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Fluxo de pagamentos

Transcrição

Fluxo de pagamentos. Vamos entender esse conceito. Ele é inicialmente uma sequência de entrada e saída de recursos. Em uma operação financeira, a gente precisa entender se está entrando recurso, se está saindo recurso. Você pode pensar até no seu bolso. Se você vai investir em algum título, sai dinheiro do seu bolso e entra dinheiro no banco, e você recebe o título. Então o fluxo de pagamentos vai mostrar quando, em que momento e quanto, qual o valor que será pago ou recebido em cada período. E a gente vai ver até um exemplo ilustrativo pra conseguir visualizar isso. Quando a gente fala em empréstimos. Você pegou um empréstimo no banco, o fluxo vai ter as parcelas de amortização, você vai amortizar, vai pagar as parcelas, você vai pagar os juros e os encargos. Juros é decorrente do cálculo através da taxa de juros cobrada desse empréstimo. Encargos, por exemplo, tarifa que você precisa pagar. Mas veja, no empréstimo, como que acontece? Primeiro, você recebe um valor do banco, um valor emprestado, então entra um valor, por isso que a gente falou entradas, entra um valor pra você e mensalmente você vai amortizando o capital e os juros. Você vai pagando, saem valores mensais da sua conta pra pagar o empréstimo. Nos investimentos, aí é diferente, porque você recebe juros, podem ser os cupons, são juros periódicos, e você tem o resgate, que é o retorno do investimento. Vamos lá, você investiu num CDB, você dá dinheiro pro banco comprando títulos, sai dinheiro, a primeira coisa é uma saída da sua conta. Daí lá no final, você recebe de volta o capital investido, mais os juros. Agora entra dinheiro, primeiro saiu, depois entrou. Então a gente precisa entender o fluxo de pagamentos, porque daí o investidor vai conseguir avaliar a liquidez no tempo, quando que ele vai ter o retorno, vai olhar o prazo da operação, se é adequado, se aquele prazo é adequado pra ele receber o dinheiro no resgate, se for um investimento, e o rendimento efetivo daquela aplicação. Se dado o prazo, dada a liquidez, o rendimento faz sentido pra ele. Por isso que é importante entender o fluxo de pagamentos. Fluxo de caixa de um título, ele é formado pelos pagamentos periódicos, que são os cupons, e no final, lá no vencimento, o valor devolvido do capital, que é o valor do principal. Olha só, o que são cupons? Tem títulos que prometem pagar semestralmente ou periodicamente os juros. Você pega o seu valor inicial, seu principal, por exemplo, 10 mil, compra um título e a cada seis meses você recebe juros que foram combinados. Pagamentos periódicos são os cupons. Vamos pegar um exemplo, Tesouro IPCA+ com juros semestrais. Veja, além de ser um título IPCA+, ele tem o pagamento de juros semestrais. Esses juros semestrais são os cupons e eles são pagos duas vezes ao ano, porque eles são semestrais. E vai devolver o seu valor investido, os 10 mil, corrigido pela inflação, lá no vencimento. Mais duas vezes por ano, você recebe os cupons. Um CDB pós-fixado paga rendimento apenas no resgate final. Não tem cupom. O título IPCA+ tem juros semestrais, tem cupons, um CDB pós-fixado não tem cupom. São características diferentes dos títulos. Aqueles fluxos com cupons periódicos, é ideal pra quem? Pro investidor que quer ter uma renda constante. Então o investidor que quer a cada seis meses ter uma renda, tem que investir em títulos que pagam cupons. Aquele investidor que não se preocupa em ter uma renda periódica e quer receber só o seu dinheiro corrigido lá no final, aí ele pode comprar um título sem cupom, porque ele prefere a rentabilidade acumulada lá no longo prazo. Então veja que é uma questão de gosto, é uma questão de necessidade do investidor. Aqui vamos pra um exemplo visual de fluxo de pagamentos. Aqui nós temos fluxo de pagamentos de uma LTN, é um título público, a gente vai se deparar com profundidade sobre como funciona, mas pra agora vamos entender o fluxo de pagamentos. LTN é uma Letra do Tesouro Nacional e ela é pré-fixada, não tem cupons. Como que funciona? Aqui é a visão do investidor. Na data da compra, o investidor investe R$ 1000. Sai do investidor, sai do bolso do investidor, por isso que a setinha é pra baixo, o valor investido de R$ 1000, sai do investidor. Isso quer dizer o quê? Quer dizerQue ele comprou o título lá no Tesouro Direto, saiu dinheiro, então é uma saída. E aí tem um prazo de vencimento, por exemplo, dois anos. E aí vai passando o prazo, vai passando, ele não recebe cupons. Quando der dois anos, aí sim, ele vai receber de volta o valor investido, os R$ 1000, mais a rentabilidade, por exemplo, R$ 200. Então ele vai receber R$ 1.200 no final. Setinha para cima por quê? Porque agora ele está recebendo, é uma entrada. Primeiro saiu R$ 1000 do bolso dele e aqui entrou no bolso dele R$ 1.200. Para a gente entender o fluxo de pagamentos, a saída e a entrada. Outro exemplo, fluxo de pagamentos de NTNB, Nota do Tesouro Nacional, série B, que é o IPCA+. Veja que agora tem juros semestrais, tem cupons semestrais. Vamos entender como funciona? Primeiro, mesma coisa, visão do investidor. Ele investe R$ 1000, sai do bolso dele R$ 1000 na data da compra, depois de seis meses, ele recebe os primeiros juros semestrais, recebe 50. Depois de seis meses, recebe mais 50, depois de seis meses, mais 50, e vai recebendo 50 de juros até a data do vencimento. Na data do vencimento, ele recebe o último cupom, mais o valor investido, os seus R$ 1000 de volta. Quanto que ele recebeu? Os R$ 1000, mais todos esses cupons aqui de 50. Então, se o investidor é aquele que deseja a cada seis meses receber um certo valor, ele deve buscar um título que paga cupom semestral com esse fluxo de pagamentos. Mais um exemplo para ilustrar, título Tesouro IPCA com juros semestrais, é exatamente essa NTNB, que paga cupons semestrais, valor investido R$ 1000 e uma taxa real, aqui o exemplo, de 6% ao ano. Aqui a visão é o seguinte: no período zero, no início da operação, ele tem o valor que ele investiu, R$ 1000. Perfeito. Daí após seis meses, esse título paga o quê? Paga a variação do IPCA, mais juros semestrais. Então, como que vai render esse título? Vai render a inflação acumulada, 2% nesses seis meses. Então o valor corrigido com a inflação dá 1020, mais o cupom semestral de 3% ao semestre, dá R$ 30,60. E aí ele vai receber no período R$ 30,60. Ele recebe o valor do cupom. Veja, o valor inicial é corrigido, mas o que recebe é o cupom. Nos próximos seis meses, quando completa 12 meses, inflação acumulada corrige o valor, calcula o cupom e ele vai receber 31,21. Mais seis meses, atualiza com a inflação acumulada, agora vai para 1061,21, calcula o cupom, ele recebe 31,84. Vinte e quatro meses, atualiza com a inflação, calcula o cupom, deu 32,47, aqui é o vencimento, é o prazo final, ele vai receber 32,47 mais esse principal de 1082. Então um exemplo bem didático para entender como funciona o fluxo de pagamentos nesse exemplo, que é um Tesouro IPCA+ que paga cupons semestrais.