Vamos entender a diferença entre taxa de juros
nominal e a taxa de juros real.
A taxa de juros nominal é aquela
taxa que consta no contrato da sua
operação, é a taxa contratual. Então se
você combina de adquirir um CDB
emitido pelo banco com taxa de 10% ao
ano, esse 10% ao ano é a taxa de juros
nominal, é aquela que você combinou, é aquela que aparece no contrato.
Taxa de juros real,
desconsidera o efeito da inflação.
Pensar que na taxa de 10% que a gente deu exemplo
agora, lá dentro tem a inflação. Você não vai ganhar
exatamente os 10% em visão
de poder de compra, em visão
real de valorização do seu título, porque teve a
inflação. A inflação no período tem que ser
descontada desses 10%.
Então a taxa real é
aproximadamente a taxa
nominal menos a taxa da
inflação. Vou repetir: a taxa
real é aproximadamente a taxa nominal
menos a inflação. Então vamos lá, o exemplo que eu dei agora,
se a taxa nominal é 10%, que aparece ali
no contrato do seu CDB, e a inflação está em
4% ao ano, e ao ano, tem que ser no mesmo
período, a taxa real é
10% menos 4%,
aproximadamente. Quanto que dá essa conta? Seis.
Seis, aproximadamente. Por que eu falo aproximadamente?
Porque o cálculo exato eu vou mostrar agora na
sequência.
Vamos pegar um exemplo, e esse é o cálculo real.
Se o investimento rende 10% ao ano e
esse 10% é a taxa nominal, e a
inflação é de 4% ao
ano. Lembra? Ao ano,
mesmo período, quando não tiver, precisa fazer essa adequação para fazer o
cálculo. Qual é o ganho real? O ganho real é de
aproximadamente 6%, como eu falei.
Mas vamos pro cálculo exato. O cálculo correto
é esse: a gente precisa, sempre que a gente for
fazer
uma operação entre taxas, a
gente coloca um na frente. A gente
precisa tirar do percentual e colocar um na
frente. Em vez de fazer 10 menos quatro, a gente vai
dividir.
É a relação de um com o outro, 10 dividido por
4. Mas o cálculo funciona assim:
10% ao ano, em decimal, é
0,10. A vírgula que está aqui no final
divide por 100.
Ela vem para cá e vem para cá, então é
0,10.
E
4 dividido por 100, a vírgula está aqui, vem para cá e vem para
cá, então é 0,04.
Olha lá, estava aqui a vírgula, um, dois, veio para cá, estava aqui,
um, dois, veio para cá.
E a gente coloca um na frente. Então era 0,10, ficou
1,10. Era 0,04, ficou 1,04.
E agora a gente divide 1,10 por 1,04.
Dá 1,0577.
Agora a gente volta. O um eu tiro, fica
0,0577 e multiplico por 100.
Aqui a gente não dividiu por 100 para chegar no 0,10, agora a gente
multiplica. Então
0,0577 multiplicando por 100 para
chegar ao percentual, dá 5,77. Então vamos
lá. Lembra que era aproximadamente seis?
Na verdade, fazendo o cálculo correto, é
5,77%. Vamos lá? Se
você investiu numa taxa nominal de 10% ao
ano e a inflação está 4% ao ano, seu
ganho real da rentabilidade é
5,77%.
Esse é o cálculo real efetivo para
esse exemplo que nós estamos vendo.
Regimes de capitalização. Capitalização
é o processo de aplicar juros
sobre um valor de capital ao longo do tempo.
Capitalização, você tem um capital e você vai
calcular os juros em um tempo.
Existem dois tipos principais de capitalização:
a capitalização simples e a capitalização
composta, juros simples, juros compostos.
Vamos falar primeiro da capitalização simples.
Nesse tipo, os juros são calculados sempre
apenas sobre o valor inicial, sobre o capital.
Sempre. Eu pego o capital, calculo juros.
No próximo mês, pego o capital, calculo juros.
Terceiro mês, pego o capital, calculo juros.
Esse tipo de cálculo é pouquíssimo
utilizado no mercado financeiro.
A gente vai ver que no mercado financeiro, a capitalização mais usada é a
capitalização composta.
