Outro tópico muito importante quando falamos de gestão de riscos é a mensuração dos riscos. Então, em todo esse arcabouço que nós vimos.
Ducoso principalmente das políticas de gerenciamento de risco. É sempre ficou uma dúvida em como mensurar os riscos. Como passar de uma visão qualitativa para uma visão quantitativa? É. Todo o mercado sabia a necessidade de melhorar nessa visão. A gente até viu que quando a gente constrói a matriz dos riscos.
Nós avaliamos probabilidade e impacto, mas mesmo assim, aquele impacto a gente chegou a conclusão que se o risco não materializou, se a gente não tem histórico no passado, esse impacto é subjetivo, né? É o que a empresa acha que poderia ser. É um risco potencial quando a gente fala de valores.
E aí tanto para a parte qualitativa, a mais para quantitativa. E é especificamente para os bancos, para o setor bancário, né? É, houve um incremento muito grande.
Na governança de riscos advindo do comitê de Basileia, que a gente vai falar na sequência, qual a preocupação? Uma preocupação muito parecida quando tiver os casos de fraudes. E aí teve o advento da lei sarbenisoxley assox, como a gente viu. Algo parecido aconteceu no setor bancário, porque os bancos, eles trabalham com os recursos que eles captam dos seus clientes para emprestar para os outros clientes.
Então capta dos.
Superavitários para inventar, para emprestar para os deficitários. O problema é que quando o banco não faz uma boa gestão, não é da da empresa em si. E, claro, gestão dos seus riscos.
Ele pode falir, ele pode quebrar. E quando isso acontece, os recursos daqueles que colocaram seu dinheiro no banco, que investiram naquele banco, as pessoas físicas e jurídicas vão perder os seus recursos?
Esse é o problema. E aí os órgãos reguladores dos diversos países sempre tiveram essa preocupação em evitar quebra dos bancos, porque as pessoas acabam perdendo os seus recursos, né? Suas poupanças?
Então, nesse cenário, é ao longo dos anos.
A governança de riscos foi melhorando bastante, foi se aprimorando, né? E aí sempre buscando também a mensuração dos dos riscos, né? Como calcular risco, né? Uma visão financeira e saber exatamente.
Ou muito próximo ali. O quanto que poderia perder com cada um dos riscos? Então a gente tem a figura do comitê de Basileia, é um comitê, é de um órgão específico EE. Esse comitê se localiza na cidade de Basileia da Suíça, por isso que tem esse nome e ele é formado por membros dos bancos centrais dos países.
Aí príncipe começou ali com os países desenvolvidos debatendo e formalizando estudos sobre o setor bancário, e depois outros signatários acabaram entrando. Então, hoje o Banco Central do Brasil é.
Signatário também e tem assento no comitê de Basileia para discutir sobre os assuntos de gestão de riscos e direcionar toda essa regulamentação que é criada para os bancos, então muito do que o banco central que os bancos.
Do Brasil os bancos no Brasil é seguem, é adivindo das normas do comitê de Basileia.
Ah, claro, tem um crivo do Banco Central do Brasil e o Banco Central do Brasil repassa toda essa regulamentação, traduz e repassa para os bancos aqui no Brasil.
No nosso país é. E por que que faz sentido a gente estudar isso? Porque é um excelente modelo de gestão de riscos, de mensuração de riscos, né? É específico para o setor financeiro.
Mas não minha opinião, muitas empresas de outros setores não é, podem aprender ou a melhorar sua gestão de risco com.
É o que a gente vai ver é, a gente fala que tiveram 3 acordos de Basileia. Os acordos de Basileia são as regulamentações que foram formuladas no comitê de Basileia.
O acordo Basileia um, Basileia 2 e Basileia 3, né? Então são acordos de capitais que estabelece indicadores de solvência, alavancagem. Aí quando a gente fala de capital, os bancos, ele tem o seu capital seu.
