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Conceito de Risco

Transcrição

Conceito de risco risco é a possibilidade de ocorrer um evento que nos afete negativamente. Esse é o primeiro conceito para nós entendermos o risco. Então primeiro é a possibilidade, é a chance, pode ocorrer. Então o risco, ele não quer dizer que com certeza vai ocorrer. Então, esse conceito mostra que existe uma possibilidade de algo negativo acontecer. De aquele processo, aquela atividade não ser realizada conforme nós esperamos. Então, um evento que aconteça. E que afete negativamente o meu processo, a minha atividade, aquilo que eu espero que aconteça. O importante sempre lembrar que risco é a possibilidade. Ou a existe uma probabilidade de acontecer em outra definição? Risco é a possibilidade de uma oportunidade. Vejam como é diferente agora que pode conduzir a um ganho ou um prejuízo financeiro. No primeiro, ficou claro pelo conceito que o risco é algo negativo, mas nós temos também essa outra visão em que o risco pode ser uma oportunidade para gerar ganho. Ou prejuízo financeiro? É. Vamos pensar aqui. Num exemplo é quando nós jogamos na loteria, não é? Nós compramos um bilhete, pagamos alguns reais. Mas esperamos ganhar muito se formos sorteados, então. Estamos no risco. Temos a possibilidade de ter um ganho relevante. Se eu não ganhar, sim, eu tenho um prejuízo, porque eu comprei o bilhete por 5 BRL, não ganhei, perdi meus 5 BRL, não ganhei os milhoes que eu esperavam. E isso daqui a gente consegue visualizar muito. Na tesouraria do dos bancos, na tesouraria das empresas, onde os bankers estão constantemente buscando trads, né? Compra e venda de ativos. Para obter ganho mais umas a que seria uma oportunidade é então, por exemplo, AAO trader visualizou que o preço do ativo está muito baixo. Frente a sua cotação histórica, ele enxerga uma oportunidade de ganho. Ele está em risco para ter esse ganho, mas pode ser que esse ganho não se materializa e ele acaba tendo um prejuízo. Ah, então é importante a gente trabalhar bem com esses conceitos, na visão das instituições financeiras. Risco é tudo o que gera algum impacto no capital, no patrimônio da instituição, podendo ser oriundo de eventos esperados ou inesperados. Vamos trabalhar um pouco também esses conceitos, não é? Então, primeiro que que é o capital de um banco e também se aplica para uma empresa, é o seu patrimônio, não é? A gente pode até visualizar ali o capital social, né? É aquilo, aqueles recursos que estão, que fazem parte desde a Constituição da empresa e que foram aumentando, sendo acumulados caso a empresa gera resultado positivo. Ativo esses lucros, não é esse dinheiro que vai sendo acumulado, é todo o capital da empresa e o risco, quando ele se materializa, ele impacta esse capital. Vamos lá, uma perda financeira reduz o resultado, né? É uma despesa, reduz o resultado do banco, reduz o resultado da empresa. Isso faz o quê que diminua o capital, né? Precisa dinheiro para cobrir essa despesa e o esse risco ou os riscos que impactam o capital? Pode advir de eventos esperados ou inesperados. O que é que é 11 evento esperado? Quando uma empresa vende um produto para diversos clientes, ela já espera que uma parte disso não vai receber porque alguns clientes vão entrar em inadimplência, não é? Alguns clientes acabam não é tendo uma degradação da situação creditícia e não vão pagar por aquele produto muito comum, diversos segmentos. É, por exemplo. Nos segmentos de. De escolas, universidades, onde é historicamente? Inadimplência é bem grande e a empresa tem que trabalhar com isso, então ela já espera que vai perder aqui com o risco de crédito. Que que é um evento inesperado, por exemplo? AAA empresa tem uma fábrica numa determinada cidade, por algum motivo teve um incêndio na fábrica, né? E geraram perdas é decorrentes de toda a destruição de maquinário. É do próprio prédio, etc. Era completamente inesperado o risco de acontecer um desastre como esse. Então vejam que. A boa gestão dos riscos vai sempre trabalhar com os eventos esperados que a empresa já conhece, já espera que vão, que vai acontecer em algum momento. E, claro, vai trabalhar para que eles não aconteçam, vai buscar mitigar esses riscos, mas também sabe que existe os inesperados. As possibilidades de ocorrência ou presença de risco vai depender então de fatores externos e internos. Exemplos de fatores externos que nós já vimos na parte introdutória. Medidas de política econômica é então, alterações principalmente em