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Dividendos e distribuição de resultados

Transcrição

Dividendo. Dividendos são parte do lucro gerado pelas empresas, que são distribuídos aos seus acionistas. Toda empresa busca geração de caixa e geração de lucro, porém, são conceitos diferentes. Mas quando contabilmente a empresa gera lucro, ela precisa tomar uma decisão, se esse lucro vai ser reinvestido ou se vai ser distribuído aos acionistas. Por que essa decisão de distribuir aos acionistas? O acionista compra a ação da empresa esperando ter retorno. Então o dividendo é uma forma da empresa mostrar para o acionista que ela gera resultado e uma parte ela distribui para esse investidor, para esse acionista, fazendo com que mais acionistas adquiram essa ação. Entenda que é um fluxo. E esse fluxo, funcionando bem, vai atrair mais acionistas e valorizar mais a empresa. O lucro, então, gerado pela empresa, distribuído aos acionistas, normalmente essa determinação, essa aprovação, acontece na AGO, na Assembleia Geral Ordinária, que acontece obrigatoriamente uma vez ao ano. E é uma forma de remunerar o capital próprio investido. O capital próprio é o capital dos acionistas que investem na empresa e ele precisa ter retorno. O seu retorno pode vir através dos dividendos, por isso que ele é tão utilizado e tão interessante para os investidores. Principais pontos: os acionistas preferenciais, aqueles que têm ação preferencial nominativa, têm prioridade no recebimento. Prioridade versus quem tem ON. Quem tem PN recebe primeiro, quem tem ON recebe depois. E um ponto muito relevante quando a gente fala de dividendos, eles são isentos de imposto de renda para as pessoas físicas. Vejam que interessante. Então se você compra a ação de uma empresa que paga dividendos, você recebe esses dividendos e não vai pagar imposto de renda. Muito interessante esse ponto do ponto de vista do investidor. Um exemplo prático: se uma empresa distribui R$ 1,00 por ação de dividendos e o investidor possui 2000 ações, ele já tinha comprado. Então primeiro ele compra ações, depois a empresa declara meses depois que vai pagar R$ 1,00 por ação, ele vai receber quanto? R$ 2000,00 em dividendos. Então é bem interessante para o investidor. Nós temos uma outra forma também, que conceitualmente é muito parecida com os dividendos, mas tem algumas peculiaridades. Também é uma forma de remuneração dos acionistas, igual os dividendos, mas o juro sobre capital próprio, ou JCP, ele beneficia também a empresa do ponto de vista tributário. Vamos entender por quê. Ele é calculado a partir do patrimônio líquido da empresa, então a empresa gera o resultado no ano, vai gerar lucro, esse lucro vai ser incorporado ali no patrimônio líquido, mas ele é lançado como despesa financeira. Isso faz com que seja reduzido o lucro tributável da companhia. A empresa tem um benefício fiscal quando ela distribui juros sobre capital próprio. O investidor vai receber o valor líquido, porque aqui há imposto de renda retido na fonte de 15%. Retido na fonte quer dizer que a empresa retém e paga para o governo. O investidor recebe líquido, recebe os 85%, porque 15% é imposto que a empresa retém. Exemplo prático, uma empresa anuncia que vai pagar juros sobre capital próprio de R$ 1,00 por ação. Um investidor com 1000 ações vai receber quanto? R$ 850,00 líquido. Por quê? Porque 150, o equivalente a 15%, é retido de imposto de renda pela empresa na fonte e ele recebe líquido. Então, juro sobre capital próprio, ele gera esse benefício fiscal para a empresa e o investidor recebe o valor líquido. É isso que a gente precisa entender sobre esses conceitos. Então aqui no comparativo, dividendos versus juros sobre capital próprio. Dividendos, ele é considerado um lucro que é distribuído aos acionistas e o juro sobre capital próprio, conceitualmente, ele é uma despesa financeira dedutível, que ele abate o resultado da empresa para fins de imposto de renda. Para o investidor, o