Pesquisa sobre fraude fraude é um dos temas mais relevantes quando nós falamos sobre gestão de riscos e controles.
Historicamente.
É onde starta os questionamentos, é sobre a governança de uma empresa, sobre a devida gestão de riscos e controles. Muitas vezes essas fraudes acontecem.
É internamente, não é? Então são colaboradores da empresa que atuam de forma fraudulenta e isso acaba gerando consequências graves, perdas financeiras relevantes.
É e prejudica muito a rentabilidade das empresas. Não é afugentando os seus investidores. Então é um problema realmente muito Sério.
E é um tópico importante aqui do nosso treinamento, está.
Vamos falar então aqui primeiro sobre uma pesquisa.
Bem importante sobre fraude que a consultoria KPMG costuma fazer é uma pesquisa mundial.
E os dados são muito interessantes para a gente explorar no nosso treinamento. Então, essa pesquisa sobre fraude, ela mostra o quê que o típico fraudador em uma companhia?
É um funcionário sênior? É. Não é um funcionário recente, não é que acabou de entrar normalmente ele é do sexo masculino, entre 36 e 45 anos, que ocupa um cargo de gerência.
Ou no setor financeiro ou em uma área operacional e que está mais de 10 anos na empresa.
O que que isso daqui mostra, né? Mostra que quem realiza a fraude é quem conhece a empresa, é quem está ali, sabe os meandros, sabe o que funciona, o que funciona e olha só, sabe aonde não tem os controles. Claro que o fraudador vai atuar aonde não tem controles, então vejo a importância de ter.
Uma boa governança, uma boa gestão de riscos e controles.
Se as atividades estão devidamente controladas, o fraudador não vai ter espaço para realizar a sua tarefa. Esse é o perfil traçado pela KPMG através de uma análise que foi feita a partir de 348 investigações de fraudes empresariais em 69 países, de 2008 a 2010. O nome dessa pesquisa?
O nome original é Ruiz, the tipical frauster. Quem é o fraudador típico? Está na sua segunda edição.
É nessa data aqui, eu passei aqui para vocês. Mas algumas informações sobre a pesquisa, então, 87% dos fraudadores são homens, 41% têm entre 36 e 45 anos, 53% são funcionários sêniores que ocupam cargos de gerência na empresa, 35% trabalham no setor financeiro, 25% no setor.
Operacional das companhias.
Além disso, 33% estão a mais de 10 anos na empresa, 61% atua em conjunto com outras pessoas. Olha que interessante. Então até aqui a gente já tinha comentado, né? Então normalmente são aqueles que conhecem a empresa, estão bastante tempo na empresa atuando.
Mas isto aqui chama a atenção 61%. Eles não trabalham sozinhos na fraude, eles atuam junto com outras pessoas. É mais fácil realizar uma fraude em um conluio conluia. Quando mais de uma pessoa as atuam, por exemplo, uma pessoa da área financeira junto com uma pessoa da área operacional, eles combinam, né? A forma ali, a melhor forma de realizar a fraude, e isso é mais fácil de realizar.
Tá? É mais difícil uma pessoa sozinha cometer uma fraude dentro de uma empresa, 96% já cometeram fraudes anteriormente. Então vejam, é quem comete fraude. Quando perguntado, ele disse que já tinha cometido antes.
Tá, daí a questão de caráter, então, caso seja identificada uma fraude em uma empresa, não é aquele colaborador.
Né, deve ser mandado embora porque né? Muitas das vezes por justa causa, porque porque ele tende a cometer novas fraudes.
E aí, na comparação dessa pesquisa com a pesquisa anterior, que tinha feito sido feito em 2007?
Apenas 11% dos fraudadores eram CEO das empresas aqui.
Alguns casos.
O fraudador é o CEO da empresa, vejam só, né? O CEO é o TIFF Executive Officer, é é o presidente da empresa. O presidente estava envolvido em 11% dos casos, mas em 2011.
Esse percentual de 11% foi para 26. Então quer dizer o quê?
Em um quarto das fraudes, o CEO da empresa estava envolvido.
É um pouco estarrecedor essa informação da pesquisa da KPMG. E ela explora um pouquinho a motivação, né, com a motivação para cometer a fraude.
E aí teve uma alteração substancial da motivação dos funcionários para cometer a fraude. Ana pesquisa de 2007.
Metade dos fraudadores foram motivados por sistemas de controles internos ineficientes. Vejam o que eu tinha comentado, se o sistema de controles internos não está funcionando, se tem brechas, se não tem controles devidos ali para mitigar os riscos, para evitar as fraudes, vai motivar uma fraude.
Mas em 2011, esse percentual aumentou para 74. Quer dizer, o que após a crise econômica de 2008 é de 2008 para frente? É, as companhias tiveram que cortar custos das suas áreas.
