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Risco de Liquidez e Risco de Crédito

Transcrição

Risco de liquidez o risco de liquidez ele decorre da incapacidade de se desfazer rapidamente de uma posição. Imagina uma empresa que tem ativos contabilizados? Existem esses ativos, mas ela precisa de recursos naquele momento para pagar, por exemplo, uma conta alta, uma conta relevante dos seus fornecedores ou 11 pagamento de dívida com o banco. Ela precisa se desfazer desses ativos? Para gerar caixa, gerar recurso e utilizar esses recursos. AAA, rapidez não é o quanto esses ativos são líquidos. A isso vai mostrar o quanto a empresa vai ter rapidamente ou não esses recursos disponíveis. Está então esse é o conceito de liquidez. Como a empresa obtém funding, obtém recursos em situações adversas de mercado. Quando existe uma situação adversa de mercado, a empresa precisa de recursos. Para pagar suas obrigações, se ela tem esses recursos de forma fácil, a gente diz que ela tem liquidez. Então existe a liquidez de ativos quando ou o problema não é de liquidez, o risco de liquidez quando não consegue realizar uma transação aos preços vigentes de mercado. Eu tenho um ativo, mas o mercado não está propício para sua venda e a única forma de eu vender e conseguir os recursos é desvalorizando esse ativo. Tá. Ou mesmo uma situação de o mercado não quero ativo. Não é ele. Ele não é mais líquido. E aí eu não consigo vender, não consigo ter os recursos. Está então é uma situação muito ruim aqui para empresa, um parentes aqui. Foi isso que aconteceu na crise de 2008? Com o banco Lehman Brothers. Lehman Brothers tinha diversos ativos na sua Ah, na sua carteira. Mas quando precisou vender esses ativos para obter recursos e pagar as suas obrigações, nenhum banco quis queria. Esses ativos eram ativos vinculados a derivativos, exóticos. É onde era o mercado não estava propício ali para receber esses ativos. Não conseguiu vender, não conseguiu recursos. O banco acaba quebrando, é acaba falindo nesse momento. E o outro tipo de risco de liquidez acontece no financiamento, é a incapacidade de honrar o pagamento por ausência de fundos. Porque? Porque houve uma má gestão dos ativos ou mesmo dos seus passivos ao longo do tempo? As empresas vão acompanhando a sua liquidez. Quanto tem em caixa frente os seus passivos? Quanto tem de ativo líquido é quais são os ativos mais líquidos. Dinheiro em conta corrente é aplicações financeiras de curto prazo. É que rapidamente é possível resgatar e trazer para as contas Correntes. Esses são os ativos mais líquidos. Ah, eu tenho 11 investimento em ações. Tal vai depender ali, não é de quantos dias a empresa consegue vender um preço de mercado e esse recurso entrar na conta corrente. Ah, Ah, eu tenho um bem, um bem imóvel que eu quero vender para obter recursos. Não é líquido, né? Então todo imobilizado das companhias não são bem líquidos. E aí se precisar honrar algum pagamento. É, a empresa pode não ter os fundos suficientes porque é ainda precisa vender os ativos para obter os recursos, tá? Então é, é, é esse é o conceito de liquidez. Que a gente precisa entender quando a gente faz a avaliação dos riscos. Aí quando a gente fala dos bancos, muito parecido das empresas, mas os bancos, de forma regulamentar, né? A pedido aqui do banco central. Existem indicadores de liquidez, acompanhamento periódico que os bancos precisam fazer, porque eles precisam ter ativos líquidos suficientes para pagar seus passivos de curto prazo. Tá, e o banco central acompanha periodicamente isso com eles. Ex. Na crise de 2008, mostrou que a situação econômica financeira dos bancos internacionais, principalmente americanos e europeus, não eram tão boas, né? Como se pensava, não era tão robusta. Na realidade, os bancos possuíam poucos ativos líquidos. Vejam, tinham muitos ativos encarteirados, muitos ativos nas suas demonstrações financeiras. Mas poucos eram líquidos. E aí, no momento de stress da crise? É onde um banco não é? Estava buscando sobreviver ali e não fazia mais negócio com outro banco porque precisava dos recursos. É, alguns não tinham caixa suficiente