Corretoras e distribuidoras de valores mobiliários
Transcrição
Corretoras e distribuidoras de
valores mobiliários.
Vamos entender a importante participação desse
tipo de instituição. O objetivo principal delas
é intermediar a compra e venda de valores
mobiliários.
Valores mobiliários, vamos sempre lembrar, ações,
principalmente, mas também títulos e
fundos de investimento.
Esses são os valores mobiliários.
Então vamos pegar um exemplo: se você quer
comprar a ação da Petrobras, você tem a conta
corrente num determinado banco e quer comprar uma ação.
Somente pelo banco, você não consegue comprar.
Você precisa ter uma conta aberta numa corretora
e transfere o seu recurso do
banco para a corretora, aí esse dinheiro
fica disponível. Na corretora, você dá uma
ordem de compra, por exemplo, transferiu R$
5000, você dá uma ordem pra comprar R$ 5000 em ações da
Petrobras. Dependendo do valor de cada ação, você vai comprar
20 ações. E a partir de agora, você tem 20
ações da Petrobras. Quem fez essa intermediação
entre você
e a Petrobras, comprando ação da Petrobras?
A corretora de valores mobiliários.
E quando você faz a venda, a mesma coisa, você dá uma
ordem através do home broker da corretora, a corretora vai
vender as suas ações e pronto,
mais uma intermediação. Então elas ligam os
investidores
para atuar na Bolsa de Valores, ou mesmo no
mercado de balcão. Você quer comprar uma debênture de uma
empresa, você vai comprar por onde?
Através de uma corretora ou de uma
distribuidora.
As corretoras, e aqui a grande diferença entre elas,
operam diretamente na B3, na Bolsa de
Valores. Então esse exemplo que eu falei de comprar ação da
Petrobras, você vai fazer isso através da corretora.
E a distribuidora vai intermediar uma
aplicação financeira, um investimento, mas sem acesso
ao pregão.
Como eu disse, você quer comprar debêntures de uma empresa, por exemplo, a
debêntures da Vale, você vai numa distribuidora, a
distribuidora oferece pra você, você transfere seu recurso e compra
através da distribuidora.
Ambas são autorizadas e fiscalizadas tanto pela
CVM como pelo Banco Central. Por que pelos dois?
Porque se a gente está falando de intermediação de
valores mobiliários, quem que é o
supervisor dos valores mobiliários, ações, títulos e
fundos? A CVM.
Mas pra toda a questão de funcionamento, como é uma
instituição,
quem que faz a supervisão? O Banco Central.
Então tem que lembrar disso. As corretoras e distribuidoras são
supervisionadas tanto pela CVM como pelo Banco Central.
Importante isso.
Fintechs. Fintechs são empresas
que vão unir alguma questão de
finanças com tecnologia
e vão oferecer uma gama de serviços
financeiros de forma digital, usando tecnologia,
muita das vezes,
de uma forma mais ágil que os bancos e com menor
custo.
E por que isso? Porque normalmente são empresas
pequenas e focadas num determinado nicho,
e isso faz com que a empresa
seja ágil, porque só trabalha com aquele
segmento específico. Vamos ver um pouco mais.
Elas podem atuar com pagamentos, a gente falou das instituições de
pagamentos. Então imagina uma fintech que só
trabalha com pagamento. Ela é focada nisso, então ela consegue ser
mais ágil, porque tem menor custo, porque não tem toda a
estrutura de um banco. É uma empresa, por exemplo, pequena, com
30 colaboradores e ela consegue prestar um serviço muito
eficiente, porque usa tecnologia.
Algumas fintechs são focadas na concessão de crédito,
outras, no ramo de investimentos, vão oferecer
diversos investimentos às pessoas, ramo de
seguros ou operações de câmbio.
Muitas delas não têm uma agência física igual banco, tudo acontece
de forma eletrônica. É um aplicativo no celular, você
acessa o aplicativo, faz o seu cadastro,
cadastra uma conta corrente pra fazer
o fluxo financeiro pra lá e a partir daí você tem o
serviço dessa fintech. Elas são
autorizadas e também supervisionadas pelo Bacen e
têm ampliado a sua participação no mercado e,
principalmente, trazendo inclusão financeira, porque
tem pessoas que não têm uma conta
corrente num banco, a gente diz que não são
bancarizadas, mas ela tem um aplicativo no celular que ela
consegue tomar crédito
ou que ela consegue fazer pequenos investimentos.
