0%

NFTs, stablecoins e novos mercados digitais

Transcrição

E com isso surgem novas estruturas de mercado pra negociação, com o avanço da tecnologia blockchain e com as finanças descentralizadas, produtos digitais, novas formas de investimento, novas formas de comprar, negociar ativos surgem. É isso que a gente vai ver agora. Nós comentamos os NFTs ou Non-Fungible Tokens, e vamos nos aprofundar um pouco mais. São ativos digitais únicos registrados em blockchain, principalmente uma obra de arte, que ela é única, ou aquele exemplo que eu dei, um artista que fez um desenho único, só aquele existe no mundo. Então, é um exemplo de NFT. O registro dele no blockchain comprova a sua autenticidade. A propriedade desse item digital ou de um item físico, também vai estar registrado na blockchain. E não é possível alterar, não é possível duplicar. É isso que garante. Eles são não fungíveis, porque cada token é único, ele não pode ser trocado por outro. Tem autenticidade garantida, a propriedade rastreável e registrada no blockchain. E as aplicações são amplas, onde pode aplicar os Non-Fungible Tokens? Em arte digital, em uma letra de música que é única, em jogos eletrônicos, artigos colecionáveis, certificados e imóveis. Então realmente a aplicação é vasta. E um exemplo pra ilustrar: uma obra de arte digital pode ser vendida como NFT, vai garantir o comprador o direito de propriedade e verificado e validado no blockchain. E aí um exemplo real, tem uma obra que se chama "Everydays", uma obra digital, e ela foi vendida por 69 milhões na empresa de leilões Christie's. 69 milhões. É um dos maiores exemplos aqui de NFTs vendidos com alto valor. Stable coins são moedas digitais que nós chamamos de estáveis. Por quê? Porque elas estão lastreadas por ativos reais, diferente de outras criptomoedas, que não têm esse lastro e têm muita volatilidade. Bitcoin, Ethereum, Solana não têm lastro, mas as stable coins sim. Esta estabilidade, por isso que do nome stable, stable coins, moeda estável, faz com que ela tenha menos volatilidade. Normalmente, como lastro vai ter dólar, ouro, pode ter real e funciona como uma ponte entre as finanças tradicionais e as finanças descentralizadas. Elas podem ser usadas como meio de pagamento e é mais estável pra transações internacionais. Você tem que fazer um pagamento internacional. Em vez de você, nas finanças tradicionais, fazer uma conversão de dólar e enviar, de reais pra dólar, enviar dólar, mesmo que eletronicamente, pra sua contraparte, você pode enviar uma stable coin. Exemplos, as duas mais conhecidas stable coins negociadas nas bolsas de criptomoedas. A Tether, é o nome de uma, é a maior stable coin do mundo em volume e muito usada em corretoras. E a USD Coin, onde as reservas são mais transparentes, são auditadas, muito usadas por instituições. Então vejam que esse mercado de stable coins também tende a crescer bastante, porque a gente está falando de finanças descentralizadas. E renda fixa digital, a gente sabe que a renda fixa são títulos emitidos por bancos, por empresas, que vai pagar uma rentabilidade que a gente sabe o rendimento, por isso é renda fixa. Vamos entender porque a renda fixa aparece aqui nas finanças descentralizadas. É a digitalização de um título de dívida, um título de renda fixa, que é um investimento tradicional, emitido e liquidado por meio de blockchain. Então é um título de dívida real, tem uma empresa por trás, ela lança esse título, mas ele é emitido e lá na frente vai ser liquidado por meio do blockchain. Em vez dele passar por uma corretora lá no mercado primário, no mercado secundário, ele vai por onde? Pelas finanças descentralizadas via blockchain. Funcionam como uma debênture, se for lançado por uma empresa, um título público pode ter também, eles são tokenizados. O pagamento dos juros, a rentabilidade dessa renda fixa ou amortização dos valores são sempre automáticos via smart contracts, porque as regras de pagamento vão estar nos smart contracts. Isso faz ter uma redução de custo operacional. As taxas cobradas aqui são menores, por quê? Não tem intermediação, não tem um banco, não tem uma corretora, não tem uma bolsa de valores. Então exemplo, uma empresa tokeniza seus títulos de dívida corporativa, seus títulos de renda fixa, que a empresa emitiu, e aí permite que investidores comprem pequenas frações, porque como ele tokenizou, pode comprar frações agora. E aí os investidores vão ter retorno no vencimento pré-definido. Então a gente pode chegar à conclusão que realmente é uma revolução. Nós falamos de seguros em blockchain via smart contracts. Agora, títulos de renda fixa, também passando por blockchain, sendo tokenizados, operações de crédito realizadas peer to peer, compra e venda de criptoativos, é um mercado que realmente vai aumentar muito e tem um desafio enorme para os reguladores criarem as leis, as normas pra tudo isso, porque isso já está rodando. Existe muita gente já atuando nesses mercados e ela desmonta as finanças tradicionais que nós temos hoje com bancos e com corretoras. É uma mudança muito grande, por isso que a ANBIMA cobra nos seus exames de certificação.