variáveis macroeconômicas, aumento da taxa de juros, redução da taxa de juros. Vai afetar? É o mercado como um todo. É, é EE. É. É importante ter esse acompanhamento, mudanças da legislação ou nacional ou Internacional, que afeta também as companhias. E aí, fatores internos diversos, né? Alteração do perfil do cliente. Falamos um pouco sobre isso. Alteração dos ratings dos clientes das empresas, né? Lembrando, há a degradação de rating gera uma possibilidade maior de perda, não é? Quando a gente fala de risco de crédito. Fraudes, desfalques, ausências de controles é vão gerar perdas também nas diversas companhias, então muito importante a gente ter essa ótica completa do conceito de risco. Um pouco mais quando estudamos finanças, é, o risco está relacionado a volatilidade no preço dos ativos. Eu tenho um ativo em que o mercado define o preço. Lei da oferta e da procura. Existe normalmente uma volatilidade nesses preços. Essa volatilidade é o risco, e aí a gente tem. Não é para diversos ativos financeiros, é cotação das moedas, dólar, euro, real a todos, variando diariamente, é ouro. É commodities diversas, é ações. Então temos uma infinidade de ativos onde existe uma volatilidade no preço, né? E esse é o conceito de risco, o conceito de probabilidades. É utilizado para mensurar esse risco, né? Então, se a gente fizer a pergunta como eu mensuro o risco de determinado ativo? Vou utilizar o conceito de probabilidade. Através de uma análise da frequência que o evento ocorre, a gente pode calcular o desvio padrão de determinados eventos. Desvio padrão é uma medida estatística. Onde ele mede os desvios? A partir da média, então tem um período de tempo. Onde a cotação desse ativo, né? Existe ali o preço, né? A cotação, o preço, né? Em cada, por exemplo, dia desse período. E aí é é calculado uma média desses preços. E o desvio padrão é, a cada dia, o quanto ele desvia daquela média. Então eu vou saber se ele desviou muito ou se desviou pouco da média. Esse é o conceito estatístico de desvio padrão. E a gente o utiliza, né? Para mensurar o risco de diversos ativos. Então, para lembrar, o desvio padrão é sinônimo de volatilidade, né, que é a variação de preços. Que é sinônimo de risco quando a gente fala dos ativos financeiros. E qual a diferença entre risco e incerteza? É já conceituamos bem o risco, a incerteza. Ela está mais vinculada ao acaso, né? Aos acontecimentos inesperados. Existe uma incerteza de acontecer algo. Muitas vezes não há uma história específica para calcularmos a frequência dos eventos. É, então isso dificulta bastante a nossa avaliação. A nossa quantificação do risco é e. É, é é difícil mensurar a probabilidade de ocorrência, não é? Então isso daqui está mais próximo ali, da da incerteza, né? Ao acaso. Porque se já aconteceu historicamente os eventos a partir da frequência. A gente consegue é ter uma visão ou uma expectativa maior do que vai acontecer no futuro. Vamos detalhar um pouco também, um pouco mais aqui sobre situações de riscos. Há um dinamismo muito grande nos fatores de risco, nos fatores que geram os riscos, principalmente nos negócios bancários, porque diariamente não é muito comum a criação de novos produtos e esses novos produtos precisam ter uma avaliação bem criteriosa dos seus riscos, né? O banco, ele não quer correr. Muitos riscos ele quer correr o risco que seja mensurado do tamanho que ele espera, justamente porque. A rentabilidade almejada tem que ser maior do que a materialização desses riscos. Os processos bancários e das empresas são otimizados, né? Sempre buscando a máxima produtividade e rentabilidade. Então, como eu falei, a expectativa é sempre que os custos e os riscos sejam menores do que a rentabilidade. Os riscos associados às atividades financeiras, apesar de de serem catalogados em algumas análises, devem ser permanentemente monitorados. Por que? Porque uma atividade que hoje é livre de riscos ou tem um risco muito baixo. Amanhã ela pode ter um risco maior, né? No futuro, ela pode ter um risco maior por causa das mudanças, como a gente viu, ou mudança do perfil do mercado, dos clientes, os controles que existiam antes. É, ficaram ultrapassados? A gente falou bastante, né? Dos aspectos tecnológicos, as evoluções tecnológicas, então não adianta eu ter um controle manual para algum processo. Sendo que agora esse processo é todo é informatizado, automatizado, é, eu preciso revisar os controles também. É então esse monitoramento das atividades e de como os riscos mudam no tempo. É muito