Nesse capítulo de contexto e classificação do ativos.
Agora a gente passa os principais riscos,
então a pergunta quais os principais riscos que
as companhias estão suscetíveis quais os principais riscos
inerentes a uma atividade organizacional.
É isso que a gente vai responder agora
olhando primeiro quais são esses tipos de riscos.
Os principais nós temos o risco de mercado
relacionado à volatilidade no preço dos ativos.
O risco de liquidez que consiste
em ter recursos disponíveis no momento que precisa
o risco de crédito que é o risco de não
pagamento pela contraparte, o risco legal relacionado
a assuntos contratuais ou mesmo regulamentares
que as empresas.
As organizações estão suscetíveis
um risco muito importante que é o risco operacional
relacionado às atividades e a execução de atividades de
forma incorreta e outros riscos, o risco
estratégico risco regulatório, risco de imagem
reputacional e um risco
um pouco mais novo com relação a sua definição e
os requerimentos.
O risco social ambiental e climático,
então eu diria que de uma forma macro.
Esses são os principais riscos que
as companhias precisam fazer a sua gestão que precisam
mitigá-los e a gente vai passar um pouco da definição
de cada um deles para conhecermos um pouco mais
vamos começar com o risco de mercado pela definição.
Ele acontece quando quando existem mudanças nos níveis
de preços ou quando ocorre alguma
volatilidade dos preços devido
a uma condição de mercado que foi alterada.
Então a gente precisa sempre lembrar do mercado.
Oferta de um lado demanda do outro e qualquer alteração aqui
nessa relação de oferta e demanda tem
e pode causar uma volatilidade nos preços, algo como
se muitas pessoas procuram um determinado bem um determinado
ativo, a demanda vai ser alta
fica suscetível para o aumento de preço porque os clientes
vão pagar e o contrário é a mesma coisa. Se muitas pessoas
Decidem não comprar mais aquele bem aquele produto
não vai ter demanda.
O preço vai acabar caindo porque quem está ofertando o
produto para poder vender reduz o seu preço.
Então são as volatilidades que acontecem ali no preço de
bens e de ativos,
e aí essas variações vão afetar.
Os portfólios vão afetar as carteiras
onde esses ativos estão, então as empresas
têm falando aqui financeiramente
a aquisição de diversos ativos,
seus investimentos, investimentos
onde busca uma rentabilidade através da taxa de juros
investimentos que tem atrelado a taxa de câmbio
e outros ativos também que a gente vai falar
e a volatilidade de preço desses ativos
pode gerar uma perda financeira.
Por exemplo, a empresa comprou um título que espera ganhar
uma rentabilidade no futuro de cent.
Se tem uma volatilidade, e essa taxa acaba caindo,
acaba caindo para cent e não vai ganhar 10.
Vai ganhar cinco claramente.
Teve uma volatilidade e afetou a rentabilidade.
Vai gerar uma perda financeira ali para a empresa,
e aí muito quando a gente fala de tesouraria das empresas ou
mesmo dos bancos é onde nós vamos enxergar esses portfólios
de ativos, quais os problemas gerados
pela volatilidade de preço descasamento.
Eu tenho um ativo
que está casado ali com o meu passivo.
A tesouraria trabalha muito com isso para evitar grandes
perdas, mas uma grande variação no preço de um lado
vai gerar um descasamento e eu vou precisar
cobrir essa perda.
Vou precisar colocar dinheiro ali comprando um ativo
que antes eu não precisaria.
Mas vou ter que colocar porque teve esse descasamento.
O exemplo que eu dei pode afetar a rentabilidade.
O exemplo de um título que ia render
cent e agora vai render cent,
afetou diretamente a rentabilidade em função da variação do
preço, e pode ter problema também de vencimento
compro um título, eu tenho um vencimento
está ali no meu investimento.
Está ali na minha tesouraria,
mas em função de variação de preço.
Eu posso ter que realizar esse investimento
ou me desfazer daquele investimento antes
do vencimento e gera uma perda,
porque eu só ia ganhar se eu fizesse lá no vencimento.
Então são aspectos aqui de gestão dos ativos que
as empresas precisam fazer muito bem
esse acompanhamento do risco de mercado,
quais são os fatores aqui que influenciam essa questão de
risco de mercado taxa de juros.
Então, a taxa de juros sofre suas variações
normais de mercado.
O principal exemplo, a taxa cdi a taxa vai variando conforme
a taxa básica de juros e oferta e demanda de mercado.
A taxa de câmbio que a gente conhece bem sabe que o câmbio
varia para qualquer uma das moedas principalmente dólar
que é a mais usada.
Derivativos derivativos são
instrumentos financeiros derivados de outros ativos que por
trás também vão ter taxa de juros câmbios ou outros
indexadores que também apresentam sua
variação a sua volatilidade normal de mercado
a gente tem a função de head head é a proteção,
então principalmente quando a gente busca aqui o
casamento das posições.
Normalmente eu estou fazendo um head
onde eu tenho uma posição um passivo em dólar e aí para
evitar uma variação maior dessa taxa de dólar,
eu busco uma operação de proteção
em dólar também então eu fico com uma perna no passivo em
dólar, uma perna no ativo em dólar
fico casado fico protegido.
Isso é quando a empresa busca um head uma proteção das suas
posições financeiras.
Podemos ter também variações nas commodities café
soja at do boi aço.
Diversos tipos de minério são
as commodities que também têm a sua variação
natural diária dos preços as ações.
