B3, Brasil, Bolsa e Balcão.
Aqui é a principal bolsa de
valores do Brasil
e ela é resultado da fusão da Bovespa,
da BM&F e da Cetip.
A Bovespa, antes era
focada
no mercado de ações,
a BM&F focada em mercadorias e futuros,
principalmente as operações derivativos, e a
Cetip como câmara de compensação e custódia
de títulos.
Então, a partir de 2007, houve a fusão
dessas três entidades e a B3, por
isso o 3,
passou a ter essa relevância como a bolsa de
valores oficial do Brasil pra diversos mercados.
Então o ambiente de negociação de ações,
principalmente, vai acontecer na B3.
Derivativos, mercados futuros,
opções de ações, isso vai acontecer na
B3. Títulos públicos federais,
qual o ambiente? B3. E também títulos
privados.
Alguns títulos vão estar passando, tendo acompanhamento,
sendo registrados e liquidados
na B3. Qual a principal
função da B3? É garantir
com segurança que as transações sejam
realizadas, que tenha um dono, quem
comprou efetivamente recebeu o seu recurso, quem
vendeu, teve o seu
recurso recebido,
que tenha transparência nessas transações, que o mercado todo
saiba quem comprou, quem vendeu, quem intermediou, que tenha
uma eficiência, que as transações aconteçam dentro dos
períodos esperados, que não tenha um atraso.
Então ela atua também como câmara de compensação e
custódia. A compensação, a liquidação
aconteça, que a custódia, que a guarda de um
título, seja realizado ali dentro da B3,
e isso traga a segurança que o mercado espera.
A B3 é uma empresa privada, ela não é
pública, mas é fiscalizada pela CVM e pelo Banco
Central. Por quê?
É um pouco parecido com o que nós falamos com as corretoras,
porque mercado de ações e derivativos
são valores mobiliários. Quem cuida dos valores mobiliários, quem
fiscaliza isso? A CVM.
E o Banco Central tem um papel importante
com os títulos públicos, a gestão desses títulos.
Então a B3 é fiscalizada pelos dois órgãos,
pela CVM e pelo Banco
Central.
Seguradoras e resseguradoras. As
seguradoras são aquelas empresas que assumem um
risco mediante o pagamento de um prêmio.
Vamos pegar um exemplo. Você vai fazer o
seguro do seu veículo. Tem um
risco, qual é o risco? De roubarem o seu veículo.
E aí você recorre a uma seguradora, você paga um
prêmio, por exemplo, R$ 2000 para
um ano e se tiver o sinistro, que é o roubo do
seu veículo nesse um ano, a seguradora te paga o valor do
bem. Então ela oferece a proteção contra
eventos. Eu disse o roubo, mas pode ser um acidente.
E aí pode ter outros seguros, como o seguro de vida.
Então acidente aqui pra pessoa, agora não é pro veículo, pra
pessoa, doença, perda do patrimônio,
morte. Então diversos tipos de seguros,
quem cobre esse risco pra você? Uma
seguradora. As resseguradoras
dão suporte às seguradoras, porque ela absorve parte dos
riscos. Vamos pegar um exemplo. Imagina
que a Petrobras quer fazer seguro de uma
plataforma de petróleo que está no meio do
mar e ela é avaliada em R$ 1
bilhão. A seguradora precisa cobrar
esse risco, mas é muito alto.
Então o que ela faz? Ela compartilha o risco
com outras seguradoras. Aí então é o
papel da resseguradora fazer esse
compartilhamento do risco.
Tanto a seguradora como a resseguradora
são fiscalizadas pela SUSEP. Então vejam aqui, não é
Banco Central, não é CVM, aqui é SUSEP.
E o órgão superior, o órgão normativo, como nós vimos, é
o Conselho Nacional de Seguros Privados, não é o
CMN.
Entidades abertas de previdência complementar.
