Finanças pessoais. Cada indivíduo tem o
seu salário, que é sua receita, tem os seus
custos, as suas despesas, e é necessário
então fazer esse controle, fazer esse acompanhamento.
Então finanças pessoais é todo esse
planejamento e controle dos recursos.
É saber exatamente o quanto você recebe,
o quanto você gasta e o quanto
sobra para diversas finalidades,
como direcionamento para um investimento.
Então o objetivo das finanças pessoais
é equilibrar os seus gastos,
saber direcionar para investimentos,
identificar quais as proteções que você
precisa, por exemplo, com a contratação de um seguro,
tudo isso visando sua segurança financeira e sua
qualidade de vida. E aí entra o profissional do mercado
financeiro, que deve fazer esse
entendimento do seu cliente e entender
muito bem, então, qual é o seu perfil, qual é o seu
momento de vida, e aí se aprofundar para
justamente entender como estão as
receitas, os custos e as sobras de recursos de
cada cliente. Com base nisso, ele vai poder ofertar o
produto mais adequado e atender
devidamente esse cliente. E com isso aumentar o
relacionamento. A gente precisa
entender a faixa etária, qual a
idade, que momento de vida está o
cliente, versus a exposição a risco,
o quanto ele já está exposto a risco, seja com
operações de crédito numa visão de endividamento e
seja também em investimentos, em quais investimentos e
quais riscos ele já possui. E quais os
produtos contratados. Então essa visão de faixa
etária, exposição a riscos e produtos começa a
formar essa visão holística que nós temos que ter do cliente.
E aí conforme o ciclo de vida desse cliente, as
prioridades podem mudar, a capacidade de assumir
risco também vai variar. A gente sabe que uma pessoa mais
jovem tende a assumir mais risco. Por quê?
Porque ela tem mais tempo, se algo der errado, ela tem mais tempo para
se recuperar. Mas uma pessoa que já
está madura, uma pessoa idosa, um
aposentado, ele não pode assumir muito risco, porque ele
pode perder grande parte do que acumulou até então.
Então isso tem que ser levado em consideração.
Vamos recapitular os perfis dos investidores,
porque é esse conceito que a gente precisa para avaliar
cada um dos clientes. Perfil conservador é aquele que
busca segurança e liquidez, a tolerância do
risco dele é baixa e aí ele vai preferir produtos de
renda fixa em que ele sabe o quanto vai render ou qual vai
ser sua rentabilidade e o seu capital está garantido contra
perdas. Por quê? Porque ele está na renda fixa.
Um perfil moderado já busca um pouco de equilíbrio.
Ele não é tão conservador e também não é tão
arriscado. E aí ele busca, de um lado, segurança, mas
também quer rentabilidade, então ele assume um pouco de risco.
Vai investir também em renda fixa, então uma parte da sua carteira vai
ser renda fixa, mas ele pode também direcionar uma parte para
fundos multimercados, que são mais arriscados, vão buscar uma rentabilidade
maior, e títulos privados que tendem a pagar mais que
a taxa de juros básica. E o perfil arrojado ou
agressivo é aquele que busca uma
rentabilidade mais alta,
de hoje para o longo prazo. Ele tolera a volatilidade
nos seus ativos, então para ele, se ele comprar uma ação, ele sabe que vai
ter uma volatilidade, que em algum momento o preço vai
cair, mas ele espera que no longo prazo, ele ganhe
dinheiro. Então vai investir basicamente em ações,
fundo de ações, operações de câmbio e também
ativos internacionais, entre outros.
Aqui para a gente enxergar a relação, então, dessas variáveis com
a faixa etária. Como eu comentei, quanto mais jovem o
investidor, maior pode ser a sua exposição
a risco. Ele pode assumir mais risco, porque ele tem tempo para
recuperar na sua vida, na sua jornada.
Mas os mais experientes vão buscar
preservar o seu capital, vão querer uma renda mais estável,
não querem assumir muito risco. Claro que tem exceções, mas de
forma geral, é isso que a gente observa.
Então a faixa etária até 30 anos é o início da vida
profissional, a renda está crescendo, está sendo
promovido. Qual é o foco? Acumular patrimônio.
E aí o perfil mais comum que a gente enxerga para essa faixa é um
perfil agressivo ou moderado. Então quando uma pessoa
dessa faixa, em média, preenche o
API, a Análise de Perfil do Investidor, preenche o questionário,
o resultado vai ser um perfil agressivo ou moderado.
E aí os produtos indicados para esse perfil, a gente já sabe,
ações, fundos de investimento, ele já começa a fazer uma previdência
complementar, como o PGBL, porque ele vai investindo no
tempo para ter os benefícios lá na frente, e uma parcela também pode investir em
Tesouro IPCA para aproveitar
estar resguardado sempre da inflação.
De 31 a 45, aí tem uma consolidação da
sua carreiraAs suas despesas
aumentam, normalmente ele é casado, já tem filhos, então
as despesas são maiores com saúde e com educação.
