Alguns casos clássicos de vulnerabilidade que mostram que ou fatores externos ou fatores internos, como por exemplo, a gestão, a própria gestão da empresa, geram a materialização de riscos e consequentemente, perda financeira, perda financeira para a empresa, perda financeira para os acionistas.
E para todos stakeholders relacionados.
Primeiro caso, protter e Gamble, que é uma empresa Americana da área de higiene que atua em muitos países do mundo. Essa empresa perdeu mais de 150000000 de dólares em operações de swap que não foram monitoradas adequadamente. Operações de swap são.
Derivativos, que tem como principal finalidade gerar uma proteção financeira para a empresa quando ela tem alguma exposição.
O mais comum, por exemplo, a empresa tem uma exposição em dólar. Vamos imaginar uma empresa brasileira que tem uma exposição em dólar e se o dólar aumentar muito a cotação, ela pode perder. Que que ela faz? Ela vai num banco, faz uma operação de swap e faz o casamento aqui dessa exposição.
Se a taxa do dólar subir muito, né, a cotação do dólar subir muito, o banco vai pagar essa diferença e não gera a perda financeira. Então a operação de swap e muitos dos casos é uma proteção, mas ela tem que ser bem gerida e bem monitorada. Esse casamento deve existir.
Nesse caso?
As operações não foram monitoradas, foi uma falha operacional na tesouraria da empresa e a gente vê que o conceito de risco está ligado.
A utilização indevida desses instrumentos financeiros.
Tá, e a pergunta aqui é, qual o risco? Qual o tipo de risco? Nós classificaríamos este evento, né? Alguém pode dizer que seria 11 risco de mercado em função da flutuação da taxa de câmbio? Até faz sentido, né, esse primeiro pensamento, mas o que gerou problema foi o uso indevido e toda vez que a gente tem uma má gestão, o uso indevido.
A gente está falando de um risco operacional, não é segundo a categoria dos riscos e a gente vai ver isso mais para frente.
Bakers trust.
Segundo a Business week investigações, que é uma revista Americana, investigações feitas pela justiça Americana demonstrou que o banco realizava operações com derivativos e auferia grandes ganhos, mas provocava prejuízos para seus clientes.
Então, vejam o banco. Ele fazia operações de derivativos. Para o banco, ele gerava lucro, mas para os seus clientes gerava prejuízo. As perdas foram provocadas por operações fraudulentas.
Com derivativos que chegaram a 500000000 de dólares.
Nesse caso, a própria Pig aqui a protery Gamble, né? Perdeu também grande quantidade, porque ela?
A investia nos derivativos do bankers trust, mas também sofreu com essa fraude, veja só.
É mesma pergunta em qual risco a classificamos este evento?
Aqui, toda vez que nós falarmos que são operações fraudulentas.
Vamos caracterizar como um risco operacional também?
Não é, então esse conceito a gente vai explorar na sequência.
Outra situação, sears?
Escândalo dos serviços automotivos essa empresa sears rolebook e company fixou metas ambiciosas para o seu departamento de serviços automotivos, então a empresa prestava serviços automotivos aos clientes, mas em função das metas muito ambiciosas.
Para os seus funcionários?
Né, pedindo que realizasse, prestasse muitos serviços e tivesse ganhos nos seus serviços.
Acabaram acontecendo consertos desnecessários.
Que que é isso?
Alguém, né? Um consumidor vai na empresa, né? Leva seu carro para fazer uma revisão.
E o funcionário da empresa?
Diz que precisam fazer serviços desnecessários, por exemplo, não está na hora de trocar um pneu ou uma peça do veículo e ele direciona para que seja trocado quando troca a peça, claro, vai vender a pré a peça, vai cobrar pelo serviço, mas não precisava fazer. A pessoa não precisava ter aquele gasto, mas a empresa ganha com isso. Então veja o que depois da investigação das autoridades regulatórias da Califórnia.
Constatou que 90% dos concertos.
Eram desnecessários. Não é? Então a empresa agindo de má fé com os seus clientes, uma empresa Americana, uma empresa da Califórnia? É, é, é, é chegando nessa situação.
Né? Qual o risco que a gente classificaria aqui? A gente está falando de fraude também, né? É consertos desnecessários. Aqui está materializando um risco operacional também não é um risco de mercado, não é um risco de crédito, não é um risco de liquidez.
