Mudanças nas práticas de negócio.
Primeiro, novas práticas operacionais, algumas empresas precisam rever a sua forma de realizar aquilo que sempre realizou.
Vou dar um exemplo relacionado aos computadores, não é? Nós tínhamos antes.
Dos computadores, as máquinas de escrever. Então, se a gente olhar alguns filmes antigos, é ali da década de 7080, é. E um filme que mostra ali um escritório que as pessoas trabalhando, a gente vai visualizar apenas.
Máquinas de escrever é praticamente uma em cada mesa, é. E aqui no Brasil nós tínhamos uma marca muito conhecida, líder de mercado, que se chamava olivetti.
Essa empresa em algum momento é começou a identificar a possibilidade, isso nos anos 90, a possibilidade de um novo mercado, que seriam os computadores pessoais.
Então, lá fora, a IBM não é a principal empresa que desenvolvia os computadores pessoais, estava produzindo, não é inicialmente numa pequena escala e teve uma decisão muito importante pelo board dessa empresa.
Que era decidir se continuava produzindo as máquinas de escrever ou migrava a sua prática operacional, né? O seu negócio para a produção de computadores pessoais?
A decisão do boarding da empresa foi que os computadores pessoais seriam muito caros, muito mais caro que uma máquina de escrever e as pessoas não teriam dinheiro para comprar.
Um computador? Logo, o mercado de máquinas de escrever iria continuar. Essa foi a decisão da empresa. Resultado, depois de 1 ano é a gente já sabe aqui a história, né? Todo o crescimento do, do.
No mercado de computadores pessoais EAA, isso gerou uma queda no preço desse produto. As pessoas começaram a adquirir de forma maciça, deixaram de lado a máquina de escrever. Consequência.
Falência da empresa?
Tá, então é um exemplo de mudança de prática de negócio que não aconteceu em função de uma decisão da própria empresa, né? O mercado mudou.
E a empresa acabou não acompanhando esse mercado, então é um grande risco que se materializou.
Outra questão importante, a estrutura organizacional. Muitas empresas utilizam o downsizing. O que que é isso? É reestruturar e reduzir o tamanho da empresa. Reduzir o tamanho, a quantidade de pessoas que atuam na empresa, principalmente em função da tecnologia, né? A quantidade de pessoas necessárias agora para produzir um veículo.
Numa empresa automobilística?
É bem menor. É porque agora nós temos os computadores, é as máquinas computadorizadas que fazem esse trabalho. Então é uma prática muito comum do Dow size.
Direcionamento ao foco de mercado é.
Uma das áreas mais importantes nas empresas e para diversos segmentos, não é, são as áreas de inteligência de mercado que que é isso? É ficar estudando o comportamento do produto, das novas soluções.
É dos novos produtos que podem ser criados, os novos nichos, novos parâmetros dos consumidores, novos desejos dos consumidores, então, se não tiver esse estudo.
Esse direcionamento é pode acontecer inclusive, né? O que a gente comentou aqui no caso da olivetti?
Foco no ajuste às necessidades do cliente ó, é um pouco do que a gente falou aqui no anterior. Os clientes vão, né? Os consumidores vão mudando os seus desejos ao longo do tempo.
As gerações são diferentes, não é? Então nós temos as gerações x, geração y, geração z os millennials são tipos de consumidores diferentes, né?
Um não realiza a compra da mesma forma, é então muita atenção com isso e com os riscos relacionados a essa questão.
Novas políticas de recursos humanos e de remuneração. Porque que esse esse ponto é muito importante, né? Tem um fator de risco que agora está sendo incorporado nas políticas de recursos humanos, principalmente quando a gente fala de remuneração, né? Os executivos das empresas agora recebe a sua remuneração.
Porém, ponderada ao risco.
É se esse executivo toma muito risco hoje e esse risco pode se materializar e isso vai aparecer na sua remuneração, então não se falava isso antes.
