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Política fiscal: arrecadação, gastos e atividade econômica

Transcrição

Política fiscal. Essa política está relacionada ao governo quando, de um lado, arrecada tributos e do outro, realiza os seus gastos, os gastos públicos. O governo precisa de recursos pra fazer as suas atividades, e a principal forma é através da arrecadação de tributos, os impostos que ele cobra das pessoas e das empresas. Então a arrecadação de tributos faz entrar dinheiro no governo. E, por outro lado, ele tem os seus gastos públicos, principalmente a folha de pagamento dos seus funcionários. Ele tem também gastos pra construir uma ponte, pra construir uma escola, então diversos gastos. E isso ele vai controlando, ele tem as suas receitas e as suas despesas. Claro, isso tem que acontecer de uma forma equilibrada e, quando possível, gerar um superávit. O principal objetivo desse controle do governo, da política fiscal, é equilibrar a economia. O governo tem um papel muito relevante dentro da economia de cada país e aí ele vai controlar o nível de atividade econômica, vai controlar o nível de emprego, se as pessoas estão mais empregadas, porque se está empregada, quer dizer que as empresas estão produzindo e isso vai gerar arrecadação de tributos. Uma pessoa empregada também vai pagar os seus tributos. Então quanto mais emprego tiver, melhor pra arrecadação do governo, e é isso que ele vai acompanhar. E também vai controlar a inflação. Se a inflação está muito alta, o governo vai medir qual atuação que ele tem que fazer pra diminuir essa inflação. Então lembrando sempre, política fiscal, a gente está falando de arrecadação de tributos, que são as receitas do governo, e as suas despesas, que são os gastos públicos. E existem dois tipos principais de política fiscal: a expansiva e a restritiva. Se a gente está falando de uma política econômica, se a gente está falando de economia expansiva, quer dizer o quê? Expandir a economia, melhorar a economia. E restritiva, restringir a economia. Então dentro da política fiscal, o que o governo pode fazer pra expandir a economia? Está aqui. Aumento dos gastos públicos. Quando o governo gasta mais, ele está comprando mais de um fornecedor, que é de uma empresa, ele está construindo mais pontes, viadutos, rodovias, e aí várias empresas que prestam serviço ou que vende matéria-prima pro governo. Então sempre que o governo aumenta os seus gastos, está expandindo a economia. E de uma outra forma, quando ele reduz impostos, ele não arrecada impostos. Se ele reduz imposto, ele incentiva o consumo. A pessoa que paga menos imposto, sobra mais dinheiro pra ela consumir mais e pra ela investir mais e comprar um bem ou colocar o seu dinheiro no mercado financeiro. Então, toda vez que o governo aumenta os seus gastos, expande a economia, toda vez que ele reduz impostos, expande a economia. E do outro lado, nós temos a política fiscal restritiva, que é o contrário. Se o governo reduz os seus gastos, menos dinheiro vai pras empresas. E aí ele está restringindo a economia. E quando ele eleva impostos pra conter a inflação, o que ele faz? Eleva impostos, o imposto fica mais caro, as pessoas gastam menos, porque o imposto está mais caro. E isso contém a inflação, porque se as pessoas e empresas consomem menos, porque o imposto está muito alto, a inflação tende a arrefecer, e isso ajuda a equilibrar as contas públicas. Então entender o que faz expandir a economia, o que faz restringir a economia. Relação entre política fiscal e a dívida pública. O que é a dívida pública? É o quanto o governo deve para pessoas, empresas, que é a dívida pública, o quanto o governo deve. Quando o governo gasta mais do que arrecada, olha lá, o governo arrecada e o governo gasta. Quando ele gasta mais do que arrecada, ele tem um déficit, déficit público. E esse déficit, ele precisa de dinheiro, o caixa dele ficou negativo. O que ele faz? Ele emite títulos de dívida, a dívida pública aumenta. Por que é título de dívida? Aqui são os