Ativos financeiros. Nós acabamos de falar
que o fundo vai montar uma carteira a
partir dos recursos que ele tem, porque ele vai comprar ativos e
aí ele estrutura a sua carteira.
Quais são os ativos financeiros mais comuns que
os fundos acabam adquirindo? Vamos falar aqui dos
principais. Então títulos públicos
federais que nós podemos
acompanhar, podemos investir lá no Tesouro Direto,
são títulos de renda fixa que têm o
governo como emissor, títulos de
baixíssimo risco. Títulos privados,
por que que ele é privado? Não é emitido pelo governo, não é público.
Temos as debêntures, emitido pelas empresas, os
CDBs, certificados de depósitos bancários emitidos
pelos bancos e letras financeiras, que também são
títulos emitidos pelos bancos. Outro tipo de
ativos: ações. Ações de empresas
negociado em bolsa, cotas de fundo de
investimento, então pra ficar claro, um fundo pode
adquirir cotas de outro fundo de investimento,
desde que isso esteja claro no seu regulamento, e
o fundo pode adquirir instrumentos derivativos.
Quais são os principais? A termo,
opções, swap
e futuro, são os quatro tipos de derivativos.
Normalmente busca aumentar a rentabilidade.
Pode investir também em operações compromissadas.
São operações que os bancos
emitem, emitem um título de renda fixa
e como garantia têm títulos públicos.
Então tem o compromisso de honrar até em função da
garantia existente. E também tem depósitos
interfinanceiros que os bancos fazem entre eles ou outros
ativos que são registrados em centrais de custódia.
Então aqui exemplos dos principais
ativos que os fundos de investimento
podem investir o seu dinheiro buscando a rentabilidade.
Esse é o objetivo principal de um fundo de investimento.
O gestor sempre vai procurar os melhores ativos
pra sua rentabilidade. Mas o que nós comentamos, o
gestor sempre deve seguir a política de investimento.
Se tem um fundo com uma classe de ações,
a política de investimento só direciona investimento em ações, ele
só vai adquirir ações. Ele não vai adquirir
título público, título privado, compromissadas, etc.
Então esses ativos é que formam a carteira ou
portfólio.
E nós temos ativos financeiros no
exterior. Alguns FIFs
podem investir no exterior, claro, precisa respeitar os
limites que são fixados pela CVM ou
pelo Conselho Monetário Nacional.
Por que existem essas regras específicas?
Porque agora a gente está falando de ativos no exterior.
Alguns exemplos que os FIFs podem investir:
ações
de empresas do exterior ou títulos de renda fixa
que são emitidos por emissores estrangeiros.
Outro tipo, cotas de fundo de investimento, mas
um fundo internacional, não é um fundo brasileiro,
derivativos negociados em bolsas ou mercados
organizados fora do país, então
derivativos que estão fora,
e depósito em instituições financeiras estrangeiras.
Então vejam,
pra realizar esse tipo de investimento, no
regulamento, na política de investimento, vai estar
claro que aquele FIF, que aquela classe,
pode investir em ativos no exterior.
Essa é a principal questão quando a gente fala
numa carteira em que tem ativos financeiros no exterior.
E nós temos limites para cada
emissor, porque a pergunta aqui é a seguinte: um fundo
pode investir 100% do seu capital em um
emissor? Igual o exemplo que eu dei da Gerdau, na
aula passada.
A resposta: de forma geral, não. Não pode.
Por quê? Porque é uma concentração de risco.
Eu estou com todo o meu dinheiro em um emissor.
Eu comprei debêntures da Gerdau. Todo o meu dinheiro está lá.
Se der errado essa debêntures, se a performance da empresa não for boa,
eu perco dinheiro. Então pra evitar essa concentração de
risco, a CVM determina que mantenha limites
máximos de exposição a cada
emissor.
Então, de forma geral,
esse é o percentual que temos que guardar.
Até 20% do patrimônio líquido,
20% de recursos da
valorização do fundo, pode ser aplicado em
títulos de um mesmo emissor privado.
Então veja, emissor privado, limite até
20%. Então no exemplo da Gerdau, eu não poderia colocar
100% do capital do fundo. Eu colocaria
20% do capital do fundo na Gerdau. E os outros
80? Eu preciso colocar em outros emissores,
mas cada um não pode passar de 20%. Então eu tenho que
ter cinco emissores, cada um com 20%, pelo
menos, eu posso ter mais e daí diminuir o percentual.
Isso, quando a gente falaDe emissor
privado, que pode ser um banco também.
Então imagina que
o ativo agora é um CDB do Itaú, no máximo
20%.
Mas quando a gente fala em investimento em títulos públicos
federais, aí não tem limite. Por quê?
Porque a preocupação não é concentração de risco, a gente já falou
algumas vezes que títulos públicos federais é baixíssimo o
risco de crédito, o risco de você não
receber do governo. Então como é baixo o risco de
crédito, não precisa ter limite, então não há
limite. Eu posso ter 100% do meu fundo em
títulos públicos federais.
E para instituições financeiras, os limites podem variar
conforme o tipo de ativo e a política de investimento.
Então tem que ter atenção, porque para alguns
bancos esse limite pode variar, precisa ser checada a
política de investimento, para saber
exatamente qual é o limite. Então o que a gente guarda de
interessante aqui? Limite por emissor, 20% do
patrimônio líquido para cada emissor.
E o outro limite que a CVM traz nas
suas regras para os fundos é o limite por
modalidade de ativo.
Além do controle por emissor, que a gente acabou de ver, os
FIFs precisam respeitar os limites de alocação,
alocar é colocar o recurso nos ativos.
A questão é:
eu tenho um fundo de renda fixa, mas eu
coloquei 30% do
patrimônio do fundo em renda fixa, os outros 70 eu
coloquei em derivativos. Eu posso chamar esse fundo, essa
classe de renda fixa? Resposta: não, porque
30% é muito pouco. Tem um limite de alocação,
um limite mínimo para você
alocar e chamar de renda fixa. E a gente vai ver
isso na sequência. Vamos saber qual é o limite
mínimo de alocação em ativos para cada uma
das classes. Isso a gente vê agora na aula seguinte.