para honrar suas obrigações. E quando ele olhava para os seus ativos, os ativos não eram líquidos também para gerar os recursos suficientes e quitar os seus débitos, tá, então esse é um problema que efetivamente aconteceu. Aqui na crise de 2008, 2009, e nós vimos ali os bancos que quebraram, é principalmente Lehman Brothers, bernsterns grandes bancos de investimento. Que em função da liquidez. Então vejam que se for perguntado, né, esses grandes bancos, a crise de 2008, qual é o risco que fez esses bancos quebrarem? A resposta é o risco dele que. Vez a eles não tinham recursos naquele momento para honrar suas obrigações por causa da liquidez, tinham ativos, mas não eram líquidos. Para ilustrar isso, nós temos aqui um gráfico onde ele traz. Alavancagem média levay de racios dos maiores bancos de investimento. Num período de 2003 a 2007, vejam que precede a crise de 2008. Vamos ver alguns casos. O azul é o Lehman Brothers, então está aqui. Em 2003, ele tinha uma relação de alavancagem de 2023 por cento. Alavancagem dele aumenta, vai aumentando mês a mês. Vejam que em 2007 ele está muito alavancado. O que que é isso, né? Qual que é o conceito de alavancagem para o caixa que ele tem, para o patrimônio que ele tem? O quanto ele fez de operações no mercado? Quanto mais operações ele faz, mais alavancado está. Qual que é o problema disso? Quanto mais alavancado, maior é o risco, maior é o risco. De liquidez maior o risco de crédito com as contrapartes, maior risco de mercado, todos os riscos aumenta porque ele está mais alavancado. Então aumentou bastante aqui, principalmente 2006 ou 2007. E outra, quanto mais alavancado, maior a rentabilidade. Então, para rentabilizar os acionistas, os bancos se alavancaram muito. Bern stearns é outro banco que quebrou é o amarelo, veja que estava acima de 25. Ele se manteve aqui e caiu um pouco, subiu em 2006 e disparou em 2000. EE 7. É, ficou bem alto aqui. Outro banco, Merlin Merrill Lynch, é o vermelho. Dá para gente ver claramente que também 2006, 2007, ele dispara. Mary Lynch também foi um banco que, na crise, precisou ser comprado por outro porque estava muito alavancado. Goldman Sachs, o verde, ele aumenta aqui e segura um pouquinho em 2006 e 2007, veja, é o que menos estava alavancado dos 4. É um banco que sobreviveu, ele teve grandes perdas, mas sobreviveu. E Morgan Stanley também. Outro banco, né, que precisou de ajuda porque estava muito alavancado. Então é interessante porque olhando o gráfico, a gente já vê ali quais os bancos que passaram por grandes dificuldades ou faliram, e qual conseguiu sobreviver olhando basicamente. Tinha ali a sua alavancagem. Agora, outro risco que é muito presente nas companhias, mesmo nos bancos, em diversos setores, que é o risco de crédito, é o risco de crédito. É o crédito tradicional que nós conhecemos, que é o quê? É o risco da contraparte não pagar por um acordo que foi realizado. Ah, esse é o conceito. Tradicional. Quando a gente fala de crédito bancário, o banco empresta dinheiro para aquele que precisa, oferece um crédito, a pessoa física ou jurídica toma esse crédito, tem que pagar por banco. Se essa pessoa não pagar para o banco, o banco vai ter uma perda financeira? Vai registrar essa perda nas empresas? É a mesma coisa. A empresa faz uma venda e espera que a pessoa física ou jurídica pague por essa venda. Se não pagar, vai materializar a inadimplência e a perda. Tão conceitualmente está aqui o risco de crédito, ele vai ocorrer quando as contrapartes. Não desejam ou não são capazes de cumprir suas obrigações contratuais. Olá, vamos pegar um exemplo bem simples é, é uma escola. Essa escola, ela presta o serviço para os pais dos alunos. Os pais dos alunos precisam pagar mensalidade se ele desejar não pagar ou não tiver recursos para fazer o pagamento. Que está, que está em contrato, vai gerar uma perda inesperada ali para a escola. É no fluxo de recebimento, tinha um fluxo de recebimento, a escola esperava receber ali no final do mês, não recebeu porque o pai dos alunos não fez o pagamento, né? Então, o mesmo racional para qualquer tipo de empresa. Alguns conceitos, a