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Orientação financeira e personalização de soluções

Transcrição

Orientações financeiras para o cliente. O profissional que atua no mercado financeiro, além de oferecer os produtos, deve orientar de maneira adequada, educar e pensar em soluções que são customizadas, que são ideais para aquele cliente. Porque cada cliente tem um perfil diferente, como a gente já vem estudando. O objetivo de um cliente também pode mudar e também a tolerância ao risco. Tem clientes que vão querer assumir mais riscos e outros vão querer ser mais conservadores com relação aos riscos. Então a orientação, quando é bem dada e recebida pelo cliente, isso vai aumentar a relação de confiança, vai aumentar o relacionamento que você tem com o cliente. E isso ajuda, inclusive, no desempenho dos investimentos, porque eles tendem a ser escolhidos da melhor forma e também evita alguns casos de vulnerabilidade financeira que possam acontecer. Então fica bem clara essa importância de orientar bem o cliente para fortalecer a relação. Alguns fatores de investimentos que a gente precisa entender. Os investimentos, quando precisam ser escolhidos, definidos, precisa levar em consideração esses três fatores principais. O primeiro deles é a tolerância ao risco. Isso daqui vai aparecer no perfil do investidor. Quando ele preenche a API, análise do perfil do investidor, e também questionando, levantando informações com o cliente, a gente vai perceber o quanto ele tolera de risco. Ele prefere investir com segurança, mais ligado ali em um perfil conservador, então ele não assume muito risco e vai ter algum rendimento garantido, ou ele realmente quer o investimento maior, ele assume risco, se o ativo que ele comprou tiver volatilidade no mercado, ele consegue suportar essa volatilidade, porque ele sabe que no longo prazo vai ter um retorno maior. Qual é o perfil do investidor com relação à tolerância ao risco? Um outro fator é o horizonte de investimento, que é o prazo. Qual a finalidade desse investimento? E aí recai sobre o prazo. A finalidade aqui é o objetivo, e a gente precisa saber dele para casar com o prazo. Então, se o objetivo financeiro, o propósito do recurso, é acumular recursos para daqui três anos dar entrada em uma casa própria, esse é o objetivo. Eu preciso pensar em um investimento coerente com esse propósito e com esse prazo. Ele quer acumular durante três anos. Eu não posso oferecer para ele uma previdência complementar, que tem um prazo de 10, 20 anos. São só durante três anos. Será que um CDB, de acordo com o perfil dele, é adequado? Talvez ações não seja, porque talvez em três anos pode acontecer uma crise no mercado acionário, e se ele não diversificar e colocar todos os seus recursos em ações, lá depois de três anos, quando ele quiser resgatar, não é um bom momento para ele vender as ações. Então veja a importância da gente saber qual é o objetivo e saber qual é o prazo do investimento. Então sempre trabalhar com esses três fatores. Vamos explorar mais sobre a tolerância ao risco versus os perfis do investidor. O investidor conservador vai buscar evitar grandes perdas, porque ele prioriza segurança e sempre busca liquidez. Quando ele quer resgatar os recursos, ele tem fácil, normalmente ele busca produtos com liquidez diária. Produtos mais adequados são os produtos conservadores, Tesouro Selic, CDB de grandes bancos, fundos DI, que vão seguir a taxa de juro. E qual é o exemplo de estratégia, então? A estratégia dele é manter uma reserva, é acumular recurso em uma forma de reserva. E os retornos que ele vai ter com esses produtos, vejam, basicamente produtos de renda fixa, os retornos são previsíveis. Ele sabe quanto vai receber ao longo do tempo. Então essa é a estratégia. Vamos agora para outro perfil, perfil moderado. O perfil moderado assume um pouco mais de risco, não tanto quanto o arrojado, mas ele aceita pequenas oscilações, porque ele quer uma rentabilidade melhor, ele quer receber mais ao longo do tempo. Então ele pode investir em fundos multimercados, Tesouro IPCA, que aqui tem um componente de risco também, de risco de mercado, ou debêntures de empresas, que aqui tem risco de crédito. Então ele assume alguns riscos objetivando um retorno maior do que essa carteira, essa carteira mais conservadora com foco em renda fixa. Então ele combina segurança. De um lado, ele tem segurança, ele não está se arriscando muito, mas ele busca uma rentabilidade maior. Essa é a principal estratégiaE o perfil arrojado, quando a gente fala de risco, aceita risco, aceita a alta volatilidade dos seus ativos. Por quê? Ele quer crescer o seu patrimônio, quer ter uma rentabilidade e sabe que para ter uma rentabilidade maior, precisa assumir mais risco. Então normalmente ele vai investir em ações, fundos imobiliários, fundos de índices, ETFs e fundos de ações. Vejam, aqui a gente está falando de produtos de renda variável. Normalmente, ele também diversifica, porque ele reduz o risco de concentração, mas em cada um desses ativos, ele efetivamente está assumindo risco. A gente está falando de renda variável. Ele aloca parte da sua carteira em ativos de risco. Claro, ele pode ter um componente em renda fixa para ter uma garantia também? Pode, mas boa parte vai estar alocado em ativos