O valor que os sócios colocaram, mas os o lucro que ele acumulou no período, isso é o capital. E o banco usa esse capital para tomar risco, para se alavancar, para gerar rentabilidade, né? Ele investe esse capital em outros produtos.
Em outros bancos, em produtos financeiros, empresta para os seus clientes para se alavancar e gerar rentabilidade, não é? Mas eles têm que ser solvente esse capital. Eles têm que ser robusto frente os seus riscos.
A gente também tem um Novo Acordo de Basileia, que foi Oo acordo de Basileia 2, né? Na época, ele foi um novo compêndio de melhores práticas de gestão de riscos mundial.
Como eu disse, então os bancos passaram a utilizar a seguir esse acordo de Basileia 2, depois nós tivemos o 3 para fortalecer ainda mais é e muitas empresas é, acabam atuando também de outros segmentos.
Seguindo acordo de Basileia 2 é principalmente e quando a gente fala de bias, é o Bank for International satments, que é uma instituição financeira que nós chamamos de o banco central dos bancos centrais.
Então é uma figura aqui que está inserida no comitê de Basileia, ou melhor, o comitê de Basileia, não é. Ele faz parte do b ias, né? É o bes, é o órgão em si.
E aí dentro do bias existe o comitê de Basileia, onde os membros dos bancos centrais participam para decidir, então aqui são os principais termos quando a gente fala.
De acordo de Basileia? Comitê de Basileia, falando sobre um pouco nas necessidades da adequação, então o histórico dos durante os anos 80, a preocupação era que bancos internacionalmente ativos, aqueles bancos que tinham atuação no mundo todo, podiam até ser rating de crédito se deteriorado em função o aumento de inadimplência é o banco empresta, o cliente não paga.
Materializa o risco de crédito e o banco acaba quebrando. Essa foi a preocupação nos anos 80. E aí os membros do comitê de Basileia decidem iniciar alguns trabalhos de convergência das normas.
Para evitar a sangria de capital dos bancos, porque sangria de capital, o banco tem seu capital, ele pega uma parte desse recurso e empresta. Se o cliente não paga, ele fica com o dinheiro do banco, o banco perde e aí esse capital do banco vai reduzindo. É isso que a gente não quer, ele perde a sua insolvência, né? A sangria do capital, esse capital que tava diminuindo aqui nos anos 80. O trabalho do comitê de Basileia resultou numa abordagem de mensuração de riscos e o objetivo?
Reforçar a estabilidade bancária do mundo todo é para todos os bancos que aderissem às regras, definindo limites mínimos de capital. Então, por exemplo, né? Tem um cálculo específico de capital.
Mas os bancos não poderiam ter naquela época, né? É menos de 8% de capital.
Num índice específico. E o Brasil desde o início decidiu colocar esse esse índice como 11%. Então vejo que foi 111. Pediu até mais capital dos bancos frente os riscos. Porque essa diferença de 8 para 11? Porque no Brasil?
O Brasil em si é mais volátil, né, com relação aos seus ativos, taxa de câmbio, inflação, taxa de juros, então, para conter essa é incorporar essa volatilidade, é utilizou 11%.
De índice mínimo de capital. E aí desenvolveu diversas consultas públicas. É como o Banco Central do Brasil faz também consulta pública no mercado para discutir as normas. Em julho de 88.
Foi concluída a primeira versão do acordo de Basileia. Acordo de Basileia um, né? Então eles começam lá com o histórico de 80, né? Na década de 8088 tem a primeira versão do acordo de Basileia, um.
E aí 4 anos depois do acordo de Basileia um, onde trouxe o índice de insolvência ou índice de Basileia, como a gente fala hoje? É, é no foi decidido que em 92 ele passa a ser requerido, então em 88 são divulgadas as regras. 4 anos depois é é instituído que os bancos precisam seguir as regras, essa nova regulamentação e o índice de Basileia.
