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Introdução

Transcrição

Vamos iniciar o mod(1) do treinamento sobre gestão de riscos e compliance. Começamos aqui pelos tópicos que serão abordados nesse módulo. A gente começa com uma introdução geral sobre riscos. Como foi a sua evolução desde a antiguidade? Passando por Marcos importantes que aconteceram relacionado a riscos, gestão de riscos e todo o impacto disso. Use na sociedade depois vamos abranger um pouco esse conceito, falar do ambiente de riscos, trabalhar algumas situações que já ocorreram e começar a visualizar qual que é o impacto disso nos diversos negócios. Et cetera, seguindo conceito e classificação dos riscos. Aí a gente realmente vai definir o que é risco é conceitualmente e quais são os tipos de riscos, quais são as classificações existentes que nós temos para entender a partir daí, qual é cada risco e como fazer a gestão de cada um desses riscos. Falaremos sobre a metodologia COO, que é uma das metodologias mais utilizadas para a gestão de riscos e controles dentro das organizações no mundo. Falaremos também sobre a lei sardenis oxley, que é uma lei muito importante, advinda de alguns eventos de fraudes contábeis no passado e que também reforçam muito a governança das empresas. E para finalizar esse módulo, a gente passa sobre os conceitos de governança corporativa, vamos ver o que significa governança corporativa e como ela está inserida no dia a dia das diversas organizações. Então aqui na introdução, a gente começa a falar sobre a antiguidade, é como que era o entendimento de riscos aqui no passado, então? A ideia que se tinha era que os riscos aconteciam devido à vontade divina. Era uma vontade de Deus ou dos diversos deuses. Que geravam os acontecimentos. Por exemplo, se tivesse uma inundação num determinado vilarejo, é acabasse ali tanto com a parte material ou como vidas das pessoas. Era acreditado. É que isso daí ocorreu através de uma vontade divina. É os deuses que governavam tudo o que aconteciam esses eventos incertos, aquilo que ninguém esperava. 1111 furacão, né? 111, chuva torrencial, né? Esses eventos da natureza, principalmente eles aconteciam, é de uma forma totalmente incerta. E por algo Divino. Esse era o pensamento que se tinha. Os homens eram sempre passíveis frente a esses riscos. Passíveis porque não podiam fazer nada, né? Se era uma vontade de Deus. É o homem, não é só só aceitaria, não é? Ele não tinha como prever. É esses diversos acontecimentos. Então essa era a ideia que se tinha até então. Relacionado a esse conceito de riscos? Não é? E aí com o renascimento, aí a gente está falando de evoluções muito relevantes, tanto do pensamento filosófico, pensamento científico que acontece na Europa a partir do século xvculo XVI, de 1400. Pra frente, né? Alguns Marcos ali já acontecendo em torno de 1500. E essa evolução? Vai seguindo até os dias de hoje, falando do renascimento, a gente tem uma figura. É importante para ressaltar que é 11 padre é o frei Luca paciooli. Ele é conhecido mundialmente porque naquela época da Renascença. Ele começou AA estudar matematicamente é o os valores financeiros. E aí ele começou a perceber que é a as organizações, né? Precisavam ter um controle ali dos seus. Os pagamentos dos seus recebimentos das suas dívidas é qual foi a origem do recurso. Para onde vai ser? É para onde ele vai ser destinado? E ele cria o método das partilha. Partidas dobradas? Que é o conceito da contabilidade, o famoso débito e crédito que nós temos até hoje, então muito ali relacionado a um controle financeiro é do comércio, que existia muito forte já nessa época. Então ele fica famoso por isso? É. E a gente sempre diz que uma invenção ela é muito importante pela duração que ela tem, né? Então, a invenção das partidas dobradas, ela é relevante porque até hoje nós, né? As empresas fazem