de renda variável. Então a gente viu que em função do perfil, a tolerância ao risco é diferente. Horizonte de investimento, qual é a lógica aqui? A lógica é a seguinte: quanto maior o prazo de investimento, o prazo que você tem para investir, maior vai ser sua exposição ao risco. Você está mais exposto a risco. E também, há mais tempo de você recuperar uma perda. Então, se você coloca seu dinheiro em ações, por exemplo, e no ano seguinte tem uma crise muito grande no mercado acionário, de certa forma, se você tem um pensamento de longo prazo, não é um grande problema, porque esse valor que desvalorizou tende a se recuperar no tempo e no longo prazo tende, inclusive, a ter uma rentabilidade maior do que tinha antes, gerar valorização. Isso é o que a gente vê nas crises passadas. Tem a crise, desvaloriza, mas no tempo esses valores se recuperam. Por quê? Porque é uma visão de longo prazo. Então quando a gente fala de prazo, curto prazo, até um ano, qual é o objetivo de quem vai investir num prazo curto desse? Uma reserva de emergência ou está acumulando dinheiro para uma viagem. Então curto prazo, em alguns meses, um ano, acumula dinheiro e depois usa. Quais os produtos mais indicados para isso? Produtos conservadores, porque você não tem muito tempo para tentar um retorno caso tenha uma desvalorização. Então tem que ser produtos mais seguros. Tesouro Selic, CDB com liquidez diária. E quando a gente fala de médio prazo, de um a cinco anos, por exemplo, acumular para comprar um carro, acumular para comprar um imóvel, aí pode assumir um pouco mais de risco com fundos multimercado, títulos IPCA+, que no tempo são bem interessantes, LCIs e LCAs, que são opções ao CDB. E prazo maior, prazo longo, acima de cinco anos, se essa for a estratégia, esse horizonte de investimento do investidor, se o objetivo dele, por exemplo, é acumular para aposentadoria, acumular para educação dos filhos lá na frente, aí ele pode contratar produtos de previdência, ações e fundos de investimento, que no tempo tendem a trazer uma rentabilidade maior. Então quando a gente fala de gestão financeira, é o quê? É esse conjunto de práticas que a gente vem estudando, é fazer a gestão das finanças, é ter uma organização, ter um planejamento e saber os seus recursos, quanto você recebe de receita, todas as suas receitas, quanto que você tem de gastos, despesas fixas, despesas variáveis e onde você usa. Despesa é onde você usa esses recursos. Saber fazer um equilíbrio para que no final do mês você tenha sobra de recursos para poder investir, para poder fazer uma poupança. E o profissional financeiro deve ter essa lógica constantemente para ajudar o seu cliente a construir esses hábitos. Aqui é a cartilha, mas no dia a dia a gente se depara com clientes que têm muitas dificuldades em fazer a gestão financeira dos seus recursos. É papel, então, do profissional, orientar um planejamento, orientar uma organização desses recursos mostrando as opções que ele possui. Então alguns princípios que norteiam a gestão financeira, elaborar um orçamento pessoal ou de toda a família, pode ser numa visão do marido e da esposa, esse conjunto, e fazer um fluxo de caixa conjunto, numa visão familiar, definir prioridades e metas financeiras, como os exemplos que nós vimos agora, controlar gastos, principalmente aqueles que são recorrentes. Muitas vezes a gente faz uma despesa fixa lá atrás e vem carregando. E será que realmente a gente está usando esse serviço? Então a gente precisa revisar isso. E evitar sempre gastos supérfluos, porque esse dinheiro você poderia estar investindo. E destinar parte da renda à formação de patrimônio. Por isso, a sobra no seu fluxo de caixa vaiCompor o seu patrimônio e esse patrimônio aumenta ao longo do tempo, desde que você invista periodicamente. Evitar endividamento excessivo. Lembrando, focar em endividamentos saudáveis, aqueles com baixa taxa de juros. E quando a gente fala de financiamento de emergências, vamos reforçar alguns conceitos? As emergências financeiras podem acontecer, por exemplo, doença de alguém da família de uma forma inesperada e exige liquidez imediata. É isso que a gente precisa pensar sempre. Então as orientações são: os clientes devem ter uma reserva suficiente para cobrir de três a seis meses das suas despesas fixas. Apura suas despesas fixas, tudo aquilo que você já sabe, aquilo que você já gasta no mês, por exemplo, aluguéis, e de três a seis meses, você precisa ter uma reserva de emergência. E algumas estratégias para formação da reserva de emergência, fundos que têm liquidez, que são seguros, ou melhor, ativos líquidos e seguros, por exemplo, Tesouro Selic, CDB com liquidez diária. Você pode usar crédito, desde que tenha um planejamento, apenas em último caso, para você evitar perda de patrimônio. Ao invés de você vender o imóvel nessa emergência, você toma um crédito, tenta dar uma garantia, tenta um crédito consignado, que a gente viu, a taxa de juros é menor, ao invés de se desfazer de um patrimônio. E pensar também em proteção com os seguros. Com os seguros, você transfere um risco para a seguradora. Você paga o prêmio, mas fica garantido. Às vezes um seguro de vida, um seguro residencial, tem um valor bem baixo e vale a pena, porque ele pode ajudar muito em um evento de emergência.