Alavancagem financeira. A alavancagem
financeira acontece
quando um investidor vai
utilizar
recursos de terceiros pra
aumentar o retorno do seu
capital. Vamos pensar
num exemplo, o investidor tem R$ 100 mil
pra investir em um ativo. Ele investe esses R$
100 mil
e espera um retorno,
mas ele percebe uma oportunidade de que realmente
esse ativo é bem rentável e ele gostaria de
investir mais, mas o dinheiro dele acabou, ele já investiu R$ 100
mil. O que ele faz?
Ele toma emprestado recursos de terceiros,
ele faz uma dívida,
e isso quer dizer a alavancagem, pega
mais R$ 100 mil emprestado e
investe nesse ativo pra obter uma
rentabilidade, pra aumentar o seu retorno, o seu capital
investido. Então vejam, 100 mil era o dinheiro que ele
já tinha. Se ele perder, tudo bem,
porque
é dinheiro dele. Os outros 100 mil, ele pegou
emprestado. Se ele perder, se ele investir em um ativo
que tem uma volatilidade grande, que tem uma possibilidade de perda,
ele vai perder o dinheiro que ele tomou emprestado, ele precisa pagar essa
dívida. Então o risco é muito maior.
Toda vez que alguém se alavanca,
como esse exemplo que eu dei, está assumindo muito mais
risco, porque está investindo um dinheiro que não é seu.
Quando bem utilizada, a alavancagem financeira pode
permitir ampliar os ganhos, porque se
nesse exemplo der tudo certo
e ele tiver um retorno maior do que os juros que ele está
pagando pro banco, perfeito. Ele pega o dinheiro, tem um
retorno grande, paga os juros, devolve o dinheiro e se deu bem.
Mas se o resultado desse investimento for
negativo, vai ampliar suas perdas,
porque ele vai perder o seu capital de 100 mil
emprestado e precisa pagar a
dívida, ele vai ter que tirar dinheiro de outro lugar pra poder pagar a
dívida, porque aquele que ele investiu, ele perdeu.
Então muito cuidado com a alavancagem financeira, como
está escrito aqui, deve ser feita com cautela
e
ela, por natureza, assume muito risco.
Conceito de retorno histórico e retorno
esperado. O que é retorno? Retorno é a
rentabilidade. Se você investe seu dinheiro em
um CDB que paga 12% ao
ano, daqui a um ano você vai ter o quanto?
12% sobre o valor investido. Esse é o seu retorno, a
sua rentabilidade. Vamos entender o que é um retorno
histórico e um retorno esperado. O retorno
histórico é o ganho, histórico, passado, é o
ganho que você obteve no passado,
num determinado investimento. É aquilo que já aconteceu.
Então o retorno histórico já aconteceu, é passado.
Por que ele é importante? Pra gente saber se aquele
investimento historicamente gerava rentabilidade.
Pergunta que você pode fazer quando você está ali na frente do
seu gerente é:
"Ok, gerente, você está me oferecendo aqui essa debênture da empresa
X. Perfeito, entendi as características,
mas
qual é o retorno histórico? Historicamente, quanto que ela vem trazendo
de retorno?" Aí o gerente vai olhar e vai falar: "Historicamente, nos
últimos três anos, trouxe um retorno de 15% ao ano".
Você fala: "Ok, muito próximo da Selic", e você vai decidir
se vale a pena ou não. Viu como é importante a informação do retorno histórico?
É um balizador pra você decidir, porque a gente não sabe o retorno
daqui pra frente, a não ser que seja um pré-fixado.
Mas um pós-fixado, por exemplo, você não
sabe. Vai ter uma
estimativa de quanto vai ser.
E o outro conceito é o retorno esperado.
Veja, é o que eu acabei de falar. Aí, sim, é uma
estimativa da rentabilidade futura.
Aí a pergunta é diferente: "Tá bom, já sei qual é o retorno
histórico. Você me disse que historicamente foi
15% ao ano. Mas qual é
o retorno esperado?" Daí o gerente vai
dizer: "Olha, como é 100%
do CDI e o CDI está em 12%, é
esperado que tenha uma rentabilidade de 12% no próximo
ano". Perfeito, retorno esperado,
estimativa de rentabilidade futura.
Em algumas situações, você precisa fazer uma projeção.
O que é projeção? É um cálculo estimado de quanto vai ser lá
na frente. Imagina que ele pergunte: "Você me
disse que o retorno esperado é de 12%
ao ano. Se eu investir R$ 1 mil, quanto que eu vou ganhar lá
na frente?" Aí você vai calcular, vai fazer uma estimativa, uma
projeção pra responder pra ele. Em alguns momentos, você vai analisar
cenários de mercado. Qual é a expectativa da Selic,
do CDI? Tem uma expectativa de cair
do meio ano pra frente? Você precisa ajustar seu cálculo, não vai ser 12%, vai ser
menorEsses conceitos
ajudam a tomar decisão, avaliar o
desempenho
passado do histórico e o desempenho
potencial daqui pra frente de um ativo ou de uma
carteira. Aqui eu falei de um ativo, do CDB,
ou pode ser de uma carteira. E aí você compara as
alternativas de investimento. Dois conceitos muito utilizados
no dia a dia de quem avalia os investimentos.
