Infraestrutura do mercado financeiro.
A gente comentou bastante sobre
os órgãos reguladores, sobre os operadores, quem
participa do mercado. Comentamos também
sobre algumas funções das "clearing houses",
que têm um papel muito importante com o registro e
liquidação dos produtos financeiros.
E essa parte a gente vai explorar um pouco mais, é isso que a gente chama de
infraestrutura. São instituições e
também sistemas que vão garantir esse
funcionamento do mercado financeiro.
Qual é a preocupação que nós temos?
Quando uma operação é realizada, por exemplo, a compra e a venda
de uma ação, efetivamente ela foi feita?
Você não está vendo, tudo isso é eletrônico, acontece
no mercado, mas qual é a chance de ser uma
fraude? Qual é a chance de depois você não receber seu dinheiro de
volta? Essa é a grande preocupação.
O que o mercado espera? Que seja
uma atuação eficiente dessas entidades, que
tenha confiança nas transações que são realizadas.
Então essas instituições e sistemas vão ser
responsáveis pela liquidação das
operações. A gente já falou um pouco, mas vamos
reforçar. Liquidação, liquidar.
Se você comprou um título, que ele foi
liquidado, que a compra foi realizada e
alguém vendeu, está recebendo o recurso.
Registro dos ativos. Agora que comprou,
está registrado no CPF ou no CNPJ
correto da pessoa, do fundo de investimento que
adquiriu aquele ativo? Esse
registro tem que ser confiável, tem que ser
eficiente. E controlar os
pagamentos. Quando você faz o pagamento de um boleto
bancário, realmente esse dinheiro saiu da sua
conta, transitou pelo banco, chegou no fornecedor,
que era o dono do boleto? Então tudo isso vai assegurar que o
mercado funcione de uma forma eficiente, sem
falhas, sem riscos sistêmicos. Riscos
sistêmicos são aqueles riscos que podem afetar grande
parte do mercado, e essa é a grande preocupação do governo
e de todas as entidades. Falando de algumas
dessas instituições. Nós temos a CIP,
Câmara Interbancária de Pagamentos, veja o nome,
pagamentos. Ela vai processar transações bancárias e
pagamentos eletrônicos. Como eu falei, quando a gente faz um pagamento
de um boleto, esse pagamento, esse
registro de que tinha um boleto e de que alguém pagou, um CNPJ
ou um CPF pagou o boleto, isso passa
pela CIP e fica registrado, que é muito
interessante para fins de registro e de
saber quem fez a transação.
A B3 tem o papel de registrar,
compensar e liquidar diversas operações com ativos
financeiros. Quais que a gente já sabe?
Ações, derivativos, fundos de investimento,
debêntures. Então isso acaba passando, de certa
forma, na B3,
e isso fica registrado. Quando a gente fala de títulos
públicos, e a gente já viu, a Selic, a
entidade Selic, o sistema de custódia e
liquidação, ele vai registrar as transações de
quem compra, de quem vende um título público lá no Tesouro Direto,
ele vai fazer a custódia, a guarda pro novo dono
e vai trazer todas essas informações de
uma forma histórica. E a
Cetip, que faz parte da B3, registra e
liquida os títulos de renda fixa
privado. Debêntures, por exemplo,
são registradas e liquidadas passando pela
Cetip.
Faz parte também dessa infraestrutura de mercado
o SPB.
Nós comentamos um pouco quando a gente falou das entidades, mas
vamos nos aprofundar um pouco mais.
O SPB é o conjunto de instituições
e sistemas e regras que permite toda
a movimentação de dinheiro no país.
De novo, qual o volume total de dinheiro que
circula na economia brasileira por dia?
É um volume muito grande. E
esse sistema de pagamentos é o que traz essa
segurança para todas as entidades.
Ele garante que as transações financeiras foram
devidamente liquidadas. Liquidada, sempre lembrar,
foi finalizada. Se é um pagamento, o pagamento foi
finalizado. Se é a compra de um ativo, a compra foi finalizada.
Se é a venda, a venda foi finalizada, foi liquidada, de uma forma
segura, rápida e confiável. O que
o SPB inclui? Os bancos comerciais e
múltiplos. Tudo que acontece
relacionado a transações, a pagamentos, que passa
pelos bancos, faz parte do SPB, está dentro
desse todo. Instituições de pagamentos e
fintechs que realizam
transações, que participam de pagamentos,
também
faz parte do SPBSistema de
compensação e liquidação, que a gente acabou de falar,
CETIP, B3 também. Então a gente
vê que o sistema de pagamentos brasileiro é esse todo.
Sempre que a gente falar de fluxo financeiro, transações,
Pix, TED, pagamento de boleto, tudo isso está
dentro do sistema de pagamentos brasileiro.
E também dentro do SPB, nós
temos o sistema de pagamentos instantâneos, que é o
SPI.
Esse é o sistema que viabiliza o Pix.
O Pix no Brasil, de certa forma, é um sucesso,
porque ele foi elaborado há poucos anos
e já vem batendo recordes de utilização.
É aquela ideia, quando um produto ou processo é muito bom,
ele só cresce, a utilização dele só aumenta.
E é isso o que aconteceu com o Pix.
Esse sistema de pagamentos instantâneos é
operado e administrado pelo Banco Central.
Então veja, não tem uma empresa por trás, é o próprio governo,
através do Banco Central, que faz toda a gestão do
sistema de pagamentos instantâneos.
Esse sistema permite que transferências de
valores e pagamentos aconteçam 24
horas por dia, todos os dias da semana, com
liquidação imediata em até 10 segundos.
Veja só, antes,
algumas transferências bancárias só poderiam ser
feitas até às 18h. Agora não, agora você pode
fazer, inclusive, sábado e domingo.
Veja, ficou muito melhor, transações mais
instantâneas, isso ajuda na economia como um todo.
No SPI, a transferência é direta entre as instituições
participantes. As instituições financeiras que participam do
SPI não têm outros intermediários e isso
reduz custo e aumenta a eficiência.
Então é um sistema que permite uma
transferência de uma instituição para outra.
E isso, como foi dito aqui, reduz custo e
traz agilidade.
O sistema é seguro, pois todas as transações passam pelo
Banco Central. O Banco Central, como regulador, tem como
acompanhar todas as transações realizadas
e
atua como garantidor da liquidação.
Aquilo que passa pelo sistema é garantido que vai
chegar da origem até o seu destino.
Então aqui são boas notícias que nós temos de
evolução tecnológica, que
funciona, que trouxe agilidade, menor custo e
potencializa o mercado financeiro.
O Brasil tem um grande exemplo quando a gente fala dessa estrutura de
pagamentos instantâneos e o principal exemplo é o
Pix.