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Escolha do crédito mais adequado ao cliente

Transcrição

Muitas vezes a gente quer responder qual a melhor dívida em função da necessidade do cliente. O cliente se depara com alguma situação específica, ele vai até a agência e pergunta: "Qual é o melhor crédito pra minha situação?" Então a gente precisa conhecer bem as modalidades de crédito pra auxiliar o cliente nesse sentido. Antes de contratar crédito, o cliente precisa, junto com o gerente, avaliar qual é seu objetivo, o que ele está buscando, qual é o prazo que ele espera pagar essa dívida. E também uma visão de custo total, quanto vai custar. Além da visão da parcela que vai pagar mensalmente, em muitos dos casos, qual que é a taxa de juros envolvida. E aí pouca gente consegue entender a taxa de juros, principalmente se falar taxa de juros anual, mensal, as pessoas não têm muito comparativo e não sabem avaliar. Mas daí é função do gerente auxiliar nesse sentido. Cada tipo de crédito tem suas características próprias, a gente já viu as diversas modalidades. Então ela tem que ser escolhida de acordo com essa finalidade, o que o cliente precisa. E lógico, considerar a situação financeira dele. Vamos ver algumas modalidades, vamos recapitular, mas agora nessa ótica de necessidade do cliente. Crédito pessoal. O crédito pessoal é um crédito que o banco concede pra pessoa, não precisa ter uma finalidade específica, então se é uma emergência, se está precisando de recurso, se teve um desfalque no fluxo de caixa ou se quer consumir algo, essa é a finalidade. O prazo normalmente é curto, mas o custo dessa operação pro cliente normalmente é alto. Aqui é um exemplo de taxa entre 4% e 10% ao mês, mas claro que vai variar em função de momento de economia, mas de certa forma o custo é alto pro cliente que contrata crédito pessoal. Então deve ser utilizado com cautela. Crédito consignado. Consignado é aquele crédito onde a empresa abate o valor da parcela e repassa o salário líquido. Então quando a pessoa recebe o salário, já pagou a parcela do crédito consignado. Por causa disso, o custo de crédito é mais baixo pro cliente. Então o custo é mais baixo que um crédito pessoal. Então veja que interessante, pra um cliente, desde que ele seja um servidor público, um aposentado ou que a sua empresa disponibiliza o crédito consignado, faz mais sentido contratar um crédito consignado do que um crédito pessoal. Por quê? Porque o custo pro cliente é mais baixo. O desconto é feito direto na folha de pagamento e isso que faz o custo ser mais baixo. Existem as modalidades de financiamento. Financiamento de casa, crédito imobiliário, financiamento de veículo, então pra adquirir um bem durável. Se essa for a finalidade do cliente, ele tem que buscar esse tipo de financiamento. Não crédito pessoal, não crédito consignado. Aqui o custo é moderado, não é tão baixo, não é tão alto, de certa forma tende a ser mais baixo do que o crédito pessoal, por quê? Porque tem as garantias. O fato de ter a garantia do veículo, o fato de ter a garantia do imóvel, faz com que a taxa seja menor. Normalmente o prazo aqui é longo e pede uma entrada. Então pra ter um financiamento de veículo, o cliente tem que dar uma entrada. Pra ter um crédito imobiliário, o cliente tem que dar uma entrada e financia o restante. CDC, crédito direto ao consumidor, pra compra de bens duráveis, desde eletrodomésticos num estabelecimento, numa loja, por exemplo, como algumas modalidades de financiamento de veículo também se enquadram no CDC. Prazo de médio a longo, custo acaba sendo moderado, se for veículo, principalmente por causa da garantia também. Empréstimo com garantia, em algumas situações, e aqui, principalmente empresas, a empresa que quer um crédito, a melhor opção é ela tomar crédito e dar algo em garantia. E essa garantia pode ser recebíveis de duplicata, recebíveis de cartão de crédito, uma aplicação que ela tenha. Em algumas situações, um equipamento, um imóvel, tudo isso vai fazer com o custo de crédito também fique baixo. A garantia reduz o risco pro banco e reduz a taxa de juros que o banco cobra. Então o custo é menor para a empresa aqui no caso. E cartão de crédito rotativo, somente em emergência e por um período muito curto. E aqui eu colocaria também o cheque especial. O cheque especial também, só usado em emergência por pouquíssimos dias. Está aqui, uso prazo curto, por quê? O custo médio é muito alto. O custo é um dos mais altos de todas as modalidades de crédito. Então a orientação é: deve ser evitado. Entrar no rotativo do cartão de crédito ou entrar no cheque especial deve ser evitado.Aqui a gente viu essa visão bem interessante do tipo de crédito versus a finalidade e ainda observando o custo de cada um. Isso orienta muito quando você estiver com o cliente para orientar qual o produto ideal para ele. Quando a gente fala de controle de gastos e orçamento, isso é a base do uso consciente do dinheiro, é a base da educação financeira que o cliente tem que entender. E se ele não tem essas informações, é papel do gerente, é papel de quem está atendendo, passar essas informações para ele, porque se o cliente não tem, ele não tem a visibilidade, ele não sabe quanto exatamente da renda dele está comprometida. Tem muita gente que realmente não gosta de acompanhar as questões financeiras e isso gera realmente um problema, vai sempre precisar de uma assessoria. Para a gente falar de boas práticas para ter controle de gastos, e aqui a gente vai reforçar alguns pontos, primeiro deles: registrar todas as despesas fixas e variáveis. Aqui, de novo, entra aquela orientação, ter uma planilha com os seus gastos ou um aplicativo e mencionar cada um deles. O que nós falamos? Evitar o uso do crédito rotativo, tanto o crédito rotativo do cartão de crédito, como entrar no cheque especial. São as duas modalidades com taxa de juros mais alta frente qualquer outra modalidade. Priorizar a quitação de dívidas com juros mais altos. Quando listar as dívidas que possui, verificar quais são as maiores taxas de juros e essas maiores taxas têm que ser liquidadas. Quando sobra dinheiro, liquida primeiro essas operações de crédito que têm taxas maiores. Sempre buscar renovar débitos sempre que possível. Muitas vezes você contrata um crédito com uma taxa de juros mais alta, mas a taxa Selic acaba diminuindo ao longo do tempo, são os ciclos da economia. E nesse cenário em que diminuiu a taxa de juros, algumas vezes você consegue renegociar essa taxa com o banco. Para o banco, para você não deixar de pagar e entrar em inadimplência, o banco aceita renegociar, coloca uma taxa menor, melhor para você, você paga uma parcela menor. E usar metas no seu orçamento, como, por exemplo, não gastar mais que 30% da sua renda com crédito. A gente comentou, não comprometer mais de 30 a 40% da sua renda líquida, porque aí você realmente já se enquadra como endividado, já passou daquele endividamento saudável, e você precisa realmente fazer uma gestão mais efetiva.