Cartão de crédito. Agora a gente entra nos produtos
de crédito, especificamente, esse é um dos principais meios de
pagamento utilizados pelo Brasil.
Então o banco concede essa facilidade de ao invés
de toda hora você ter que ter dinheiro para realizar o pagamento, você
paga com o cartão, isso acumula na sua fatura e no final do
mês você paga a fatura. É um
produto e um serviço que o banco concede.
Mas ele define também uma linha de crédito
rotativo. Por que rotativo? Porque ela é sempre renovada
periodicamente e esse limite de
crédito você pode usar, você vai fazendo os
pagamentos dentro desse limite de crédito.
Se o seu cartão tem o limite de R$ 2000, você pode fazer os pagamentos
até esse limite. Depois,
no final do mês, você paga a fatura dentro desse
limite. Se você tem um limite de cartão de 10 mil, você pode
fazer compras até esse limite de 10 mil.
O banco está te antecipando, porque ele paga para o
estabelecimento, depois você vai pagar para o banco, por isso que é uma
operação de crédito. Então permite você comprar agora e
pagar depois para o banco. Você já vai ficar com o bem e
só depois paga, sempre dentro do limite pré-aprovado,
limite que o banco aprovou para você, que é essa linha de
crédito rotativa.
Então o limite de crédito é o valor máximo que o cliente pode gastar no
cartão, vai ser definido com base em quê?
O que o banco leva em consideração para definir seu limite de crédito?
A sua renda, conforme maior a sua renda
comprovada, maior vai ser seu limite do
cartão.
O seu histórico de pagamento, se você historicamente paga a
fatura no dia, isso vai direcionar um limite maior.
O seu score de crédito, que nós vimos, por exemplo, aquele score de
crédito do Serasa, quanto maior ele for, maior vai
direcionar o seu limite. E se você tem um bom relacionamento com o
banco.
Se você tem diversos produtos com aquele banco, se o banco te
conhece, tudo isso vai trazer uma visão
positiva para o limite de crédito que você vai ter.
Existe incidência de juros.
Caso o cliente pague apenas uma parte da
fatura lá no vencimento e sobrar um saldo
remanescente,
você entra no crédito rotativo do cartão
e aí você paga taxas de juros.
Exemplo:
você tem um cartão com limite de 5 mil.
Ao longo do mês, você foi fazendo os
seus pagamentos, chegou em 5 mil, o banco te antecipou
5 mil. Chegou a data da fatura no dia 25, você
não tinha dinheiro, você pagou 2 mil.
Então você pagou parte da fatura, tinha que pagar 5 mil, você pagou 2 mil.
Faltou 3 mil. Esses 3 mil entram no
crédito rotativo, você vai pagar juros sobre
esses 3 mil que você não pagou da sua
fatura. Os juros rotativos, que vão incidir
sobre esses 3 mil, são bem altos, um dos maiores
juros do mercado, em torno de 15% ao mês.
Isso é um exemplo, claro, que depende do momento da economia.
Mas comparando com os outros juros, é um dos juros mais altos, por isso a
orientação é evitar entrar no crédito rotativo do cartão.
Além disso, incide IOF sobre o saldo devedor.
Nessa data é 0,0082% ao dia,
mais 0,38% fixo. Ponto de atenção, aqui é um
exemplo, porque o IOF muda constantemente.
Então você tem que saber que existe o IOF, além do pagamento de
juros.
Exemplo de cálculo dessa taxa de refinanciamento da fatura.
Você não pagou a fatura, faltou 3 mil, você vai refinanciar.
Aqui, nesse exemplo, o saldo devedor é de 2 mil, então vamos fazer o
cálculo para 2 mil que você não pagou na fatura.
Taxa de juros 6% ao mês, prazo 12
meses. Aí a sua parcela vai ser quanto?
2000 vezes 6%, a gente trouxe aqui para decimal,
fica 0,06.
Aqui a gente vai calcular os juros para
12 meses, então a gente eleva a 12, 1 +
0,06 elevado a 12, dividido por 1
+ 1,06 elevado a 12 menos 1. Essa é a fórmula de cálculo dos juros, vai
gerar uma parcela de 239,50. Então você vai
pagar 12 parcelas de 239,50. Você vai
pagar quanto? 2874, depois de um
ano. Você tinha que pagar 2000,
você vai acabar pagando parcelado um total de
2874. Qual é o encargo total que você está pagando?
874 de juros. Então veja, esse daqui
juros que você está pagando para o banco, porque você não pagou 2000 na sua
fatura. Então a orientação é ter cuidado para não entrar no
crédito rotativo do cartão.
