Vamos ver agora como calcular efetivamente os ativos vinculados a risco de crédito, né? Nós chamamos isso de mensuração do risco de crédito. São as regras advindas principalmente de Basileia II, que vem sendo aprimoradas ao longo do tempo. Quem precisa seguir essas regras?
Os bancos, né? Mas é muito importante que outros segmentos, né? Outras empresas, os profissionais gestores de risco que trabalham, outras empresas. Conheço esse método porque pode utilizar algo parecido na sua organização, então vamos entender. Relembrando, vou dar um passo aqui, um passo pra trás pra gente relembrar. Então Basileia 2 introduz o Pilar um que é a locação de capital, capital necessário que o banco precisa pra fazer frente aos seus riscos.
E a gente está aqui, ó, risco de crédito. E a gente vai ver o cálculo mais simples que o método padronizado. Vamos ver como é feita a ponderação dos ativos. Então, voltando aqui para a tabela, está aqui, ó, método padronizado.
Existem os tipos de ativos ou os tipos de exposições ao risco? Aqui são os ativos e cada ativo tem um fator de risco. Esse fator de risco é a ponderação.
Ativos aqui nessa categoria zero de ponderação quer dizer que não precisa de capital. O ativo é líquido. Porém, os ativos nessa categoria vão ser ponderado, ponderados a 20% nessa, 35, nessas 50 e essas daqui. Por exemplo, aos créditos tributários, 300% de ponderação requer muito mais capital, porque pode ser que esse ativo.
Né? Ele está ali reconhecido na contabilidade e no ativo do banco, mas pode ser que ele não tenha muita liquidez, pode incorrer numa perda e o banco precisa desembolsar caixa para esses ativos.
Então, dado é esse risco, não é? Ele tem uma ponderação maior, mas vamos ver um pouco mais. Então, valores que o banco possui em espécie, aplicações em ouro, operações No No Tesouro nacional, no banco central, operações e organiza os multilaterais. O risco é muito baixo do banco. Perder esse ativo não requer capital.
Depósitos bancários à vista? Que que é isso, são depsitos que os clientes têm nas suas contas.
Né ou aplicações?
É de liquidez, é imediata, então esses recursos.
É esses ativos. É muito difícil Oo banco perder, não é? Então só 20% de ponderação para depois calcular o capital agora.
As operações de crédito em si.
Entendendo isso, o banco ele tem o seu capital, ele empresta para uma pessoa física ou jurídica. E aí tem risco, né? Porque tem o risco de crédito se a pessoa que contratou empréstimo não pagar pro banco.
O banco vai perder, que é o risco de inadimplência, e aí financiamentos para imóveis.
Que a que tem a garantia de imóvel, né? O risco é menor, então, 35% de ponderação, operações que o banco faz com ou de crédito, com outros bancos, com o governo ou financiando construção de imóveis, 50% de ponderação é mais riscado do que esse financiamento para imóvel de pessoa física.
As operaes de crédito que o banco faz com o varejo, com as diversas pessoas físicas e jurídicas, crediário conta garantida para empresas.
Cartão de crédito, cheque especial é consignado, todas essas operações de crédito, 75% de ponderação é mais arriscado.
E aí tem outras situações, exposições, em que não tem a ponderação. Vai ser 100%, e como eu falei, créditos tributários, 300%. Então vejam que todos os ativos, né, que que tenha risco de crédito da organização, recebe uma ponderação e a partir desse cálculo, o valor de cada transação ponderado pelo ponderador, aqui o fator de risco vai chegar num valor pra esse valor.
Qual? Todos esses ativos ponderados totais têm o cálculo do capital requerido, tá, essa é a fórmula de calcular o capital. Então vejam como a gente mencionou, mensorou os riscos.
A gente classificou os ativos, ponderou. Numa visão de risco, né? Para chegar numa visão total dos ativos ponderados.
Tá, então vamos ver agora 11 outro risco?
Agora o risco operacional, né? Também vou dar um passo aqui para ver onde nós estamos de novo Pilar um, que é a locação de capital. Agora nós estamos no risco operacional. A gente vai ver esse método padronizado, esse método método básico, ele é muito simples, a gente vai ver esse método padronizado, que também consiste na ponderação, tá falando sobre risco operacional.
A gente já viu o conceito são as.
As falhas operacionais, as falhas que acontecem nas atividades operacionais das empresas, não é aqui no caso, a gente está falando do banco, então qual foi a forma que o comitê de Basileia?
É pensou em ponderar os riscos operacionais? Ele divide por atividades ou linhas de negócio grandes linhas de negócio de atuação dos bancos.
E aí se tiver erros ou falhas, né? Nesses nessas linhas de negócio, vai receber uma ponderação, tá? Então vamos lá. O banco tem uma área de corporate finance, onde ele atua ali com as grandes corporações.
Todo resultado bruto, ó resultado do banco.
Dessa linha de negócio?
12% é 18% de fator de risco.
Como a gente faz o cálculo, a gente pega o resultado bruto dessa linha de negócio, aplica 18%.
E aí a gente vai fazer o mesmo cálculo para as outras linhas. Pega o resultado da área de negociação em vendas, basicamente tesouraria, aqui do banco. O resultado dessa área, 18%.
Banco de varejo, 12%, banco comercial, 15%.
Toda área de pagamento e liquidações, 18%, agências bancárias, 15%, administração de ativos, gestão de recursos, 12%, corretora se tiver, 12%.
E aí, somando todo o resultado desses cálculos, a gente vai chegar no valor total onde vamos aplicar o requerimento de capital. E aí a gente vai saber quanto a gente precisa de capital para o risco operacional dentro da organização. Então a gente viu que risco de crédito. Nós pegamos os ativos e ponderamos pelo risco.