Salomão smif marney John marywhere foi forçado a renunciar a vice presidência do banco.
Com o resto da cúpula dirigente?
Por fraude nas negociações via leilão de títulos do Tesouro norte-americano, tá? Então participavam ali de negociação de títulos. Fraudavam essas negociações.
Né? Com o mercado, né? Negociação com o mercado, com os outros bancos, com as empresas. Então a gente já sabe que fraude vamos classificar como risco operacional também.
Má gestão, fraude?
Há de vir daqui do vice-presidente junto com a diretoria, com os odemais dirigentes responsáveis.
Outro caso daywa.
Aqui é é um conjunto de de empresas. E aqui a gente está falando de um banco também. E aqui, um trader da sucursal de Nova Iorque conseguiu esconder perdas de mais de um bilhão de.
Dólares por 11 anos.
E aí ele colocou em questão todos controles legais que o banco tinha tanto no Japão, ali na, Na Na sede, né? Da, da, da, da empresa. É porque aqui a gente está falando que as perdas aconteceram numa filial na sucursal de Nova Iorque. Mas é um banco japonês.
E desmoronou a os auditores, né? AAA desmoralizou os auditores externos aqui, no caso a Ernst Young, porque eles auditavam OOO Balanço as demonstrações financeiras do banco e.
Não identificaram a perda de um bilhão de dólares? É e o que chama atenção aqui é o tempo, né? O por 11 anos esse trader, né? Que que é o trader? É o operador ali da tesouraria, compra e vende títulos, compra e vende ativos.
É, esse trader conseguiu esconder essa perda, não é? Então a gente está falando aqui também. É de má gestão, de fraude, né? Que ocasionou essas perdas também. É um risco operacional.
Sumitomo, né? Um banco Sumitomo também. Um grupo muito grande aqui japonês, perdas de 1,7 bilhões de dólares em posições financeiras que não foram autorizadas. Não é um dos controles básicos das operações financeiras. É a autorização, né? O que a gente chama de alçadas.
Operações pequenas tem uma alçada, operações maiores tem uma alçada mais relevante, normalmente diretores.
Alçadas maiores 2 diretores decidem, né? Ou um comitê decide, né? E aqui essas posições não tinha autorização, com certeza. Os controles falharam, mas tiveram casos de fraudes e falsificações.
Também num período de 10 anos. Não é perdas acontecendo durante 10 anos. Os controles não funcionaram por 10 anos, né? Materializou aqui perda financeira relevante.
Né? Fraude, falsificação, posição não autorizada, realizada de propósito, né? Má-fé, risco operacional?
E a gente tem o banco barings, banco bergs, é um banco que tem mais de tinha mais de 200 anos.
E ele faliu. É em 1994. Banco inglês é. É conhecido porque até a família real britânica tinha é investimentos nesse banco e.
Aconteceu, aconteceram perdas de 1,4 bilhões e consequentemente a quebra do banco, porque não houve segregação de funções e aconteceram transações financeiras não autorizadas.
Qual que é a história aqui, né? Um pouco parecido ali com o caso da Iowa, que a gente viu acima. Um trader.
Ah, ele atuava em uma sucursal específica em Cingapura. E ele teve é muito poder aqui. Ele tinha feito muito sucesso antes ali na Inglaterra.
Foi transferido para lá e é, ele trabalhava praticamente sozinho nessa, nessa filial, e ele que realizava as transações, ele que fazia as próprias contabilizações.
Então, imagina, AAAA. Ele que tinha o poder de realizar a transação, ele que contabilizava em algum momento? Ele ganhou ainda dinheiro nessa sucursal, mais alguns eventos fizeram com que o mercado virasse.
Não é. E ele acabou perdendo, tendo perdas. É para evitar perdas. Ele começou a apostar mais no mercado. O mercado caiu mais.
Ficou muito grande as suas perdas. Ele começou a esconder na contabilidade, é a caso até do auditor questionando e ele é escondendo isso, ele que fazer os lançamentos contábeis para fazer o reporte para a matriz?