Capitalização simples é usado apenas em algumas
operações de curto prazo ou para fazer algum cálculo
aproximadoNo dia a dia, efetivamente, é a
capitalização composta. Mas vamos ver um exemplo.
Um investimento de R$
1000. Então 1000 é o capital que foi investido e
que no tempo vai render juros
a uma taxa de 10% ao ano.
Essa é a rentabilidade.
E vai ficar investido por três
anos. Esse é o período. Capital,
taxa de rendimento, período.
Quanto que ele vai render? Ele vai render R$
300 de juros.
Como que a gente faz esse cálculo? É só multiplicar.
1000, que é o capital, multiplicado pela taxa,
multiplicado pelo prazo. Ponto de atenção:
o período da taxa tem que ser o mesmo período do
prazo.
Aqui, a taxa é ao ano, o prazo é ao
ano, então é fácil, é só multiplicar.
Se não fosse, aqui se tivesse em meses, precisaria transformar o
ano porque a taxa está ao ano.
Então a gente faz capital vezes
a taxa de rentabilidade vezes três anos.
Isso daqui vai dar R$ 300 de juros.
Então é um cálculo simples de multiplicação.
O que a gente fez? No primeiro ano, 1000 vezes
10% dá 100. Segundo ano, 1000
vezes 10% dá 200. Terceiro ano, mesma
coisa, 1000 vezes 10%, 100,
somando tudo dá 300.
Então bem fácil de fazer o cálculo.
Agora, capitalização
composta. Aqui os juros são
calculados sobre o valor acumulado,
não sobre o capital inicial. Então como que a gente faz?
A gente pega o capital, calcula os juros.
No próximo mês, pega o capital mais os
juros e calcula os juros. No próximo mês, pega esse
valor acumulado de capital mais juros e calcula os juros de novo.
Ou seja, juros sobre juros.
E esse é o tipo de capitalização
mais utilizada no mercado financeiro.
Quando a gente faz o cálculo para os
ativos, CDB, Tesouro Direto, empréstimos,
financiamentos, nós estamos sempre fazendo através da
capitalização composta.
Exemplo,
R$ 1000 aplicados a
10% ao ano por três anos. Reparem que
é exatamente o mesmo exemplo da capitalização
simples. Para quê? Para a gente comparar os dois resultados.
E aqui tem uma fórmula. Qual que é a
fórmula para a gente fazer esse cálculo? A fórmula é essa daqui.
M é o montante, que vai ser o resultado final,
capital mais juros, é igual ao quê?
O capital investido, no caso 1000,
entre parênteses, um mais I, I é a
taxa, no caso 10% ao ano,
elevado a N, que é o período.
Então veja, no cálculo anterior a gente fez só uma multiplicação.
Aqui tem um cálculo exponencial, a taxa
exponencial ao período. Como que a gente faz esse
cálculo? M, é o montante que a gente vai calcular, é
igual ao capital, que é 1000, então a gente coloca aqui
1000, um mais I, que é a
taxa. Olha lá, igual nós fizemos naquele
exercício da taxa de juros real,
10% em decimal é 0,10.
Está aqui, 0,10. Só que um, 1 mais
0,10 dá 1,10.
Elevado a N. Qual que é o prazo? Três, de
três anos. De novo, aqui tem que ser ao ano, aqui
tem que ser ao ano, como é para os dois, é só fazer o
cálculo. Agora sim, então M, que é o montante,
é igual 1000
vezes 1,10 elevado a 3, na
calculadora, dá
1,331. E se a gente
multiplicar isso por 1000, dá
1331.
1331 é o capital mais os juros
calculados. Se a gente quiser calcular somente os juros, o
que a gente faz? A gente pega o montante e desconta o capital.
E aí vai ficar 331. Qual é o resultado que a gente
tinha na capitalização simples? Trezentos.
E na capitalização composta, para o mesmo exemplo,
331. Então veja que na
capitalização composta, o fato de calcular juros sobre
juros, os juros é maior, 331. Na
capitalização simples, foi só 300.
Então é importante saber isso. A capitalização
composta é a mais utilizada no mercado
financeiro e o fato de calcular juros sobre juros
faz com que os juros no final seja maior que na
capitalização simples.