importante. Alguns exemplos. Uma operação de transferência entre contas feitas em uma agência é algo comum e seus riscos de controle são totalmente mapeados, né? 1111 banco uma agência, ele já sabe é como que acontece. A transferência já mapeou esses riscos, né? Então está num ambiente controlado. Então essas essas operações podem ser feitas via internet, pelo nosso celular. E aí surgem novos riscos, porque, no primeiro caso. É a pessoa indo fisicamente na agência e pedindo para fazer uma transferência. E agora a gente faz tudo isso por celular. Os ciscos são diferentes? Claro que são. O celular pode ser clonado, né? AAAA, conta. É, pode ser uma conta fictícia? É. Então existem n outros riscos que surgem quando as atividades são diferentes, como nessas 2 situações que nós colocamos. 2 o empreendimento no mercado imobiliário pode sofrer Fortes oscilações no retorno do investimento esperado devido às condições de mercado. Sim, né? Então 111 imóvel que está à venda é ele tem a variação do seu preço no mercado. Então uma construtora, por exemplo, né, que é o caso. Ela constrói um empreendimento e começa a vender ou esse empreendimento está à venda? E aí condições do mercado podem fazer com que esse preço oscile para cima ou para baixo. Claro que a empresa quer que oscila para cima, que aumenta o preço e ela consiga vender para ter 11 retorno maior. Porém, se for para baixo, né? Pode ficar abaixo das expectativas. E te 1111 ganho menor. Isso ela não quer além disso, né? Ainda existem interferências sobre o fluxo de caixa, dado o prazo natural de uma obra. Que que é isso, imagina que. A empresa está construindo. Pode ser um prédio aqui de de apartamentos, né? E tem um prazo para terminar a construção da obra, 2 anos, por exemplo. Mas podem ter alguma interferência, por exemplo, falta de mão de obra faz com que o prazo seja estendido. E esse prazo estendido aumenta o custo da obra, aumenta o custo da obra. Se mantiver o preço, ela vai ter um retorno menor. Então, vejam que diversas situações afeta o mesmo produto. Nesse caso, o produto não é. É esse prédio de apartamento que a construtora, né? Está construindo. Outro exemplo, um produtor agrícola que não diversifica a sua produção concentra se somente em uma única commodity, por exemplo, café. Pode acontecer de na época da colheita, as oscilações no preço do produto. Café, uma commodity, né? Então vai seguir o mercado Internacional. Se tiver alguma condição desfavorável no preço, vai gerar um retorno menor para esse produtor. Então ele começa a produzir, tem uma expectativa de preço lá na frente, um preço futuro, mas quando ele vai colher, esse preço pode não se materializar. Se for um preço menor, ele vai receber menos, se for um preço maior, ele conseguir vender é vai ganhar mais. Ou podem ter fatores climáticos ou ambientais inesperados que pode afetar severamente o retorno esperado, né? Então, ele plantou. É tantos hectares de café para colher um determinado montante. Nesse tempo, não é? Tiveram, por exemplos, grande quantidade de chuva. Prejudicou a sua produção. Colheu muito menos do que esperava. Seu retorno foi muito afetado. Ah, então são riscos se materializando. E aí, muito importante. Os riscos não são necessariamente elementos nocivos à gestão empresarial. Isso é muito importante a gente ter essa visão. É os riscos. Eles, normalmente a gente pensa no aspeto negativo, como a gente viu ali na primeira definição, mas ao contrário, né? Precisamos entender que ele é inerente ao negócio. Todo negócio tem algum tipo de risco inerente que que é risco inerente relacionado ao negócio, não é? Se 111 vendedor de cachorro-quente na rua com o seu carrinho, abre o negócio, começa a vender cachorro-quente, ele tem riscos, né? Qual que é o risco? Risco de não vender, risco de comprar. O produto e o produto está estragado, né? O risco é de ter muitos concorrentes na naquela região, não é? Então é fácil a gente visualizar isso. E aí uma gestão eficiente vai ser aquela que assume alguns riscos. Calcula esses riscos e busca mitigar esses riscos que quer mitigar é reduzir. É trazer o risco para o nível aceitável. Em muitos casos, não há necessidade de eliminar totalmente os riscos, porque se eu elimino muito o risco, eu perco a oportunidade. Então o ideal é saber quais são os seus riscos, identificar quais são os riscos, trabalhar esses riscos. Mitigar, né? E gerar o seu negócio, gerar a rentabilidade. Controlando esses riscos? Pá esse é um aspeto muito fundamental do entendimento dos ciscos.