inadimplência, que é justamente quando acontece o não pagamento. Degradação de garantias, alguns créditos. Acontecem via garantia, mas às vezes a garantia pode ter uma degradação que vai aumentar o risco de crédito. Veja um exemplo. Um banco, ele financia um veículo. E esse esse financiamento tem a garantia do veículo, mas no tempo esse veículo? Tem a desvalorização, né? Do valor ali, do bem do veículo no tempo, como a gente sabe. E essa garantia vai tendo a degradação. Então o banco, ele tem que considerar que vai ter essa degradação da garantia no tempo, porque se a pessoa não pagar o financiamento, ele vai tomar o carro. Mas quando ele toma esse veículo é ele vai valer um valor menor, porque teve uma degradação aqui do seu valor. A gente pode ter também uma degradação do crédito, é muitas vezes. A empresa que tomou o crédito está numa boa situação financeira, tem uma grande probabilidade dela pagar lá na frente. Mas a situação creditícia dela pode mudar. E quando muda a situação creditícia, há o risco de crédito aumenta, porque aumenta as chances dela não pagar. Vejam, mudou o cenário. Isso pode acontecer? E aqui também a gente fala da concentração igual nós falamos no risco de mercado, é, não faz sentido. Né, quem está lidando ali, né? Tem inerente o risco de crédito. Tu ter uma concentração muito grande, né, em em certos tipos de negócios, certos tipos de pessoas. Exemplo. Bancos os bancos procuram diversificar os seus financiamentos, seus empréstimos, então eles emprestam para pessoa física, para pessoa jurídica, pequenas, médias, grandes empresas. Então vai diversificando, tem produtos diferentes, financiamento de veículo, financiamento imobiliário, cartão de crédito. Então não está muito concentrado, diferente, por exemplo, da escola que a gente falou, a escola está toda concentrada ali no nos pais dos alunos. E principalmente numa região. Então se tem algum evento né, que afeta AAA aquele público, né, aquele público de paz ali dos alunos, vai afetar de forma relevante a escola. O risco de crédito também inclui o risco soberano é 11 subclassificação do risco de crédito. Quando países restringem o fluxo de recursos ou decretam a impossibilidade de pagar suas dívidas? Quando a gente fala. Que um país tem uma dívida e ele não paga essa dívida, a gente está falando que é o risco soberano, risco de crédito do país. E alguns exemplos, na crise de 2008 2009, a grande crise de crédito, a GM enfrentou uma queda muito grande na venda dos seus veículos em função da diminuição da demanda dos consumidores. Então, para lembrar, né, o mercado travou de certa forma, né? Ninguém gastando ali os seus recursos, ninguém comprando veículos. Crise? Grande aqui pra GM. A falta de crédito disponível, porque os bancos também não estavam emprestando, e recessão econômica. Qual é? Quais as principais causas? Não é, é? A estrutura de custos estava muito pesada da GM. Tinha uma carga muito grande de dívidas no longo prazo e uma competitividade enorme com a Toyota. Então vejam que tinha AA recessão acontecendo ali. Os bancos não estavam emprestando. Por outro lado, a empresa não estava preparada. E aí, consequência teve Sério problema relacionado a risco de crédito. Não é AGM não pagando as suas dívidas. A sua classificação de crédito foi rebaixada pelas agências de de rating. E aí ficou mais difícil ainda a empresa obter financiamento? É, é e conseguir ali. É fomentar suas vendas de veículos. Está então 111, problema muito grande aí que AGM passou em 2008. É materializou o risco de crédito. Aí, em 2009, a empresa entra com pedido de concordata. Teve, sim, o apoio do governo americano. O governo forneceu bilhões de dólares em empréstimos para ajudar a GM e reestruturar suas operações. Ela consegue reduzir a carga das suas dívidas, precisou fechar algumas fábricas, cortou custos, né? E foi remodelando ali os seus produtos e ganhando novamente a confiança dos consumidores. E aí, ao longo do tempo, ela conseguiu superar as dificuldades e voltou a registrar lucro nos anos seguintes, não é? Mas realmente precisou da ajuda do governo aqui para sair da situação que se encontrava.