os o controle através da contabilidade. Na época Moderna, nós temos uma evolução muito grande de matemáticos e estatísticos. Podemos citar alguns. Então, a partir de 1600, Pascal estuda matematicamente a pressão atmosférica, com contribuições inclusive para física fermal famoso matemático. Com contribuições para a ótica bernoule, aqui, na verdade, ainda temos. Temos uma família. De matemáticos influentes. Aqui fica famoso por contribuições na mecânica e nos fluidos, e a partir de 1800 é começa a ter uma evolução por algumas visões mais estatísticas. Principalmente ali com gaus e com Dalton gauss, famoso pela curva de gauss, que é a distribuição normal galton com conceitos de correlação. Entre as variáveis. E a gente vai ter markovics aqui mais próximo, né? 1950, né? Nessa década, ele cria, desenvolve a teoria da diversificação das carteiras, onde a gente já consegue ter uma visão ali do risco financeiro que pode ser mitigado, que pode ser diversificado, adquirindo mais de um ativo. Então fica claro aqui que nessa época Moderna. A contribuição? Para a mensuração para o controle financeiro, o controle dos riscos começa muito forte a partir dessa época. Nós temos um livro para recomendar. Com esse nome, desafiou os deuses. Ele foi escrito por Peter Bernstein. É um best-seller esse livro. Aqui, ó. A gente pode ver que a versão brasileira já está nas 23ª edição. E ele fala sobre a fascinante história do risco, esse livro ele traz um pouco aqui do que nós falamos até agora. Então ele parte ali do pensamento que existia na antiguidade sobre o risco e como esse pensamento foi se desenvolvendo ao longo do tempo até chegar nos dias de hoje. Onde nós conseguimos mitigar alguns riscos através da sua gestão, através de cálculos, através de análises probabilísticas análises. Fiz matemáticas, então a gente chega na conclusão que sim, antigamente, quando tinha, por exemplo, aqui é alguns pescadores que saiam, é. Para buscar o seu sustento, né? Deixava a família buscar o seu sustento. E aqui, né, tinha 11 tempestade muito forte, né? O barco virava, acabavam morrendo, né? Antes é tudo isso. Acontecia por vontade divina ou pelo destino? Era destino que isso fosse acontecer. Mas agora a gente sabe que se estudarmos as condições meteorológicas, podemos fazer algumas previsões. Se a gente tem uma previsão de que vai ter uma tempestade nas próximas horas, ele não deve sair aqui com a embarcação, né? Deve esperar um pouco. E fazer isso no outro dia. Então, veja, a gente consegue agora prever riscos. É e não deixar totalmente, né? AA vontade divina como era antes. E aí o livro traz justamente todo esse desenvolvimento matemático, os principais conceitos que nós temos historicamente. Então é uma recomendação para quem? Quer estudar sobre riscos e sobre gestão de riscos? Evoluindo um pouco mais no tempo para falar sobre alguns Marcos muito importantes. Período pós-guerra pós segunda guerra, uma figura que que vale comentarmos foi o acordo de Bretton Woods. Onde? Os Estados Unidos. Como vencedor da guerra, não é? Lembrando a Europa muito destruída em função dos acontecimentos que fisicamente ocorreram na Europa, então principalmente Inglaterra, França, Alemanha é muito destruídas. E os Estados Unidos? Muito menos, porque estava do outro lado do Atlântico, é. Então isso acabou gerando como consequência o domínio econômico dos Estados Unidos, também lembrando na guerra os Estados Unidos. Ter um crescimento econômico muito forte devido à guerra. Criando, desenvolvendo tecnologia, tanques de guerra, computadores, tudo isso é o primordio ali dos computadores. É tudo isso para fomentar a guerra. Muitos trabalhadores ali, né? Muita produção industrial. E os Estados Unidos acaba tendo um domínio econômico após a Segunda Guerra Mundial, é que vem durando até esses tempos de hoje. Outro ponto importante, temos alteração do