títulos públicos, porque o governo emite título público, ele emite título, ele está dando título, e o investidor que compra o título, está dando dinheiro, fica com o título e dá dinheiro pro governo. O governo precisa de dinheiro pra cobrir seu déficit, quando ele recebe dinheiro do investidor, pronto, ele agora tem dinheiro, mas ele ficou devendo. Ficou devendo, título de dívida, dívida públicaO aumento da dívida pode elevar a taxa de juros. Se a dívida do governo fica muito grande, isso eleva a taxa de juros. E se a taxa de juros está muito alta, vai encarecer o crédito, vai reduzir o investimento privado, porque a empresa que ia tomar crédito pra fazer um projeto, como o juros está alto, acaba não fazendo. E se houver excesso de gastos do governo, a demanda sobe. O governo está gastando muito, está expandindo a economia, muita demanda, as empresas vendendo ali pro governo, matéria-prima, serviços, isso tende a gerar inflação. Então veja que tem que achar um ponto ótimo aqui. E por outro lado, uma política fiscal quando é equilibrada, vai contribuir pra confiança dos investidores e estabilidade econômica. O que é o equilíbrio? É o equilíbrio dessas situações que nós falamos aqui. Agora, a política cambial, são as medidas que o governo adota, ou mesmo o Bacen, pra administrar a taxa de câmbio, a conversão de câmbio, por exemplo, de reais pra dólar, de reais pra euro. Então ele vai controlar todas as operações que são realizadas em moedas estrangeiras, não só dólar, em qualquer moeda, a gente pode fazer transação com qualquer moeda de qualquer país. Dólar e euro são as mais conhecidas. Principal objetivo dessa política é manter a estabilidade do valor da moeda nacional. A nossa moeda, a taxa de câmbio mostra isso. Se um dólar vale R$ 5, a gente espera, pelo menos, que tenha uma estabilidade. Não faz sentido um dia estar R$ 5, outro dia R$ 6, outro dia R$ 8, outro dia R$ 3, aí ele é muito volátil e prejudica qualquer transação, porque você não tem previsibilidade. A gente precisa ter uma sustentação no valor da nossa moeda, equilibrar o setor externo e evitar oscilação excessiva no câmbio, que eu acabei de falar, oscilação não é boa. E o câmbio pode impactar a inflação e investimentos. Olha um exemplo: o Brasil importa boa parte dos materiais, por exemplo, defensivos agrícolas, grande parte é importado. Se a taxa de câmbio ficar muito alta, esse defensivo vai ficar mais caro e aí vai gerar inflação, porque ele é utilizado nas lavouras. Então veja, uma oscilação de câmbio pode impactar a inflação do país, inclusive em setores específicos. E falando das taxas de câmbio, a primeira delas, taxa de câmbio nominal, é o preço da moeda estrangeira em relação à nacional. É o conceito puro de taxa de câmbio, por exemplo, R$ 5 por dólar. Então um dólar vale R$ 5, essa é a taxa de câmbio nominal, é essa relação de uma moeda com a outra. Nós temos a taxa de câmbio real, que é quando a gente ajusta o valor considerando a inflação dos dois países. É uma outra medida, porque vai refletir o poder de compra da moeda. Se o Brasil tem uma inflação muito mais alta que o outro país, faz sentido ter essa avaliação da taxa de câmbio real, porque ele considera o efeito da inflação. Uma taxa bem importante é a taxa Ptax. A taxa Ptax é calculada como a média das cotações do dólar, que o Bacen apura ao longo do dia. Todo dia ele calcula a média da cotação do dólar, ele divulga essa taxa Ptax e ela serve de referência em várias operações financeiras. O que isso quer dizer? Por exemplo, quando uma empresa vai fazer uma operação financeira, qual a taxa de câmbio que ela vai usar? É o câmbio turismo, é o câmbio comercial? Não, é a taxa Ptax, por isso que ela é importante pra nós. Câmbio comercial é usado pra transações de empresas. Empresa que faz importação ou exportação, aí sim, usa a taxa de câmbio comercial, que é amplamente divulgada. E o câmbio turismo é para as pessoas físicas que fazem a compra de moeda pras suas viagens, aí usa a taxa de câmbio turismo, invés do câmbio comercial.