ANBIMA. A ANBIMA tem um
nome um pouco grande que é: Associação
Brasileira das Entidades dos
Mercados Financeiro e de Capital.
Vamos entender um pouco esse nome primeiro.
Então é uma associação, ela é nacional, brasileira,
e ela compõe as entidades que
atuam no mercado financeiro e de
capitais. Mercado financeiro,
principalmente o mercado dos bancos,
das entidades, das corretoras, e mercado de
capitais, das empresas que
buscam capital no mercado.
Então esses mercados que é
foco da ANBIMA. Então ela vai
representar as instituições
financeiras, as instituições que atuam com
investimentos. Antigamente ela se chamava
APIMEC e passou a ser chamada
ANBIMA.
Ela atua em quatro grandes
frentes. A primeira dela é a frente de
representar o mercado. Ela é
considerada um autorregulador.
Nós temos os reguladores, que são
desde o Conselho Monetário Nacional, mas também o
Bacen, a CVM, porque eles também fazem as regras.
Então todos esses, as leis
federais, a lei da Receita Federal, por exemplo,
tudo isso é regulação do governo.
E nós temos também os autorreguladores.
Os autorreguladores,
nesse caso, é uma entidade privada, não é do
governo, e ela vem definir
regulações para melhorar as
atividades desses mercados, mercado financeiro e mercado de
capitais. Então a gente tem que pensar como uma
contribuição. O autorregulador
contribui com essas regulações. E por que
é autorregulação? Porque como ela
representa o mercado, ela está do lado dos bancos, das
instituições,
é uma regulação que o próprio mercado cria.
Auto, o próprio mercado cria autorregulação, não
é uma regulação do governo. Então o primeiro ponto é
esse: representa o mercado.
Segundo: autorregula as atividades, que é
um pouco do que eu comentei. A ANBIMA vai
definir em conjunto com as entidades,
normas e procedimentos e regras, melhores
práticas para melhorar o mercado.
Informar o público, então tem um caráter
de transparência, de informação, de trazer
para o público dados sobre os mercados que ela
atua, mercado financeiro, mercado de capitais, mercado de fundos de
investimento, tudo isso para contribuir com o mercado.
E a última grande atuação é educar
os investidores. Os investidores precisam ter
uma educação financeira, compreender os produtos,
compreender o próprio funcionamento do mercado, para
que quando eles invistam, eles façam de uma forma
consciente. Então vejam que toda a atuação da ANBIMA
é direcionada para melhorar o
mercado com melhores práticas.
A ANBIMA estabelece códigos de
autorregulação. São diversos códigos
que ela
emite, divulga, para
melhor prática dos mercados. E esses
códigos vão tratar de fundos de investimento,
todas as características, questões de funcionamento para
todo o mercado, e é de que todo o mercado siga esses códigos.
Distribuição de produtos. O que é distribuição de produtos?
Distribuir é ofertar, é comercializar os produtos,
qual a forma adequada de fazer isso.
A certificação profissional. Então todas
as regras, as condições para se
tirar uma certificação profissional, como a
CPA, a CPA-R, a CPA-I, tudo isso
está descrito no código
de certificação profissional da ANBIMA.
E código de oferta pública, quais são as regras,
condições e melhores práticas para se fazer uma oferta pública,
que a empresa ou a entidade deve seguir.
Então aqui são alguns exemplos de código de
autorregulação da ANBIMA. A gente vai ver
principalmente algumas questões do código de distribuição de
produtos, que é o core aqui do nosso curso.
E também vai aplicar sanções para aquelas
instituições que descumprirem algumas das suas
normas. Por exemplo,
existe uma orientação da
autorregulação de que um profissional que
trabalha em um banco e distribui produtos
de investimento, ele é obrigado a ter certificação.
Isso é obrigatório. Obrigatório pelo
governo, a regra é do governo? Não, é uma regra da
ANBIMA, que as entidades que participam da
ANBIMAConcordam com essa regra. Então a ANBIMA
pode aplicar sanções tanto para o banco
como para o profissional que, nesse caso, está
distribuindo um produto de investimento sem ter a
certificação.
Sanções podem ser aplicadas também pela ANBIMA.
Uma outra entidade é o Fundo Garantidor de Crédito, o
FGC. Ela é uma entidade privada,
sem fins lucrativos, que tem por trás quem?
As instituições financeiras. As instituições
financeiras contribuem com recursos pro fundo, o
fundo vai acumulando dinheiro e isso fica guardado.
Quando precisa, usa esse recurso.
Qual é o objetivo do FGC?
Proteger os depositantes, os
investidores, em caso de falência de um
banco.
Imagina um banco que captou
dinheiro. Vamos lá. Você
depositou R$ 100 mil no banco
X. Passado um ano, o banco X
faliu e seu dinheiro está lá. O banco faliu, você
não tem seu dinheiro de volta, porque o banco não tem mais dinheiro, ele
faliu.
Não tem mais patrimônio.
Aí entra o Fundo Garantidor de Crédito e te
devolve os 100 mil. É o banco que está te
devolvendo o seu valor investido?
Não, é o Fundo Garantidor de Crédito.
É por isso que ele existe, mas ele só faz
ressarcimento até R$ 200 mil
por CPF ou CNPJ, por
instituição.
Se você tem 250 mil em uma
instituição e você tem mais 250 mil em outro
banco, outra instituição, 500 mil, você vai receber 500
mil, porque você tem 250 em cada instituição.
E quais são os produtos, depois nós falaremos mais,
que são
ressarcidos pelo FGC? Depósitos,
poupança, CDB, LCI, LCA,
principalmente. Então esses produtos de investimento,
produtos bancários,
são ressarcidos pelo FGC.
Muita atenção com isso.
E Sistema Brasileiro de Pagamentos, o SPB, aqui é o
quê? É um conjunto de regras, de operações ou
mesmo de instituições, que vai garantir a
liquidação das transações, dos
pagamentos realizados dentro do
país. Vamos imaginar o fluxo
financeiro, quanto de valor
flui diariamente de uma pessoa pra um banco, de um
banco pro outro, de uma empresa. A gente pode falar que são
bilhões de reais e isso tem que funcionar,
a liquidação tem que acontecer. Imagina você transferindo o seu dinheiro pra uma
entidade e ela some com o seu dinheiro.
Isso não pode acontecer, inadmissível.
Então o Bacen administra esse sistema
de pagamentos pra assegurar que tudo funciona,
que a compensação, por exemplo, de um cheque aconteça, está cada vez mais
em desuso, que as transferências
eletrônicas, TED, Pix, pagamento de boleto, tudo
isso aconteça no momento correto, que
chegue da pessoa A pra pessoa B,
conforme foi definido. O SPB tem o
objetivo de manter a estabilidade do sistema
financeiro. Ele vai reduzir risco de fraude,
risco de você perder o seu dinheiro e vai garantir que as
transações financeiras, os pagamentos
aconteçam de forma ágil e segura. Essa é a
principal função do Sistema Brasileiro de
Pagamentos.