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Governança Corporativa - Parte 2

Transcrição

Ainda dentro da governança corporativa, vamos falar de outras atividades. Que a atividade de compliance. Atividade de compliance. Ela tem a função de harmonizar os requerimentos reguladores com a estrutura organizacional da instituição. Isso quer dizer que as diversas empresas precisam seguir leis e regulamentos advindos dos órgãos reguladores. Vamos pegar o exemplo dos bancos. Não é muito conhecido AI? De todos nós, os bancos, em função deles atuarem com os recursos dos seus clientes. Ele precisa seguir muitos regulamentos, muitas regras, muitos procedimentos para garantir a devida execução e a devida segurança desses recursos que foram confiados. E aí o Banco Central do Brasil, que aqui emite esses normativos para os bancos seguirem-se ele precisa. Esses normativos precisam ser. Avaliados, interpretados? E essa interpretação deve ser direcionado para a estrutura da organização, né? Estar aderente os procedimentos as atividades executadas pela organização devem estar aderentes a esses regulamentos. É isso que quer dizer essa harmonização? É trazer o requerimento do regulador. Para a atividade executada No No banco ou Na Na empresa. Esse é o papel de compliance, então ele vai transformar as leis, as normas, os padrões éticos em conduta, em atividades da organização. Em procedimentos operacionais e vai realizar atividades de treinamento. Toda a condução aqui dos treinamentos para atender as leis, as normas, os padrões éticos é feito pelo compliance, o código de ética, o código de conduta é é elaborado pela área de compliance. E a área de compliance vai acompanhar se todos os colaboradores leram, tenha ciência, se formalmente fizeram os treinamentos corporativos para garantir que eles têm conhecimento do que deve fazer. Caso tenha uma irregularidade, uma fraude, um problema de conduta, o colaborador vai ser. Demitido por justa causa porque ele assinou o código de ética, ele assinou o código de conduta, ele fez o treinamento. Requerido, mas agiu indevidamente, tá? É uma forma da empresa? Evitar questionamentos porque, nesse caso, o colaborador tinha, sim, ciência do que tinha que fazer. E fez algo indevido. E, com isso, área de compliance ajuda a evitar sanções regulatórias. É as sanções podem ser multas? Pode ser. Aí, botas mais simples, multas mais pesadas. Pode até inviabilizar o negócio, não é? Pode ser que a empresa tenha que desmembrar alguma divisão, né? E aí até vender essa divisão. Para outras empresas, em função de algo que fez indevidamente ou de. Procedimentos que foram realizados de forma indevida. Tá, então, uma atividade muito importante. A atividade de compliance, que deve sempre acontecer aqui, muito próxima das unidades de negócio e também das áreas de riscos e controles. Princípios para adequado gerenciamento dos controles internos, então, primeiro. O conselho, o boarding da empresa precisa ser envolvido com a cultura de controles internos, não adianta somente essa cultura estar dentro das áreas de risco, ela deve permear todas as atividades da empresa. E aí o board tem um papel muito importante de fomentar isso, não é? E de uma forma top down. Passar essa cultura e que ela seja seguida dentro de toda organização. 2 identificação e avaliação de riscos por meio de um sistema estruturado de controle é, nós falamos o sistema. Né? É o passo a passo. É o framework da metodologia conso que precisa ser implantada, né? Se tiver um sistema informacional, né, pra fazer toda essa gestão, melhor ainda. Vai facilitar, com certeza. Não é? Então é importante que essa avaliação de risco siga essa sistemática. É da metodologia aquoso, que tem uma clara segregação de funções. Não é o problema é quando uma pessoa tem diversas atividades, muitas responsabilidades, é mais fácil ele, agindo de má fé, realizar uma fraude, por exemplo. Então, se ele faz só uma parte do processo, tem uma segregação de função e outra pessoa faz atividade seguinte. A gente evita muitas situações de fraudes, então é importante ter segregação de funções nas principais atividades da empresa. Processo estruturado de