Um exemplo muito bom então são papéis que são negociados nas
bolsas e diariamente também tem a sua oscilação de preço.
Pode trazer ganho ou perda
e uma questão também de concentração claro para todo tipo de
risco temos que estar atentos à concentração.
Se eu tenho muita concentração por exemplo dos meus ativos
dos meus investimentos atrelados à taxa de câmbio.
Uma volatilidade negativa do câmbio vai afetar e gerar
grandes perdas por quê, porque eu tenho concentração.
Então é importante também ter a diversificação quando a
gente fala de risco de mercado
e qual que é a principal forma de controle
para esse risco tão importante.
A principal ferramenta é o var
que quer dizer velo.
At risk é uma ferramenta estatística que mensura
esse tipo de risco de uma forma sistemática e controlada,
e ela gera normalmente para o periodo de um dia.
Ela avalia o portfólio todo toda a carteira,
e ela faz uma estimativa de perda de perda esperada
para aquella carteira naquelle dia específico e aí todos os
dias essa ferramenta é rodada.
Ela gera uma visão de perda e é possível acompanhar
as possíveis perdas diariamente.
Os bancos usam bastante essa ferramenta
tesourarias mais complexas das organizações
também usam essa ferramenta porque de certa forma,
acompanha e mitiga o risco de mercado,
seguindo para alguns exemplos de materialização desse risco.
Então lá atrás, em 1000, 992,
a gente tem um exemplo emblemático.
O banco central da malásia perdeu mais de $ 3 bilhões
em 92, e aí em 93 mais 2 bilhões,
porque realizou apostas malsucedidas em taxas de câmbio.
Nesse período de 92 93,
o banco central da malásia especulou estava esperando que
a libra iria permanecer no sistema monetário europeu,
mas não aconteceu então lá atrás
para a gente relembrar aqui o que aconteceu.
Tinha uma discussão muito grande.
Se o banco da inglaterra ia permanecer e ia manter a libra
no sistema monetário europeu ou se iria retirar
muitos especulam por quê,
fazendo investimento e acreditando caa ia permanecer
iam ganhar grandes montantes de recurso.
Mas se ela fosse retirada, iria perder aqui.
O banco central da malásia apostou que ia permanecer,
mas aqui o que acabou acontecendo teve um grande ataque
especulativo do mercado, e o banco da inglaterra
retirou a libra do sistema monetário europeu em de 92,
então, quando ela retira, é totalmente o contrário
da tendência aqui que o banco da malásia estava buscando e
como tinha muito dinheiro investido acabou gerando essas
perdas bilionárias para central
a defesa da moeda.
O banco central da inglaterra teve que colocar muito
dinheiro ali para evitar o ataque especulativo
quem que pagou essa conta e normalmente o que sempre
acontece nesse tipo de situação, os contribuintes ingleses
eles que têm os seus recursos
de forma direta ou indireta ali no banco da inglaterra,
no banco central da inglaterra.
Quem paga a conta são os contribuintes
e aí do lado ganhador dessa história,
quem estava um grande investidor, o george soros,
que acabou lucrando $ 2 bilhões com
essa retirada da libra do sistema monetário europeu,
então vejam que alguns apostaram que iam permanecer
não foi o que aconteceu.
Outros apostaram que ia ser retirado foi o caso do george
sours e ele ganhou aqui uma curiosidade.
Em uma entrevista realizado aqui com o george solos,
foi perguntado para ele, qual foi
a grande aposta que ele fez no mercado financeiro,
onde que ele ganhou mais dinheiro e a resposta dele de
todas as jogadas que ele já fez todos os
investimentos que ele já fez.
Ele disse que foi essa aqui quando aconteceu.
A retirada da libra do sistema monetário europeu
foi a grande jogada dele como invest investidor,
e aqui ficou bem claro para nós.
A gente tem outro exemplo marcante
na crise de 2008 2009
as empresas brasileiras não financeiras,
não estamos falando de banco sofreram apostas
realizaram apostas erradas no mercado de câmbio,
o que elas fizeram então empresas como sadia aracruz
votorantim celulose.
Elas apostaram na queda do dólar queda do dólar
valorização do real, porque nesse período
o dólar vinha caindo muito.
A gente estava passando antes da crise de 2008. Então.
Desde 2002 todos os mercados crescendo bastante
rentabilizando, os ativos valorizando e o dólar caindo muito
dinheiro entrando aqui no brasil.
O dólar caindo, então eles apostaram que iria continuar essa
queda do dólar, porém, e eles fizeram o quê.
Eles constituíram contratos com os bancos,
contratos a termo aqui de moeda,
mas tinham opções embutidas.
Essas opções tinham o objetivo de potencializar os ganhos,
então quanto mais cair o dólar, mais eles ganhavam,
mas é um papel muito arriscado, por quê
se houvesse uma reversão da tendência do câmbio
se a queda do dólar parasse começasse a aumentar
a cotação do dólar, desvalorizar o real,
as empresas iam perder duas vezes o valor
dos seus respectivos contratos e a dobrar as perdas
e foi o que aconteceu como aconteceu.
A crise de 2008 a partir de outubro de 2008
teve uma reversão do câmbio aqui no brasil,
o dólar começou a subir de uma forma muito rápida,
e essa alta do dólar gerou perdas severas
e comprometeu muito o resultado dessas companhias.
Aqui a gente está falando de perdas
bilionárias em cada uma dessas empresas machucou bastante
cada uma delas, porque apostaram em um risco de mercado cima
materializou de uma forma totalmente inesperada e geraram
essas perdas muito re para elas.