Ninguém questionava, ninguém viu o problema quando foram ver, chegou ali a 1,4 bilhões de dólares e o banco quebrou por causa de um trader, por causa de uma pessoa. É então o controle de segregação de função não existia, né? E ele realizou transações não autorizadas, né? No caso, ele tinha alçada para atuar com qualquer valor.
É, e o banco nem imaginava que as perdas chegariam a esse volume.
Tá então aqui também a gente tem situação de risco operacional em função das transações não autorizadas realizadas por esse trader.
Aqui, mais alguns casos, não é? No Brasil, banco econômico, banco nacional, banco noroeste, banco Santos. E mais recente, Panamericano, histórias parecidas e escândalos envolvendo desfalques e posições fictícias. Desfalques, retirada de recursos do banco pelos sócios.
Por alguns acionistas, posições fictícias, os bancos criavam operações financeiras que não existiam.
Para aumentar a sua carteira, para aumentar sua posição financeira, para aumentar o seu resultado, né? Então, quem participava disso? Os sócios, os dirigentes? Quem comandavam o banco?
É quando Descoberto a, é claro, ocasiona a perda. Quem perde? Quem tinha colocado o dinheiro no banco. Pessoa física, pessoa jurídica, né? Então, escândalos que aconteceram aqui no Brasil.
Um pouco mais para trás, bancos, marca e fonte sedan.
É, esses bancos fizeram apostas equivocadas quanto à manutenção do valor da moeda nacional do real. Então aqui que que foi identificado tráfico de influência, os donos do banco.
Tinha um contato com pessoas de dentro do banco central.
E eles queriam saber se o banco central IA movimentar a taxa de juros pra cima ou pra baixo para fazer as apostas direcionadas, então imagina se o banco tem informação privilegiada?
E sabe que a taxa de câmbio vai aumentar e aposta no aumento da taxa de câmbio vai ter ganho financeiro, né? Ele está apostando com o mercado, né? Então foi configurado o tráfico de influência aqui dos donos do do banco, né?
Mas teve reviravolta de mercado. Essas apostas foram equivocadas? É, e os bancos tiveram perdas relevantes. Quem perdeu aqui novamente? Quem colocou o dinheiro? Quem tinha dinheiro investido?
Nesses bancos, outros casos clássicos, não é? E a gente vai falar um pouco mais para frente, a enron, uma empresa muito grande Americana do setor de energia.
Durante muito tempo, ela apresentou um crescimento extremamente consistente e relevante, muitas pessoas, muitos Os Americanos, investindo as suas economias na empresa em função dessa performance, mas em algum momento.
Foram descobertas contabilizações.
Fictícias, que a gente chama de contabilização criativa, transações irregulares. É aqui que a Iron fazia. Ela tinha despesas para contabilizar ali no seu passivo, né?
Ou conta que pagou ou conta que IA pagar, mas como despesa no seu resultado, IA reduzir o seu resultado. Mas ela contabilizava como investimentos, então ela burlava a forma de contabilizar.
Esse era um dos casos. Está é outro caso, não é? Ela contabilizava.
Receita Futura da comercialização da energia.
No período atual, então, é quem estuda a contabilidade sabe que, pelo regime de competência, a receita do mês contabiliza no mês. É uma receita Futura, vai contabilizar mais pra frente, mais.
Eles criaram um método de contabilização e receita Futura, eles contabilizavam num exercício atual.
Isso inflamou bastante o seu resultado e teve a anuência dos auditores externos para toda essa contabilização indevida. Né? O wordcom uma empresa?
Muito grande, também Americana do setor de comunicação.
História parecida. Contabilização e transações irregulares contabilização criativa. Há também com a anuência dos auditores externos. Pergunta quem eram esses auditores externos da enron e da worldcon?
Arthur Andersen é. Então essa empresa de auditoria, não é? Com quase 90 anos de existência, acaba falindo em função da credibilidade que deixou de ter.
Né, era a maior empresa quando a empresa fale, nos anos 90, era a maior empresa.
É de auditoria do mundo, não é? Com inúmeros clientes espalhados no mundo, não é. Mas a caracterização do desvio de conduta da equipe não é? AA equipe que atuava aqui na enron, principalmente, e havia outras equipes atuando aqui na worldcom, fez com que a empresa entrasse em falência. Então a gente vê que as consequências são muito grandes de uma má gestão.
Tanto em bancos como empresas de outros setores.