0%

Ativos financeiros na carteira dos fundos

Transcrição

Ativos financeiros. Nós acabamos de falar que o fundo vai montar uma carteira a partir dos recursos que ele tem, porque ele vai comprar ativos e aí ele estrutura a sua carteira. Quais são os ativos financeiros mais comuns que os fundos acabam adquirindo? Vamos falar aqui dos principais. Então títulos públicos federais que nós podemos acompanhar, podemos investir lá no Tesouro Direto, são títulos de renda fixa que têm o governo como emissor, títulos de baixíssimo risco. Títulos privados, por que que ele é privado? Não é emitido pelo governo, não é público. Temos as debêntures, emitido pelas empresas, os CDBs, certificados de depósitos bancários emitidos pelos bancos e letras financeiras, que também são títulos emitidos pelos bancos. Outro tipo de ativos: ações. Ações de empresas negociado em bolsa, cotas de fundo de investimento, então pra ficar claro, um fundo pode adquirir cotas de outro fundo de investimento, desde que isso esteja claro no seu regulamento, e o fundo pode adquirir instrumentos derivativos. Quais são os principais? A termo, opções, swap e futuro, são os quatro tipos de derivativos. Normalmente busca aumentar a rentabilidade. Pode investir também em operações compromissadas. São operações que os bancos emitem, emitem um título de renda fixa e como garantia têm títulos públicos. Então tem o compromisso de honrar até em função da garantia existente. E também tem depósitos interfinanceiros que os bancos fazem entre eles ou outros ativos que são registrados em centrais de custódia. Então aqui exemplos dos principais ativos que os fundos de investimento podem investir o seu dinheiro buscando a rentabilidade. Esse é o objetivo principal de um fundo de investimento. O gestor sempre vai procurar os melhores ativos pra sua rentabilidade. Mas o que nós comentamos, o gestor sempre deve seguir a política de investimento. Se tem um fundo com uma classe de ações, a política de investimento só direciona investimento em ações, ele só vai adquirir ações. Ele não vai adquirir título público, título privado, compromissadas, etc. Então esses ativos é que formam a carteira ou portfólio. E nós temos ativos financeiros no exterior. Alguns FIFs podem investir no exterior, claro, precisa respeitar os limites que são fixados pela CVM ou pelo Conselho Monetário Nacional. Por que existem essas regras específicas? Porque agora a gente está falando de ativos no exterior. Alguns exemplos que os FIFs podem investir: ações de empresas do exterior ou títulos de renda fixa que são emitidos por emissores estrangeiros. Outro tipo, cotas de fundo de investimento, mas um fundo internacional, não é um fundo brasileiro, derivativos negociados em bolsas ou mercados organizados fora do país, então derivativos que estão fora, e depósito em instituições financeiras estrangeiras. Então vejam, pra realizar esse tipo de investimento, no regulamento, na política de investimento, vai estar claro que aquele FIF, que aquela classe, pode investir em ativos no exterior. Essa é a principal questão quando a gente fala numa carteira em que tem ativos financeiros no exterior. E nós temos limites para cada emissor, porque a pergunta aqui é a seguinte: um fundo pode investir 100% do seu capital em um emissor? Igual o exemplo que eu dei da Gerdau, na aula passada. A resposta: de forma geral, não. Não pode. Por quê? Porque é uma concentração de risco. Eu estou com todo o meu dinheiro em um emissor. Eu comprei debêntures da Gerdau. Todo o meu dinheiro está lá. Se der errado essa debêntures, se a performance da empresa não for boa, eu perco dinheiro. Então pra evitar essa concentração de risco, a CVM determina que mantenha limites máximos de exposição a cada emissor. Então, de forma geral, esse é o percentual que temos que guardar. Até 20% do patrimônio líquido, 20% de recursos da valorização do fundo, pode ser aplicado em títulos de um mesmo emissor privado. Então veja, emissor privado, limite até 20%. Então no exemplo da Gerdau, eu não poderia colocar 100% do capital do fundo. Eu colocaria 20% do capital do fundo na Gerdau. E os outros 80? Eu preciso colocar em outros emissores, mas cada um não pode passar de 20%. Então eu tenho que ter cinco emissores, cada um com 20%, pelo menos, eu posso ter mais e daí diminuir o percentual. Isso, quando a gente falaDe emissor privado, que pode ser um banco também. Então imagina que o ativo agora é um CDB do Itaú, no máximo 20%. Mas quando a gente fala em investimento em títulos públicos federais, aí não tem limite. Por quê? Porque a preocupação não é concentração de risco, a gente já falou algumas vezes que títulos públicos federais é baixíssimo o risco de crédito, o risco de você não receber do governo. Então como é baixo o risco de crédito, não precisa ter limite, então não há limite. Eu posso ter 100% do meu fundo em títulos públicos federais. E para instituições financeiras, os limites podem variar conforme o tipo de ativo e a política de investimento. Então tem que ter atenção, porque para alguns bancos esse limite pode variar, precisa ser checada a política de investimento, para saber exatamente qual é o limite. Então o que a gente guarda de interessante aqui? Limite por emissor, 20% do patrimônio líquido para cada emissor. E o outro limite que a CVM traz nas suas regras para os fundos é o limite por modalidade de ativo. Além do controle por emissor, que a gente acabou de ver, os FIFs precisam respeitar os limites de alocação, alocar é colocar o recurso nos ativos. A questão é: eu tenho um fundo de renda fixa, mas eu coloquei 30% do patrimônio do fundo em renda fixa, os outros 70 eu coloquei em derivativos. Eu posso chamar esse fundo, essa classe de renda fixa? Resposta: não, porque 30% é muito pouco. Tem um limite de alocação, um limite mínimo para você alocar e chamar de renda fixa. E a gente vai ver isso na sequência. Vamos saber qual é o limite mínimo de alocação em ativos para cada uma das classes. Isso a gente vê agora na aula seguinte.