divulgação de risco. Nós falamos da comunicação lá na metodologia aquoso. É a comunicação dos riscos inerentes, dos riscos que foram identificados, dos controles das perdas. Tudo isso deve chegar para área de negócio, deve chegar para o comitê de auditoria, deve chegar para o conselho de administração. Tá muito importante um processo estruturado para divulgar risco, monitoramento das atividades operacionais, né? As atividades operacionais e os riscos envolvidos estão sendo. Prados periodicamente. Isso está sendo submetida aos comitês, né? É isso que se espera. Planos para a correção das deficiências? Quando as áreas de risco, auditoria interna ou auditoria externa identificam o risco, identificam um problema. Essa correção tem que ser o mais tempestivo possível. Tem situações que, claro, vão ser rapidamente corrigidas. Tem outras que depende de algumas funcionalidades, inclusive funcionalidades sistêmicas. Vai demorar um tempo maior. Às vezes, é preciso criar um plano mitigatório do risco mais tempestivo. Mais, tem que ter um controle de que todas as deficiências relevantes sejam corrigidas. Tá, isso vai trazer um adequado sistema de gerenciamento de controles internos. Quando a gente fala dos principais componentes de um processo de controles internos, o bias, que é o. Bank of International statements é, ele divulgou 12 princípios relacionados ao processo de controle internos que podem ser aplicados nas ações financeiras ou mesmo nas empresas. Então isso só corrobora de que outros órgãos internacionais tenham. Ocupação relevante com o processo, com o sistema de controles internos é qual que é? O objetivo disso é harmonizar. Para a cultura de controle dentro das organizações e propor diretrizes para a efetiva gestão dos riscos. Então, vejam que os diversos órgãos estão sim, é sempre. Antenado sempre aqui de olho, sempre preocupados para que as organizações diversas tenham uma boa gestão dos seus riscos. E aqui pra gente falar um pouco mais aí de exemplos práticos, é, eu trouxe aqui um exemplo de um de um banco do Banco Bradesco, porque é como eu disse, né? É um segmento que a gente utiliza muito para avaliar riscos e a estrutura organizacional, né? O organograma do Bradesco mostra muito do que nós falamos, né? Principalmente quando a gente fala da Independência, da auditoria interna. Então veja o que a gente tem aqui no centro. Um conselho de administração é o board da empresa. Abaixo as diversas diretorias executivas e diretorias departamentais regionais ou diretorias mais simples, não é? São aqui, são os executores, não é? Executam as diversas atividades do banco e vejam que. A auditoria interna. Ela está subordinada ao conselho de administração. Ela não está subordinada a um diretor executivo ou um diretor de departamento. Que que isso mostra a casa auditoria? Faça uma avaliação aqui numa diretoria de finanças, numa diretoria comercial, por exemplo, numa agência bancária. E ache, não é, encontre um risco relevante. Ela vai submeter esse risco direto para o conselho de administração, né? Ela não precisa submeter. Primeiro para um diretor que pode tentar é acobertar o risco, dizer que não é tão grande, né? Tentar evitar um problema para ele, porque ele é responsável pelo risco, né? Mas a auditoria tem a responsabilidade para diretamente informar o board, o conselho de administração. Isso é um exemplo de Independência da auditoria interna. Está grandes empresas tendem a ter essa esse formato aqui no seu organograma e vejam que também os diversos comitês de riscos e controles. Também se reportam ao conselho de administração, não estão subordinados a diretores de negócio. Tá então, comitê de auditoria, comitê de controles internos de compliance, comitê de gestão integrada de riscos e alocação de capital, comitê de conduta ética ou questões de compliance, comitê de remuneração e comitê de sustentabilidade. Todos eles se reportam direto ao conselho. Tá bem interessante essa visão. Claro que empresas menores, né? Não vai ter esse tipo de organograma, né? Mas como eu disse, quanto mais independente auditoria interna for. Melhor, mais segurança, né? E mais robustez da governança corporativa.