regime de taxas de câmbio. Antes dos anos 70, a as taxas de câmbio era fixas. Né? Então, por exemplo, era fixa o dólar ou dólar, ele era vinculado ao ouro. É, então é existia. Não existia a variação entre as taxas de câmbio. E a partir da década de 70, né? Decide-se por desvincular Oo dólar frente ao ouro. E aí as moedas passam anão ser mais fixas. A taxa de câmbio passa a ser flutuante, que é o que nós temos até hoje. Então, quando a gente fala que AAO real é, é, é. Tem um valor frente o dólar. E isso varia dia a dia, né, ano a ano. Isso quer dizer que a taxa de câmbio é flutuante? A gente vê essa taxa também flutuante por diversos países. Outro Marco que afetou bastante a economia mundial foram as crises do petróleo. Aí então tivemos uma primeira nos anos 50, outras nos anos 70 e aí algumas mais recentes, anos 90, com guerra do Golfo, a crise de crédito de 2008, que também afetou bastante a oferta e a demanda do petróleo. Por fim, temos a recessão dos anos 80, que foi muito forte na América Latina. Nós chamamos de a década perdida é No No. O Brasil sofreu bastante, então recapitulando, nós temos nos anos 70 os militares governando, né? Desde a década de 6070, 80 e entre em 80. Passamos na década de 90 pelo milagre econômico, muito financiamento aqui do do governo para as obras públicas. É. E aí é. Tem sim uma evolução grande do PIB. Mas após isso, e como consequência, gera uma inflação muito forte na década de 80, o Brasil não consegue lidar bem com essa inflação, muitos planos econômicos. Tentando uma estabilidade econômico. Ah, financeira. Mas a consequência foi 11 desigualdade social muito grande devido ao crescimento baixo do PIB. É principalmente pela inflação muito alta, corroendo ali poder aquisitivo, salários. Da população aí, então, realmente afetou bastante a economia do Brasil. A gente pode ilustrar um pouco a crise do petróleo, principalmente a de 1973. Então, nesse ano especificamente? Em outubro é começou uma disputa de terras, uma disputa armada entre Egito e Israel. A gente está falando aqui de terras próximas ao canal de suez, um canal estratégico para o Egito e para os países árabes ou para todo o Oriente médio. E aí, nessa Fronteira, no dia 6 de outubro, quando os judeus comemoram o dia do perdão, que é o Yom kippur, começa uma guerra armada. Os países ocidentais apoiam Israel nessa guerra contra os países árabes e, em retaliação, os árabes, que são os maiores produtores de petróleo do mundo e ainda são. Aumentam o preço do barril e acabam provocando uma crise econômica no ocidente, então os membros da opep, a organização dos produtores de petróleo, aumentam o preço do barril do petróleo e mais de 300%. Como eles sabiam que os países do ocidente? Precisam é. São grandes compradores de petróleo? É, eles viram que seria uma forma de fazer uma retaliação. E claro, né? O aumento no petróleo prejudica muito, é gera 111 inflação em diversos períodos. O custo do petróleo aumenta bastante e acabou gerando uma crise econômica de forma generalizada no ocidente. Então, com isso a gente consegue ver alguns exemplos. De situações externas ou internas dos países que acabam prejudicando bastante as empresas, né? Os riscos acabam se materializando. Vamos ver esse exemplo, não é qual empresa Americana ou qualquer empresa aqui do ocidente europeia. É imaginava que de 1 hora para outra o preço do barril do petróleo IA aumentar 300%, que os seus custos IA aumentar 300%. Um evento totalmente atípico e incomum, então um risco se materializando. E aqui? Nós temos um gráfico do preço do petróleo desde 1973, desde a crise de 73, justamente mostrando a evolução no preço. Do barril do petróleo. Desde da década de 70 até 2012. Para nós visualizarmos aqui. Os Picos e os vales no preço é que que é isso, né? Risco se materializando se a gente tem. Empresas que? Usam o petróleo nas suas atividades. Vai