Outra modalidade também bem conhecida das pessoas é o cheque
especial. É uma linha de crédito vinculada à conta
corrente. Quando você abre uma conta corrente, o banco faz uma
avaliação e concede ou não um limite de crédito
de cheque especial para você. E esse saldo
fica à disposição. Você vai utilizando sua conta, quando
sua conta corrente ficar negativa, você entra
automaticamente no limite do cheque
especial.Características: é um crédito
de curtíssimo prazo. A ideia é que você fique poucos dias,
porque os juros são muito altos no cartão.
Em média, nesse momento, entre 8% e
12% ao mês, é um juro muito alto. E também,
junto com o cartão de crédito, são os juros mais altos que os bancos
cobram. Por isso, a orientação é evitar também entrar
no limite do cheque especial.
Também incide IOF
0,0082% ao dia mais 0,38
fixo. De novo, esse IOF pode mudar a qualquer momento e o
cálculo dos juros vai ser proporcional aos dias de uso.
Se você usar um dia e cobrir sua conta, você vai pagar juros somente de
um dia. Se você usar durante 10 dias esse
limite, ficar com a conta negativa durante 10 dias, durante 10
dias, em função do valor que você usou, vão ser calculados os
juros.
Exemplo: o cliente usa R$ 1000 do cheque especial por 10
dias, com juros de 10% ao mês. Quanto que ele
vai pagar de juros? 33,33%.
Olha lá, 10 dias apenas e já vai pagar juros.
Além do IOF, calculando o IOF, mais
4,62 de IOF. Quanto que ele tem que pagar pro banco?
Os 1000 que ele estava devendo, mais 33 de juros,
mais 4,62 de IOF, vai pagar
1037,95. Qual é a recomendação do Banco
Central pra esse produto?
Deve ser usado somente em emergências,
durante poucos dias, pra você não pagar um juros
muito alto pro banco. Pro banco é bom, porque você vai pagar juros
altos pra ele, mas pro cliente não é bom.
E uma outra modalidade, o crédito consignado.
O crédito consignado é um empréstimo, e qual é a
principal peculiaridade aqui, a
característica?
O banco te
empresta dinheiro, por exemplo, R$ 10 mil,
e a parcela que você paga é descontada
diretamente na sua folha de pagamento.
Então imagina que você é um assalariado, uma empresa
te paga todo mês o seu salário. Ao invés de
você receber o salário na sua conta, pegar o seu
dinheiro e pagar a parcela, a própria
empresa desconta do seu salário a parcela.
Você vai receber seu salário líquido.
Por isso que é mais seguro pros bancos, porque não depende da pessoa
pagar, depende da empresa que tem um acordo com o banco
fazer o desconto. Eu falei de um
assalariado, mas pode ser um aposentado.
É muito comum consignado INSS.
O aposentado que vai receber a sua
aposentadoria já desconta a
parcela do empréstimo consignado que ele tomou.
Quem faz isso? O próprio INSS tem um acordo com o banco e já
faz o desconto, o aposentado recebe o valor líquido.
Em função disso, desse desconto na fonte, é o tipo de
crédito mais barato do mercado. Então ele é interessante.
Então quer dizer o quê? Se o
seu cliente vai buscar uma operação de crédito, avalia o consignado.
Se você é elegível ao consignado, pode ser bem
interessante. E por que ele é mais barato?
Por que o banco cobra uma taxa de juros menor?
Porque o risco de inadimplência é baixíssimo, porque não
depende do cliente pagar, lá direto do salário já vai ser
descontado o crédito consignado.
E aí existe a margem consignável. O que é isso?
O quanto do salário,
quanto da renda vai ser
direcionada pro consignado. Pode ser 100%?
Não, é uma parte, é o quanto vai ser comprometido do salário pra pagar
a parcela. Então o valor da parcela é retido na fonte
antes que o cliente receba o salário ou antes que o aposentado
receba o seu benefício. Sempre dentro desse
máximo de margem
consignável. Vantagens desse produto: a taxa
de juros é reduzida, em média de 2% a 3% ao mês, claro,
depende do momento da economia. O prazo pode ser
bem longo, até 84 meses pros
beneficiários do INSS. Então são diversos anos aqui que
você pode pagar a parcela. Você tem o crédito antes e fica pagando
durante diversos anos. E traz uma segurança pro credor, que é
o banco, e uma previsibilidade pro
devedor, porque você sabe o quanto do seu salário vai
ser abatido e a segurança do credor é
porque ele não depende do cliente fazer o
pagamento. Como eu comentei, é a própria empresa ou o próprio INSS
que faz o pagamento. Então é muito interessante pro banco,
é mais seguro, por isso que ele cobra uma taxa menor.