Não é a remuneração. Não era uma remuneração ali já definida ou fixo ou variável, mas já era definida, mas agora entra.
É, em muitos casos, aqui é o risco relacionado AA as decisões que o executivo toma, não é? Então também é. Faz parte do ambiente em que a gente está discutindo.
A gestão de riscos que as companhias devem realizar.
E o custo das crises bancárias, não é? Falei da importância que tem o setor bancário dentro de um país. Vamos explorar aqui alguns impactos que tiveram.
É as crises em alguns países, esse gráfico ele mostra.
O tamanho da ajuda financeira que o governo teve que realizar em função da falência ou quase falência dos bancos.
Então aqui esses valores é o percentual do PIB do didip, né? Groove domestic products ou PIB em português?
Então, como exemplo, nós temos aqui na Indonésia em 1997, quando aconteceu a crise asiática, é uma corrida muito grande dos consumidores.
Nos bancos para sacar os seus, seus recursos. Então, a grande preocupação dos bancos é exatamente essa. O banco precisa de capital para emprestar, né? Investimento entra como capital e ele empresta para as outras pessoas. Então um superavitário é aquele que tem recursos, deixa esse recurso investido no banco. O banco direciona pro deficitário aquele que precisa de um empréstimo, de um financiamento.
Qual que é o problema? O problema é que quando esses investidores tiram o dinheiro do banco, né? O banco fica sem recursos para emprestar.
E para continuar as suas operações, é, ele perde liquidez. Essa é a grande preocupação de qualquer banco. E é isso que aconteceu em 1997.
O governo da Indonésia precisou entrar com recursos, colocando recursos capitalizando os bancos em 57% do PIB do país.
Então vejam, né? Dá pra gente ter 11 ideia da dimensão desse volume que foi capitalizado nos bancos. É positivo isso. De um lado, é porque ele tentou não deixar os bancos quebrarem.
Alguns não. Se não quebraram, outros a acabaram. É entrando em falência, porém, né? Se é recurso do governo, é recurso de quem? É recurso dos contribuintes, recurso da das pessoas físicas e jurídicas que pagam seus impostos.
Então, esse recurso poderia ser usado para construir hospitais, para direcionado para educação, mas foi utilizado para socorrer bancos na Indonésia em 1997. E a gente teve também.
Né, casos muito parecidos na crise do de 2000 EE 8 e 9 nos Estados Unidos, né? O governo americano é, é, é, é. Salvou muitos bancos com recurso dos dos contribuintes.
Chipre em 2012, né? Aqui é Oo país, é é uma ilha bem pequena, né? Na Na, Na Na Europa é EE quase quebrou, né, quase o país em é é, é em entrou em falência, né? Não é tão comum isso acontecer, né? Mas o governo precisou agir e é, é, é contribuiu com 56% do seu PIB.
Não foi suficiente e outros países europeus tiveram que.
É.
É capitalizar o país nesse caso, para o país não quebrar.
É interessante aqui é esse acontecimento. Nos anos 80, a Argentina também passou por situações parecidas, 55% do seu PIB. O governo precisou?
É ajudar o mercado financeiro. Islândia no meio da crise de 2008, 44% do PIB é a Islândia, que tinham 2 grandes bancos na Islândia.
É um mercado imobiliário. Cresceu muito, é nesse país. E esses 2 bancos acabaram quebrando, né? O governo precisou entrar muito forte aqui para não ter maiores problemas.
Tá, e aí a gente vê outras situações, Jamaica em 96, Tailândia aqui, né? A história muito parecida aqui com o que a gente falou da Indonésia na crise asiática, Chile, Irlanda.
É na crise? A Irlanda também é outro país europeu que quase quebrou.
Durante AA crise de 2008, na uma história relativamente parecida com a da Islândia também e alguns outros países.
Então a gente vê que não é incomum. É, é AA ajuda aqui financeira dos governos para os bancos é evitando crises maiores no mercado.