São aquelas instituições que vão oferecer
planos de previdência, vejam só, abertos
ao público. Aberto é aquele plano de
previdência que você compra, que você adquire numa agência,
numa plataforma, os mais comuns, o PGBL
e o VGBL.
Depois nós vamos entrar um pouco mais pra conhecer a
diferença entre esses dois tipos de planos de
previdência. Então o que a gente tem que saber agoraQue
a entidade que elabora, que oferece esses
planos de PGBL e VGBL, é uma entidade
aberta de previdência complementar.
Qual é o objetivo desses planos? É ter um complemento da sua
aposentadoria oficial. Aposentadoria oficial é
a contribuição ao INSS, que é obrigatória para todo mundo
que trabalha.
E para você ter um complemento a essa aposentadoria, você vai
acumulando recursos a longo prazo.
Então você acumula, você faz contribuições, por exemplo, mensais,
e depois de 20, 30 anos, você resgata isso
como a sua previdência que você
acumulou durante esse tempo.
Essas entidades podem ser administradas por
bancos, então o banco pode criar uma entidade aberta de
previdência complementar, ou também por uma seguradora.
É a seguradora que cria entidade de previdência complementar e são
fiscalizadas pela SUSEP. Sociedades de
capitalização. Capitalização é um
título emitido por uma sociedade e é uma
combinação de poupança e sorteio.
Você adquire o título de capitalização, o
seu dinheiro fica guardado
e você pode ganhar um valor maior
mediante a sorteio.
Você também pode realizar pagamentos periódicos e no final do
plano, você vai resgatar uma parte desse valor investido.
E, como eu disse, você participa de sorteio durante todo esse
período.
Aqui a fiscalização também é feita pela
SUSEP.
E entidades fechadas de previdência complementar, que
são conhecidas como fundos de pensão.
Aqui, a palavra-chave é fechada,
porque essas entidades vão administrar planos de
previdência complementar, mas eles são
exclusivos aos trabalhadores de uma
empresa. Um exemplo: Banco do
Brasil. Os colaboradores, os trabalhadores do Banco
do Brasil, têm um plano de previdência
fechado que somente eles podem participar.
Quando eles ingressam na empresa, eles têm a opção de
se vincular a esse plano de previdência, a esse fundo
de pensão, eles vão contribuindo mensalmente e, no longo prazo,
eles podem resgatar. Uma pessoa de fora, que não trabalha
no Banco do Brasil, pode adquirir esse plano de previdência?
Não, porque ele é exclusivo, somente para quem
trabalha lá.
Uma pessoa de fora tem que adquirir o quê?
Um plano de previdência aberta.
Os recursos são aplicados no mercado financeiro, são aplicados em
ativos e utilizados para pagamento da aposentadoria lá na
frente.
Aqui não é a SUSEP, vamos relembrar?
Entidades fechadas são supervisionadas e
fiscalizadas pela Previc, não é pela
SUSEP. Falou fundo de pensão, precisamos lembrar da Previc.
E corretoras de seguros. A gente falou da seguradora
e quem faz a intermediação entre a seguradora e
o cliente é uma corretora de seguros, parecido
com a corretora de valores mobiliários. Lembra?
Para você adquirir uma ação, você precisa de uma corretora?
Aqui, em alguns momentos, você precisa de alguém
para te ajudar, para te orientar a escolher o melhor seguros.
Você vai numa corretora de seguros e ela vai te orientar para
você escolher o seguro mais adequado.
Ela vai te ajudar para você fazer essa contratação e
auxiliar no processo de sinistro.
Então você contrata, daí lá na frente tem o
sinistro, você teve um acidente com o seu veículo ou ele
foi roubado, a corretora te ajuda com isso, você aciona
ela e ela ajuda com todo esse processo junto à
seguradora. Devem ser registradas na SUSEP, então a
SUSEP vai ter o registro de todas as corretoras de seguros e claro,
vai seguir as regras de transparência e proteção do
consumidor emanadas aqui pela SUSEP.