Fundos de investimento financeiro, o FIF.
O FIF é o fundo de investimento
tradicional que nós conhecemos.
Essa categoria de fundo
foi revisada com a CVM 175,
mas a gente parte desse conceito de que o FIF
é um fundo tradicional. Ele tem como
objetivo aplicar os recursos captados dos
cotistas, dos seus investidores, em ativos
financeiros. E ele busca o quê? Busca um
retorno, uma rentabilidade compatível com a
política de investimento que está definida no seu
regulamento. Vamos falar um pouco, então, sobre como
funciona o fundo, um complemento do que a gente já falou.
Diversos investidores,
através do investimento coletivo, colocam o seu dinheiro
num fundo. A partir daí, eles adquirem as
cotas e se tornam os cotistas. O fundo
recebe esses valores, esse dinheiro,
e faz o quê? O seu gestor vai
comprar ativos e esses ativos
é esperado que eles se valorizem ao longo do tempo,
porque se eles se valorizam, o valor da cota vai se
valorizar e os cotistas vão ganhar
mais com essa rentabilidade, essa valorização dos seus
ativos e, consequentemente, das suas cotas.
O gestor precisa seguir a política de investimento.
Se é um fundo com classe de renda fixa, ele vai
investir em produtos de renda fixa.
Se é um fundo com classe de ações, ele vai investir em ações.
Tudo isso vai estar descrito na política de investimento
lá no regulamento do fundo, por isso que ele deve seguir.
Então FIF, são os fundos mais comuns do mercado, como eu
comentei, vai abranger os fundos de renda
fixa, multimercado, ações e
cambiais. Então se nós falarmos de um fundo de renda fixa,
multimercado, ação ou cambial, a gente está falando de um
FIF. Todos são um FIF, o que
muda é a política de investimento que vai direcionar
nessas classes de ativos.
Algumas disposições gerais dos FIFs.
Eles devem seguir regras da CVM
que assegure transparência nas suas
informações, solvência, é requerido que o
fundo seja solvente, ele tenha capital,
capitalização pra ele operar
durante o tempo de vigência. E tem que trazer
equidade entre os cotistas, todos os cotistas têm os mesmos
direitos. Algumas outras questões,
as cotas do fundo são nominativas e
registradas eletronicamente. Nominativas pra
cada dono, pra cada cotista.
Então cada cotista sabe a quantidade de
cotas que possui e elas são devidamente registradas de
forma eletrônica. O fundo deve manter o regulamento
sempre atualizado. Qualquer atualização, qualquer
alteração de critério, de regra do
fundo, deve ser atualizado no regulamento.
E sempre disponível para o público.
Toda vez que o público, seja o investidor,
um já cotista ou um que quer se tornar um
cotista, ele sempre tem que ter o
regulamento pra entender
sobre aquele determinado fundo. O valor da cota, nós já
vimos, é calculado diariamente, isso daqui não muda, e
vai se basear no valor justo dos ativos. O que é?
O valor de mercado dos ativos. Se os ativos são
ações, então o preço da ação daquele
dia é o que vai estar refletido no fundo pro
cálculo da cota naquele dia. E a
política de investimento tem que descrever claramente quais os
ativos que são permitidos pro gestor
comprar, pro gestor formar a carteira daquele fundo.
Quais são os limites de concentração, se vão seguir as
regras da CVM ou se tem outros limites que a própria política de
investimento decidiu e quais os instrumentos
utilizados pra chegar naquela rentabilidade proposta pelo
fundo. Se vai utilizar derivativos ou não.
A gente sabe que derivativos de um lado, ele traz
proteção como hedge, mas de outro, ele pode ser usado
como especulação. E aí acaba sendo um problema,
porque nessa especulação, o risco é muito alto, inclusive de
geração de perdas. Por isso que os investimentos em
derivativos têm que ser declarados.
Carteira. O FIF, como nós
falamos,
vai investir os recursos em ativos
financeiros e ele vai formar uma carteira, uma
carteira composta de ativos. Sempre que falarmos de
carteira ou portfólio, que seria o nome em inglês, é
uma carteira de ativos, um portfólio de ativos.
Dentro dessa carteira tem diversos ativos.
Se a gente falar de uma carteira de renda fixa, o que vai
conter? Quais são os ativos que vai conter?
Ativos de renda fixa,
Tesouro Direto, CDB, debêntures, etcétera.
Todos os ativos de renda fixa. Se é uma carteira de
ações, vai conterInvestimento em ações, mas
uma carteira pode ser diversificada.
Então pode ser uma carteira que tenha produtos de renda fixa, pode ter ação, pode
ter derivativos, etc.
A composição da carteira do fundo vai obedecer à
política de investimento, como a gente já viu, que está lá no regulamento.
E também tem que seguir os limites de diversificação e
concentração. É permitido diversificar?
Vai estar escrito no regulamento.
É permitido concentrar quanto em cada um dos ativos ou
em cada emissor? Tudo isso vai estar descrito na
política de investimento. E o objetivo dessas
regras é garantir que os fundos tenham uma ótima
estrutura de risco e retorno. Sempre que a
gente fala do trade off de risco e retorno, é isso.
O que é o retorno? É buscar a rentabilidade. O que é risco?
Risco que eu assumo pra ter aquela rentabilidade.
É sabido que quanto maior o
retorno que você está buscando, maior vai ser o risco.
Menor o retorno, menor o risco.
E essa transparência dessas informações, na política
de investimento, lá no regulamento, evita
exposições excessivas do fundo, evita que ele
assuma muitos riscos em um único emissor.
Imagina a seguinte situação: um fundo tem 100 milhões
e ele
concentra e investe 100% do seu
capital, do seu dinheiro arrecadado, 100
milhões, em uma ação, em ação da Gerdau, por
exemplo. E aí tem um
problema no mercado de metalurgia, que é o foco da
Gerdau, e as ações caem 10% em um mês.
Qual que foi o problema? A concentração em um único emissor, só tinha ação da
Gerdau, só tinha um ativo, que é uma
ação, um tipo de ação, em um mercado, que é o mercado
de metalurgia. Então veja que os fundos têm que evitar
esse tipo de risco,
evitar ter exposição excessiva, como nesse
exemplo que eu coloquei.