ser sempre ruim um aumento no preço do barril. Por que? Porque o aumento no preço do barril aumenta os seus custos. Seus custos de produção, elas querem o quê? Que o preço do petróleo baixe sempre, né? Quanto mais melhor, porque baixe os seus custos, tá? Vamos visualizar aqui essas evoluções desde a década de 70. Então a gente parte na década de 70 de mais ou menos uma estabilidade aqui do preço do petróleo, 20 USD o barril do petróleo. Mas justamente o que a gente visualizou em 73, acontece o embargo da opep, né? Aqui está em inglês, né? Aqui todos os termos em inglês. Desse gráfico, então, justamente esse embargo gera esse aumento drástico? Veja a inclinação da reta, muito forte. O crescimento, né? Então estava abaixo de 20, passa para mais de 40. E veja o que, daí pra frente ainda houve aumentos aqui no preço do petróleo nos anos 80. O preço aumenta muito mais em função da guerra. Começa com a revolução iraniana, mas principalmente devido à guerra do irã-iraque. Foi uma guerra entre esses 2 países. Eles são vizinhos no Oriente médio e por questões religiosas, questões políticas. Houve essa guerra durante mais ou menos 10 anos. Então imagina 2 países produtores de petróleo no meio do Oriente médio? É se digladiando, né? Não produzindo petróleo, né? AAA ou produzindo muito pouco a demanda. Cai, né? A oferta alta. Isso faz disparar o preço depois desse conflito. A gente vê que ao longo dos anos, mas não foi rápido, tem um declínio no preço do petróleo. Ele volta ali quase a 20 novamente, alguma volatilidade, e aí em 91, com a primeira guerra do Golfo aqui, Iraque invadindo Kuwait, Estados Unidos entrando na guerra. Tem um pico de aumento, né? Um pico muito forte aqui também de aumento no preço do petróleo. Vejam, né, diversos eventos inesperados, né? A gente pode dizer que não esperava uma guerra é tão forte entre Irã e Iraque. Não esperava uma guerra tão forte é entre é Iraque, Estados Unidos, né? E o. Países envolvidos. Depois disso, volta novamente. O preço vai se estabilizando em 97. Nós temos a crise financeira na Ásia, então vejam que aqui o preço cai. Porque uma crise financeira tem o efeito contrário. A crise financeira prejudica as economias. Não tem. É trava, né? A gente costuma falar que trava o mercado, a demanda trava. E aí, se não tem demanda, o preço acaba caindo, né? Demanda por diversos produtos e, consequentemente, pelo petróleo. Então cai o preço aqui. Mas AA gente, tem outros eventos, então? 11 de setembro, olá, novamente ninguém previa que IA acontecer é AO ataque às Torres Gêmeas em 11 de setembro. Todo o mercado mundial assustado. 11 efeito aqui parecido, né? Trava o mercado, a demanda cai, que é esse efeito. Mas na sequência nós temos a segunda guerra no Golfo, sobe de novo o preço do petróleo. E aí? De 2003 até 2008, nós temos em todo o mundo um crescimento muito grande das commodities. É a gente vai ver também em commodities agrícolas. E outros ativos, e é a mesma coisa aqui, com o preço do petróleo, uma demanda muito grande. Pela produção mundial, diversos produtos e o petróleo cresce também, ó, vejam que ele tem um pico aqui acima de 120 USD o barril em 2008. Porém, a gente tem a grande crise financeira. Great Financial christies aqui em 2008, pega 2000 EE 9. Então, de novo, crise financeira trava o mercado, cai muito forte a demanda, o preço cai também. Mas a partir de 2009 o mercado começa a se recuperar e aí a gente tem uma recuperação forte aqui do preço do barril. Então qual que é a conclusão para nós vendo toda essa evolução do preço do barril do petróleo? O risco de eventos mundiais? Acontecem, muitos são. Incertos é impossível prever. Outros é, é possível prever um pouco mais, mas quando acontece, tem um impacto muito grande. É as economias como um todo ainda, né? São muito dependentes do petróleo? É. E aqui a gente consegue ilustrar isso com facilidade.