Então vamos pro exemplo, que sempre nos ajuda a
entender os conceitos. Então vamos lá.
Uma ação apresentou nos últimos
três anos as seguintes rentabilidades:
8% no primeiro ano,
12% no segundo ano, 10%
no terceiro ano. O que é isso? É a
rentabilidade que a ação gerou em cada
ano. Isso é passado, já aconteceu.
Isso aqui é histórico, retorno histórico.
Qual foi a média de retorno nesses últimos três anos?
Como que a gente calcula a média? Soma os três valores
e divide por três. Se somar aqui, dá 20 mais 10,
30 dividido por 3 dá 10. Então o
retorno histórico médio, agora a gente calculou a média,
é de 10% ao ano. Então isso já
aconteceu. Nos últimos três anos,
essa ação gerou um retorno de 10% ao ano, e
aí, veja, é um excelente balizador pra você tomar a decisão.
Agora,
se o mercado projeta que essa ação pode render
15%, só que
com uma probabilidade de 60%. Então ele está dizendo o
quê? "Olha, nas nossas projeções, tem uma probabilidade
de 60% dela render 15", que é acima dos 10.
Legal.
E tem 40% de probabilidade dela
render só
5. Abaixo dos 10. Então 60% de
probabilidade de render 15, 40% de
probabilidade de ter um retorno menor e render só cinco.
Qual é o retorno esperado?
Estimativa. Vamos fazer uma estimativa
considerando essas probabilidades?
E a gente faz dessa forma:
os 60% em decimal é 06, a
gente multiplica por 15,
mais 40% decimal é 04, a gente
multiplica por cinco. E aí a gente resolve.
Então fazendo esse cálculo mais esse cálculo,
vai dar 11% ao ano. Então o que está falando?
O retorno esperado, daqui pra
frente, segundo as estimativas, é de
11% ao ano. Veja que até ficou
diferente. O retorno histórico médio, aquilo que já
aconteceu, na média, foi 10%.
Agora, o retorno esperado daqui pra frente,
considerando essas premissas, essas probabilidades,
é de 11% ao ano. Esperado.
Daqui a um ano, eu vou colocar mais um conceito pra gente fechar.
Daqui a um ano, a gente vai apurar qual
foi realmente o retorno.
Se o retorno real foi de 11%, essa
estimativa acertou na mosca.
Mas se o retorno real foi
7%,
abaixo, ele errou. A estimativa tinha falado que
era 11, na verdade, a realidade
foi 7.
Então toda vez que tem um retorno esperado, é
antes, e aí lá na frente a gente vai ter o retorno real
e a gente compara o retorno real com a estimativa.
Esse tipo de análise é muito útil pras decisões de
investimento, que eu acabei de falar.
Quando você tem o retorno histórico e um retorno estimado, você tem
uma boa noção do que você pode ganhar quando você
investe num determinado ativo, inclusive pra
fazer a gestão de risco. Como que o risco está
influenciando e pode afetar positivamente ou
negativamente a minha rentabilidade.
Pra isso eu uso o retorno esperado
pra um determinado ativo.
E esse conceito de retorno histórico, retorno esperado,
a gente pode usar também pra uma carteira. A gente falou de um ativo.
Aqui, esse exemplo é uma ação, é um ativo,
mas eu posso ter uma carteira com vários ativos.
O que é carteira ou um portfólio?
É um conjunto de ativos e você vai
ter parte do seu capital investido nesses
ativos. Vou dar um exemplo: você pode ter
50% investido em título público,
30% investido em CDB de um banco de primeira linha,
10% investido em
fundo multimercado e 10% em criptoativos.
Pronto, você tem o seu 100% lá de capital
investido e essa é uma carteira, esse é o seu portfólio.
Vamos voltar aqui pro exemplo. Uma carteira é composta
por 60% em CDB
e 40% em ações. Pronto, já deu 100%.
Você tem renda fixa aqui e renda variável aqui.
60% em CDB rende 10% ao ano,
no formato que está aqui, pré-fixado.
E as ações têm retorno
esperado de 15% ao ano.
Esperado. Eu espero daqui
pra frente. Não é pré-fixado, pré-fixado é renda
fixa, ações eu estimo, eu espero um retorno de
15% ao ano. Então vamos calcular o retorno
esperado da carteira.
60% é 06 decimal,
multiplica pela rentabilidade da renda fixa,
mais 40% é 04, multiplica pela
rentabilidade esperada, retorno esperado da
ação. Resolvendo aqui,
12% ao ano. Qual é o retorno
esperado da minha carteira? 12% ao
ano. Veja, a gente fez primeiro um exemplo pra entender
esses conceitos pra um ativo e agora a gente fez pra entender pra
uma carteira.