o investimento, tá?
É um exemplo que eu dei é, imagina que o que algum momento um país é grau de investimento, é. E aí recebe fluxo financeiro relevante. Mas em algum momento, né? Tem uma má gestão das suas finanças.
Acaba perdendo o grau de investimento, cai aqui nessa área vermelha e aí os investidores vão fugir, o que não é bom para aquele país.