O foco do primeiro acordo foi risco de crédito e as instituições tinham que ter um capital próprio suficiente para garantir suas operações. E esse limite, como eu disse, foi de 8%, tá? Então ele precisa, para os seus ativos, o banco precisa ter 8% de capital. Essa é a melhor leitura. Então, para todo ativo que o banco emprestou com o que tem risco de crédito, 8% disso tem que ter capital ali parado ali no caixa para evitar as perdas.
Inicialmente foi direcionado para os bancos internacionalmente ativos, mas depois a regra foi tambem aceita, que começou a ser adotado pelos bancos centrais, né? Como um padrão para todo mundo. E no Brasil, o índice de Basileia desde o início foi definido com 11% de capital mínimo. Então, como eu falei, um banco no Brasil que tem Ah x ativos, né? 11% disso precisa estar como capital. Um exemplo simples, se o banco tem 100.
Estado, 100 BRL, 11 BRL tem que ser capital ali no caixa para evitar a materialização do risco de crédito.
E o supervisores do mundo, é mudar o enfoque da supervisão. Antes a supervisão. Que que a supervisão é a fiscalização do banco central nos diversos bancos, nas instituies financeiras. Antes eles faziam essa supervisão baseada em regras. Ah, e ali, com a regra, verificava se está dentro, se está fora. E agora os bancos centrais começam a fazer essa supervisão baseada em riscos.
Então.
Deixa eu, o regulador, ver o seu risco. Como está o seu risco de crédito aumentou? Piorou.
Deixa eu ver os valores, deixa eu ver seu índice de Basileia? Então é uma grande evolução quando a gente fala de gestão de riscos, porque agora o regulador também, né, olha risco para tomar a decisão e a as questões de fiscalização.
E as recomendações de Basileia, o comitê de Basileia pra supervisão bancária.
É um fórum Internacional, como eu disse, para discussão e formulação das regras das regulamentações, das recomendações ó da regulamentação prudencial.
É dar para praticar a supervisão bancária. Composto por 45 autoridades monetárias e supervisoras de 28 jurisdições, né? 28 países, o comitê de Basileia foi criado em 1974, dentro do bias, como eu falei, e o objetivo é reforçar a regulação, né? As leis, né, as regras que os bancos têm que seguir.
A supervisão como o supervisores, os bancos centrais fazem a fiscalização nos diversos bancos.
E divulgar melhores práticas que os bancos devem seguir para fazer a melhor gestão do risco e assim, promover a estabilidade financeira. Que que todo mundo quer que tenha uma estabilidade financeira que os bancos não quebrem, que eles tenham capital suficiente frente os seus riscos. Para aquelas pessoas que colocam dinheiro no banco, fiquem tranquilas que depois vão ter os seus dinheiros, seu recurso, né? Seu dinheiro de volta.
As recomendações do comitê de Basileia querem sempre harmonizar a regulamentação prudencial. Os países, né, têm regulamentações diferentes. A ideia é ter a mesma regulamentação nos países. Porque se a gente pensar numa concorrência mundial entre os bancos, bancos mundiais, né, disputando clientes mundiais, não faz sentido um regulador pedir mais capital que o outro.
Quanto mais capital é dinheiro parado, é custo para o banco, para ele rentabilizar, né? Ele precisa de recurso para oferecer para o cliente, para rentabilizar, para cobrar e et cetera.
Então, o objetivo é melhorar a competição dos bancos internacionais, que tem uma relevância bem grande, né, na internacionalização dos mercados financeiros.
O comitê divulga princípios de supervisão bancária para os supervisores, para os bancos centrais, né? O que eles devem fazer, qual o padrão que eles devem seguir? E o Banco Central do Brasil, como membro do comitê de Basileia desde 2009, também busca assegurar que essa convergência das normas também seja aplicado no mercado brasileiro, né? Então ele vem seguindo, né? Eu acompanho isso muito de perto, ele vem seguindo.
Bastante essa questão de seguir.
Uh, o que prega o comitê de Basileia, as normas e trazer isso para o mercado brasileiro?
É, isso é muito importante, porque o Brasil.
Segue a as normas do comitê de Basileia e isso é muito bem visto no mercado Internacional.