Risco operacional nós pegamos o resultado por linha de negocio e ponderamos, né? Por que que algumas são 18% e outras 12, né, é?
Onde tem mais eventos, por exemplo, varejo tem uma quantidade maior de eventos e possibilidade de erros, né? Como aqui também administração de ativos, corretoras, a quantidade de transação é maior.
Mas ela é mais pulverizada, então o erro, quando ele acontece, ele é pulverizado aqui.
Grandes corporações, tesouraria, área de pagamentos, né? Tem valores muito grandes aqui envolvidos. Então a ideia é que se tiver algum erro, o erro pode ser maior, então, pondera. Mais pro risco operacional.
OK, então está aqui, ó o fator de risco, né? Esses fatores de risco, eles são aplicados sobre o resultado bruto, né? De cada linha de negócio. A linha da dre de cada negócio.
Atualmente, as instituições financeiras utilizam também os modelos internos e estatísticos para mensurar seus diversos riscos. E aí, quais são os modelos mais utilizados para risco de crédito? É é muito utilizado o modelo de previsão de inadimplência. É. Então, a partir do histórico, o modelo avalia por tipo de cliente o quanto aquele tipo de cliente no passado.
Não pagou suas dívidas e projeta isso para frente?
Ah, tem áreas específicas que só trabalham com desenvolvimento desses modelos. Também é comum modelos de otimização de cobrança.
Imagina um banco que atua no Brasil todo e ele precisa fazer a cobrança dos seus diversos clientes. Como que eu otimismo essas cobranças, enviando ali os cobradores ou quem vai ligar para os clientes? Então esses modelos tem essa função.
Para risco operacional, os mais comuns são modelos de previsão de fraude, né? Parte do histórico de fraude e para tipos específicos ali, características de operações, também faz uma previsão para o futuro que poderia acontecer. E estimativa de perdas com ações judiciais. É as ações judiciais quando o banco perde e precisa fazer o pagamento.
Né? Para contraparte, gera uma perda e é uma perda operacional.
É, pode ser trabalhista, pode ser cível. E aí o histórico também. O cálculo do histórico vai ajudar o banco a chegar em um valor estimado de perdas para risco de mercado. O mais comum a gente, comentou.
É o modelo de valuete risky, o var, onde ele calcula uma perda esperada normalmente para 1 dia, de toda a carteira dos seus ativos.
Tá, os conceitos são muito próximos aqui dos modelos, mas, claro, a metodologia é diferente, né? Os conceitos estatísticos são diferentes, né? Sempre está procurando avaliar o passado para prever o futuro, né?
Um pouco mais de informação sobre mensuração de risco.
Com um Basileia 2 e consequentemente Basileia 3, né? Os 2 acordos mais recentes foram definidos. Novos padrões de gestão de risco para as instituições financeiras, né? É uma grande evolução que realmente aconteceu, né? Na minha opinião, os bancos.
Eles estão a frente, né, em função dos requerimentos do banco central, quando a gente fala de gestão de risco, justamente por todo esse arcabouço de regulamentação.
A maior preocupação está com a solvência e a liquidez, né? Dos bancos, a solvência é é o quanto ele é solvente, o quanto ele tem capital para fazer frente aos seus riscos.
E liquidez é quanto os seus ativos são líquidos em caso de uma crise.
E aí muito de melhoria dos processos internos, né? Tudo isso está muito plugado a controles internos, melhorar os processos, né? Disseminar isso dentro da organização e é necessário uma atuação contínua da alta administração e do conselho.
Isso é pedido por Basileia através dos comitês específicos para garantir a governança corporativa. Então vejam que tudo está ligado, né? Não, não é apartado essa questão de basiléia 23 não é apartado.
Né? Tá intrínseco em tudo o que a gente falou, de gestão, de riscos, de governança corporativa, de atuação, de compliance, de ter comitês. Então é requerido, ó, ter comitês de riscos e controles. Alguns bancos têm comitês.
Específico para ele fazer a gestão de capital. Olha só, um comitê só para falar de capital, dado a importância do assunto, né? E sempre acompanhando o que vem do comitê de basiléia. As normas são sempre revisadas. Isso chega para o banco.
Central do Brasil, ele traduz, interpreta a norma e divulga para os bancos no Brasil seguirem.
Então a gente chega à conclusão, quando a gente olha tudo isso, de um fortalecimento da área de riscos muito grande, né, em uma atuação extremamente relevante dentro da organização, é a área de riscos.
É nos bancos. É uma área muito importante e estratégica dentro, né? Da organização, a figura do co thief risky Officer, responsável pela gestão de riscos na instrução financeira, é figura central. Tanto numa visão de matriz como de subsidiárias. É dado maior importância a modelagem estatística a gente viu, principalmente para riscos de crédito, mercado, operacional.
Nós temos um modelo estatístico. Ele é mais apurado do que aquele método padronizado, que a gente viu, que é um cálculo usando os ponderadores. E aí a organização que usa isso tem um benefício.
É de de ser mais assertivo.
Na mensuração dos seus riscos e cresce a demanda por profissionais que têm perfil quantitativo, engenheiros, estatísticos, matemáticos, é programadores para trabalhar na área de riscos.
Relacionamento mais intenso entre as áreas de riscos finanças não é. Todos aqueles cálculos advém de finanças e as áreas de negócio, que são impactadas principalmente após Basileia III. Então, uma interação muito grande entre as áreas de riscos financeiras e o negócios, né? A visão apartada que antes tinha não existe mais.