Aqui o perfil mais visualizado é um perfil moderado e ele
investe em fundos multimercados, também uma previdência de longo prazo,
uma parte em renda fixa.
Dos 46 a 60 anos, a gente enxerga um pico
de renda, porque ele já é experiente,
já é um especialista na área de atuação, seu salário é maior,
mas o foco agora é segurança e já buscando uma aposentadoria, a
preparação para aposentadoria. Perfil mais comum,
moderado ou conservador, e os produtos: fundos,
porém os mais conservadores, uma previdência, só que
agora com a tributação regressiva,
e títulos pós-fixados para ter um pouco de segurança também.
E acima de 60 anos, a
renda tende a ter uma redução, ele não está mais no
pico, normalmente ele já está recebendo sua aposentadoria, que é
um valor menor.
Ele precisa de liquidez, porque se acontecer alguma
doença, por exemplo, ele consiga resgatar esses recursos.
Perfil mais observado aqui é um perfil conservador
e os produtos para esse perfil: Tesouro Selic, que é o
título mais conservador,
fundos DI, CDBs, que têm liquidez diária, justamente
pela liquidez que a gente comentou, e fundo de previdência,
aqui VGBL, por quê? Porque ele não tem mais o benefício
fiscal do PGBL. Lembrando, o PGBL tem o
benefício de 12%, então quem tem salário, pode
abater e ter o benefício. Aqui ele não tem mais salário, então ele não vai
abater mais, a previdência que ele vai buscar é um
VGBL. Então muito interessante, porque a gente está
comparando aqui a faixa etária versus o
perfil do investidor e quais produtos são
indicados. Bem interessante essa análise que a gente viu
agora.
E o ciclo de vida da pessoa investidora.
O ciclo de vida vai ser dividido em algumas
etapas.
Essas etapas, normalmente, são essas: a
etapa de acumulação,
crescimento, preservação e distribuição.
Então vamos entender cada uma delas.
A primeira etapa de acumulação de capital é justamente na
juventude, início da vida profissional.
Qual é o objetivo principal? Aumentar sua renda e
formar um patrimônio. E o que é interessante?
Já criar os hábitos de poupança.
A poupança ainda é pequena, mas vai crescendo,
poupança no sentido de investimento.
Aqui o horizonte de investimento é sempre olhando para o longo
prazo e, dado a faixa etária, como a gente viu,
tem uma alta tolerância ao risco.
E aqui os produtos recomendados para essa
etapa do ciclo de vida. A próxima
etapa é de crescimento patrimonial.
Aqui a faixa entre 35 e 50 anos, já tem uma
maturidade profissional, o salário já aumentou, já
conseguiu acumular um patrimônio,
já está em consolidação e já consegue diversificar
fontes de renda. Por exemplo, além do salário, tem
renda com aluguel.
Então aqui o patrimônio está
crescendo, maior capacidade de
investimento, porque tem mais recursos
e vai buscar um equilíbrio entre risco e retorno.
Uma parte direcionada para riscos mais
controlados, como renda fixa, e outra parte buscando um
retorno maior, por exemplo, direcionado para ações.
E aqui os produtos recomendados. Então
fundos multimercados, previdência, títulos
públicos para ter segurança, fundos imobiliários para assumir um pouco mais de
risco.
A terceira etapa, preservação de capital.
Aqui a gente está falando da faixa de 50 a 65, que a gente fala
que é o período pré-aposentadoria.
A ideia aqui é proteger o patrimônio que
já foi acumulado e reduzir riscos.
Agora não é hora de assumir riscos para não perder patrimônio.
Então a aversão ao risco é maior,
precisa ter liquidez, porque a partir dessa idade até
a aposentadoria,
doenças podem aparecer, emergências podem
existir, então precisa ter uma
previsibilidade do retorno. Então o foco
sempre é na segurança financeira dessa data
para o futuro, visando a aposentadoria.
Então os produtos vão ser produtos mais
conservadores, aqui já pensando em seguros,
plano de proteção patrimonial como seguro de
vida, seguro residencial, etc.
E a última fase é a fase de distribuição de renda.
Aqui o investidor já está aposentado,
normalmente acima de 65 anos. O que ele
quer? Ele quer ter uma renda periódica e
manter o seu padrão de vida, aquilo que ele conquistou até agora.
O patrimônio já está consolidado, então daqui para frente, a
ideia não é aumentar o patrimônio, mas ter uma renda passiva
suficiente para ele ter o seu padrão de vida e sempre com
liquidez. Quando ele precisar de recursos para emergência, ele
tem.
Produtos recomendados, aqui vão ser os produtos mais
conservadores, renda fixa, previdência
VGBL, fundos imobiliários, se for
assumir um pouco mais de risco, porém, pensando que
recebe um rendimento mensal, recebe os
dividendos mensais, então é interessante.
Títulos indexados à inflação para manter o poder
aquisitivo. Então a gente vê que essa
fase é uma fase em que vai assumir menos
risco e buscar a proteção do patrimônio.