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Classificação dos investidores

Transcrição

Agora vamos entender qual é a classificação dos investidores. Vamos ver aqui quais são os três tipos. Primeiro, o investidor profissional. Veja o nome: profissional. Já indica que conhece bastante, porque ele é profissional. É aquele que possui maior capacidade técnica, tem conhecimento e consegue avaliar bem os riscos para realizar os seus investimentos. Afinal, ele é um profissional. Quem que inclui nessa categoria? Instituições financeiras e seguradoras. Um banco, quando ele está investindo em algum ativo, é considerado o investidor profissional. Fundos de investimento. O fundo adquire ativos para rentabilizar, para gerar resultado para os seus cotistas, é um investidor profissional. Investidores com mais de R$ 10 milhões investidos e tendo uma declaração formal de enquadramento. Guardem esse valor: R$ 10 milhões. E aqui investidores, pode ser uma pessoa física, uma pessoa jurídica. E gestores e analistas que são certificados pela CVM para realizar as suas atribuições, também são investidores profissionais. Então vejam, para a gente guardar: investidores acima de R$ 10 milhões investidos, mais bancos, seguradoras, fundos, gestores e analistas. Esses são os investidores profissionais. E esses podem aplicar em produtos complexos, porque têm conhecimento, como derivativos, fundos exclusivos. Ele não precisa passar pelo processo de suitability, que a gente vai se aprofundar um pouco mais, porque ele já tem o seu devido conhecimento. A segunda categoria é do investidor qualificado. Então primeiro o profissional, depois o qualificado. Ele possui o nível intermediário de conhecimento e também de patrimônio. Aqui quem que se enquadra? Pessoas físicas ou jurídicas com mais de R$ 1 milhão investido e também que têm uma declaração assinada. Os investidores profissionais também são qualificados, eles fazem parte, eles estão no nível acima, mas também são qualificados. E agentes autônomos, analistas, gestores e assessores que são certificados, também são investidores qualificados porque têm um bom conhecimento sobre os ativos, sobre os riscos. Então eles vão ter acesso a fundos restritos, produtos que têm risco entre moderado e elevado, fundos de crédito privado, multimercados, que são fundos mais arriscados, debêntures incentivadas, porque eles já conhecem, já têm esse conhecimento. Em função até do valor que estão investindo, vão buscar esses ativos que tendem a trazer uma rentabilidade maior, mas também estão assumindo um pouco mais de risco. E temos a figura do investidor não residente. Ele é um investidor estrangeiro que não reside no Brasil, por isso que ele é não residente. Ele é um estrangeiro que aplica seu recurso no mercado brasileiro, vai seguir as regras do Banco Central, vai seguir as regras da CVM, mas ele não tem residência aqui no Brasil. Eles vão operar por meio de instituições custodiantes locais, precisa passar por elas e vai seguir as normas de registro e de tributação do Brasil. Vejam, aqui o nome já nos ajuda bastante, investidor não residente, é um estrangeiro, então ele não mora aqui, mas ele está investindo no mercado brasileiro. E as regras de enquadramento. Como que a gente enquadra o investidor em qualificado ou profissional? O investidor deve declarar formalmente a sua condição, se ele é profissional ou qualificado, e aí vai ter um documento assinado para isso. As instituições, os bancos e corretoras, essas são os responsáveis para verificar se existe o documento e manter o registro dessa classificação. Então a responsabilidade é dos bancos, é das corretoras. O enquadramento pode ser revisto periodicamente, principalmente se tiver mudança no patrimônio, porque isso daqui é dinâmico. Em algum momento, ele tem investido R$ 1.200.000,00, depois ele pode investir mais dinheiro e passar a R$ 11 milhões. Olha, ele mudou até de categoria, precisa revisar o documento de enquadramento. Ou o contrário. Teve uma mudança de perfil, ele tinha um perfil arrojado, agora ele mudou por algum motivo, ele se desfez de vários ativos, comprou imóveis. Então agora olha, que ele tinha R$ 10 milhões investido, agora ele tem R$ 500 mil, porque ele usou tudo para comprar imóveis. Precisa rever periodicamente. Não é algo que você faz uma vez e depois não muda. Precisa sempre ter essa revisão para garantir o correto enquadramento a todo momento nessa visão do investidor.