Cortaram? Quais funcionários, né? Do seu quadro de funcionários, funcionários de riscos e controles, que fez com que as fraudes aumentasse. Então veja o que, em decisão importante a empresa deve ter.
Não é em uma crise econômica não cortar somente as pessoas que atuam Na Na Na gestão de riscos e controles, porque se isso acontece, pode aumentar OOAA possibilidade de fraudes. Muito interessante essa pesquisa da KPMG e é uma pesquisa mais recente, bem mais recente agora, de 2019. Ela mostra o quê?
Mais da metade dos entrevistados.
Sofreram aumentos no valor ou no volume total de fraudes externas.
Com o advento de tecnologia, com o advento de de da internet, né? Transações realizadas pela internet.
Roubos de identidade dos clientes.
A aquisição de contas, ataques cibernéticos e golpes de pagamentos é é autorizados aqui, né? O pagamento foi autorizado, mas foi um golpe.
É, se tornaram muito relevantes, aumentou muito a quantidade dessas fraudes externas.
A maior maior parte afirmou globalmente que o custo das fraudes internas.
Permaneceram iguais ou diminuíram, porém.
Atenção, pois muitos golpes externos se originam de alguém que trabalha dentro do banco, né? Aqui, especificamente para bancos, foi identificado.
Que as situações acontecem dentro da empresa?
Tá, Ah, então aqui ele está dizendo que as fraudes externas aumentaram bastante, as internas permaneceram iguais. Mas quando acontece os golpes externos, tem alguém de dentro do banco ou dentro da empresa atuando. E os clientes são fundamentais no processo de prevenção e detecção das atividades fraudulentas porque.
Eles agora participam dos golpes, né? O golpe acontece com os clientes.
Theo, é muito importante a comunicação com os clientes para reduzir as perdas por golpes.
Pá então essa pesquisa atrai traz diversas informações para nós estudarmos e conhecermos como deve ser uma boa gestão de risco para evitar as situações de fraudes externas e internas.
E quando a gente fala de risco de fraude, é. Alguns casos são emblemáticos, casos relativamente recentes em companhias Americanas. 2 maiores empresas concordataras dos EUA, 20 anos, tiveram os problemas com risco operacional, especificamente com fraudes. Então essas empresas ficaram muito conhecidas.
Né? No início dos anos 2000, a wordcom era uma empresa do setor de comunicação.
E tinha mais ou menos ali 107 bilhões de dólares em ativos. Ela pediu concordata em 2002 em função de.
3,6 bilhões de dólares que deveriam ser contabilizados como despesas, mas foram lançados como investimentos, aumentando o lucro da empresa? Claro, não é se esse valor.
Não entre ali na dre, na demonstração de resultado como despesa, né? Ela, ela acabou gerando um lucro, né? Não reduziu ADRE gerou lucro porque foi contabilizado lá no ativo como investimento.
3,6 bilhões que que aconteceu aqui, fraude contábil está.
Problema muito grave, né? Quando foi descoberta essa fraude é AO rombo. Foi tão grande.
É que a empresa pediu concordata e o emblemático caso da enron, uma empresa Americana, uma das maiores do setor de eletricidade, aproximadamente 63 bilhões em ativos, pediu concordata em 2001. Uma história muito parecida da worldcon ocultava perdas e empréstimo com com parceiras supostamente independentes, que na realidade eram garantidos pela companhia.
Aqui ela também.
É, em vez de contabilizar despesas, contabilizavam investimentos aqui um pouco diferente.
Que é uma situação em que é existia a receita Futura, né? Do do seu faturamento para a empresa receber, né? De um em Datas futuras e a empresa contabilizava.
Isso.
Agora não é contabilizava no mês onde fez a negociação, mas ela IA receber só no futuro, né? Isso fere, é as normas contábeis?
Então teve toda uma fraude contábil, desde os critérios de contabilização e depois de registro contábil, é de bilhões de dólares ao longo de vários anos.
É e quando foi descoberta essa fraude também e apurada as perdas. As perdas foram tão grandes advindas essas fraudes, que a empresa primeiro pediu concordata, depois é entrou em falência.
E inúmeros investidores acabaram perdendo seus dinheiros. Não é seu dinheiro. No Estados Unidos é muito comum as pessoas físicas investirem a sua poupança no mercado acionário, né? Em inúmeros casos aqui de aposentados, pais de família, que acabaram perdendo tudo porque a empresa era um fenômeno de crescimento, mas na verdade era tudo decorrência dessas fraudes contábeis.
Não é só, reforça a importância de mitigar e de acompanhar esse risco extremamente relevante do risco de fraude.