Então ela não tem uma conta num banco, mas a fintech faz o
papel do banco, trazendo inclusão financeira pra essa
pessoa.
Sociedades de crédito, financiamento e investimento, mais
conhecidas como as financeiras. Vamos pegar um exemplo,
quando a gente vai comprar um bem
na Magalu, por exemploE
você financia aquela compra. Você comprou uma
geladeira financiada em 10 vezes.
O que tem por trás da empresa? Uma
financeira que vai oferecer um crédito direto ao
consumidor. "Eu estou oferecendo crédito, estou parcelando em 10 vezes".
E aí você sai de lá com um carnê e todo mês paga esse carnê,
paga juros. Então isso daí é um financiamento, é
um crédito. Você está comprando um bem durável, eu disse uma
geladeira, pode ser um veículo ou um eletrodoméstico, e
você vai pagando isso mensalmente.
Essas sociedades não recebem depósito à vista, não têm uma
conta corrente.
Você só vai fazer o pagamento. Ela vai obter o
recurso através de onde, então? Do pagamento que você faz, ela
empresta dinheiro e recebe. Quando ela recebe, recebe os
juros. São fiscalizadas pelo Banco
Central e têm um papel importante, porque elas concedem crédito ao
consumo. Às vezes a pessoa não ia conseguir comprar aquela geladeira, mas
como ela consegue pagar parcelas mensais, aí sim,
ela consegue comprar esse bem. Então é
importante esse tipo de sociedade também.
Ela acaba fazendo um financiamento no curto e médio prazo para as
pessoas.
Companhias hipotecárias. Aqui são instituições
voltadas para financiar
crédito imobiliário, financiar esse setor.
Vai conceder crédito para as
pessoas adquirirem a sua casa
própria, seu apartamento, ou para realizar
a construção ou a reforma dos imóveis.
E como faz para captar recursos? Para ela poder emprestar, ela capta
recursos. Elas emitem letras
hipotecárias. Então ela emite uma letra
hipotecária, o investidor compra, ela vai pagar no
tempo juros para esse investidor, esse dinheiro que ela recebe do
investidor, ela empresta como
crédito para a pessoa adquirir a sua casa
própria. Então são operações de longo prazo, também
instituições supervisionadas pelo Bacen.
Agências de fomento.
São instituições financeiras estaduais, vejam aqui,
não são privadas, são estaduais, e oferecem crédito de
longo prazo para alguma finalidade de
projeto social, projeto de infraestrutura,
inovação, agricultura, sempre quando tem algum
interesse social por trás. Essas sociedades não
captam depósito do público e vai operar
através de fundos. O Estado tem os seus
fundos, recebe repasse público, por exemplo, do Governo Federal,
e de posse desse recurso, vai oferecer esse crédito
para essas atividades específicas.
Também tem supervisão do Banco Central.
Sociedade de crédito à pessoa microempreendedora, empresas de
pequeno porte. Aqui são entidades
orientadas para esse público, um pequeno empresário, uma
microempresa. Os valores normalmente são bem baixos, são
reduzidos.
E a ideia é que tenha um bom uso desse crédito para que novos
créditos sejam concedidos para essas pessoas.
Tem um papel social aqui para gerar renda
e essas pessoas conseguirem colocar os seus negócios em
prática. Então a gente está falando de uma inclusão financeira
também,
e são reguladas pelo Bacen.
E aqui, por fim, a gente tem as sociedades de crédito imobiliário.
São instituições que vão financiar a construção, aquisição e
reforma de imóveis. Elas são bem parecidas com as
companhias hipotecárias,
que a gente viu.
Aqui também vai captar recursos por meio de letras
hipotecárias. Então lança no mercado letras
hipotecárias ou cédulas de crédito imobiliário, capta
recurso e
concede crédito para construção, aquisição de
imóveis. E também são autorizadas pelo
Bacen. Então nós vimos aqui alguns outros
operadores que são muito relevantes no sistema
financeiro nacional.