dividendo é isento para pessoa física, mas o juro sobre capital próprio tem 15% de IR retido na fonte. Essa é uma grande diferença. O benefício fiscal nos dividendos, aqui apenas para o investidor, porque ele é isento, ele não paga imposto de renda, e no juro sobre capital próprio, a empresa tem benefício fiscal.Periodividade, pros dois é livre. Dividendos, geralmente a distribuição de dividendos é anual, trimestral, semestral, isso depende da empresa. E juros sobre capital próprio também, geralmente trimestral, mas pode ser com qualquer periodicidade. Então aqui a gente viu as principais diferenças entre essas duas modalidades de remuneração de capital dos acionistas. E agora, índices de mercado. Vamos ver a diferença entre o índice Ibovespa, o IBRx 100 e o IBRx 50. Esses índices de mercado são benchmarks, são índices de referência, todos relacionados ao mercado acionário. A gente viu que as empresas negociam suas ações no mercado acionário, na B3, e os benchmarks são importantes por isso. Eles representam o desempenho médio de um conjunto de ações que são listadas na B3, ações que estão lá diariamente sendo negociadas na B3. Eles são usados para quê? Para avaliar o comportamento de mercado. Quando a gente vê que o Ibovespa subiu 5% no mês, a gente sabe que o mercado acionário subiu 5%, como um todo, esse desempenho médio, esse conjunto de ações. Por isso que eles servem de referência para as análises, serve de benchmark também para fundos, se eu quero comparar o fundo de ação X versus o Ibovespa, quem teve o melhor desempenho? Eu posso usar um desses índices de mercado. Ibovespa, quer dizer Índice Bovespa. Ele mede o desempenho de ações, aquelas mais negociadas no mercado. Isso é um pré-requisito, são ações que têm muita liquidez, que são negociadas. E ele é considerado o principal índice da B3. Sempre que a gente fala de bolsa de valores, o principal índice é o Ibovespa. Ele reflete cerca de 80% do volume negociado na bolsa. Veja só, de todo o volume financeiro, imagina que num dia foi negociado 500 bilhões de reais. 80% disso está relacionado a essas ações, a ações que compõem o Ibovespa. Por isso que reflete muito o mercado acionário, porque ele representa cerca de 80%. E para as ações que compõem esse índice, normalmente são em torno de 80 ações que compõem o índice, essa composição é revisada trimestralmente e às vezes uma ação pode sair do índice, pode entrar outra, tudo isso bem divulgado pela B3. Então um exemplo, se o Ibovespa, que é o índice, sobe 2% no dia, num determinado dia, indica que, em média, as ações que compõem o seu índice se valorizaram 2%, porque é uma composição desse conjunto de ações. Então normalmente, se você quer saber como que foi o mercado de ações num determinado dia, veja o comportamento do Ibovespa, ele vai refletir bem o mercado como um todo. Mas nós temos índices mais específicos, como o IBRx 100, que é o Índice Brasil 100. Ele mede o desempenho de 100 ações mais negociadas na bolsa. Veja, o Ibovespa, a gente estava falando em torno de 80, aqui 100 ações. É uma amostra mais ampla do mercado que o Ibovespa, e ele é ponderado pelo valor de mercado dessas empresas. Tem empresas que têm o valor muito maior que outra, então essa ponderação é considerada. E onde ele é usado comumente? Como um benchmark, como índice de referência para fundos de ações diversificados. Eu quero comparar meu fundo de ação com o Índice Brasil 100 e ver se a rentabilidade está melhor ou pior. E o último índice, quando a gente fala de renda variável, é o IBRx 50, Índice Brasil 50. Aqui são 50 ações mais líquidas da B3 e ele é uma referência, o uso dele para fundos de investimento ou mesmo ETFs, que são fundos de índice. Ele é mais concentrado que o IBRx 100, menos diversificado, só que ele é mais diversificado que o Ibovespa. Então para algumas finalidades vai usar o Índice Brasil 50, para outras finalidades é melhor o Índice Brasil 100 e o mais utilizado pelo mercado é o próprio Ibovespa.