Reserva de emergência. O que é a reserva
de emergência dentro de finanças pessoais?
Ela é um fundo, é uma reserva, é
deixar dinheiro guardado
para imprevistos que possam surgir.
Alguns deles:
desemprego. Uma pessoa trabalha
com carteira assinada, tem o seu salário, mas, em
algum momento e de forma inesperada, pode perder o
emprego.
Como vão ficar as suas dívidas, as suas despesas fixas?
Como vai pagar o aluguel? Como vai pagar a educação do filho?
Aí entra o uso da reserva, da reserva de
emergência que tinha acumulado.
Outros exemplos de imprevistos: doenças.
A pessoa
tem uma doença relativamente grave, se afasta um
período do trabalho, precisa das
reservas para pagar o hospital, os médicos ou
outras despesas inesperadas que são
relevantes. Então o objetivo é
usar
a reserva
nessas situações e evitar
crédito caro. Às vezes, quando você precisa
de dinheiro e vai no banco e, por exemplo, não tem uma garantia,
vai tomar um crédito pessoal. E a gente falou que crédito
pessoal é uma das taxas mais altas, então você usaria
crédito caro se você não tem uma reserva de emergência.
Então esse é o objetivo principal da reserva.
E aí a pergunta que surge é: mas qual é o montante
necessário que eu preciso ter como reserva de emergência?
Veja, é uma pergunta que o cliente pode fazer.
O ideal é manter entre três a
12 meses das despesas fixas
mensais. Veja só, de três a
12 meses.
E esse período depende da sua
estabilidade de renda.
Se a sua renda é mais estável, pode ser um período
menor.
Se a sua renda é mais instável,
você não sabe exatamente quanto ganha ou vai ganhar a cada
mês, aí você precisa ter uma reserva um pouco
maior. Então vamos entender isso com um exemplo.
Se as suas despesas fixas mensais,
aquilo que você já sabe que todo mês gasta,
se elas somam R$ 3 mil,
a sua reserva de emergência tem que ficar entre 9
mil e 18 mil. Então, de novo,
se as suas despesas fixas somam 3 mil,
entre 9 e 18 mil.
Agora vamos entender, pelo perfil,
como fica, qual a quantidade de meses da
reserva recomendada. Então é o seguinte:
se o seu perfil é estável, por exemplo, um
servidor público,
ele tem a estabilidade, então ele tem uma renda
previsível.
Ele já sabe que nos próximos
meses ele vai receber a renda dele.
Então é recomendado ter uma reserva de
três a seis meses,
partindo do valor das suas despesas.
Então 3 mil vezes
três meses, 9 mil.
3 mil vezes seis meses, 18
mil. Por isso que a gente falou entre 9 e 18 mil.
Então isso é para quem tem uma renda previsível,
não acredita que vai perder o salário daqui para
frente.
Agora, se é um profissional
autônomo ou se é um
empresário, que a renda é variável, a renda
varia, em um mês ganha 5 mil, no outro mês ganha 20 mil, no outro
mês ganha 4 mil, a reserva
recomendada é maior, justamente em função dessa
volatilidade. A renda não é tão previsível.
E aí é recomendado de seis a 12
meses.
Seis meses, 6 vezes 3 = 18. Então no mínimo
ter 18 mil de reserva,
nesse caso, de despesas fixas de 3
mil. E se é um aposentado, o
aposentado
tem uma renda fixa, ele sabe que ele vai receber do
INSS R$ 5 mil todo mês.
Porém, ele é mais sensível à saúde.
E aí a reserva recomendada são seis
meses. 6 vezes 3 = 18, uma reserva de pelo menos
18 mil. Só que vejam, se a despesa fixa
for de 5 mil, aqui os valores vão mudar.
Perfeito? Então aqui é uma forma
de calcular o montante necessário para reserva de
emergência.
E agora, uma outra pergunta é: ok,
tenho os valores, tenho os 18 mil que eu
preciso. Onde eu vou investir? Quais
os produtos que eu devo investir? Uma pergunta bem interessante, e a gente
vai responder agora. Deve investir em
ativos de baixo
riscoNão é na reserva de emergência que você vai
buscar altas rentabilidades, aqui é buscar garantia
e precisam ser investimentos com alta
liquidez. O que é liquidez? Transformar o
investimento em dinheiro quando você precisa.
Liquidez diária, ativos que têm a liquidez,
alta liquidez,
que possam ser resgatados rapidamente sem perder valor.
Então quais são as opções recomendadas de
produtos para colocar o dinheiro da reserva de
emergência? Primeiro deles, Tesouro Selic.
Tesouro Selic é o título público que tem a
rentabilidade atrelado à Selic. Se a taxa de juros
subir, ele sobe, a rentabilidade, se cair, cai, mas sempre
está ganhando a taxa de juros da economia.
É o título público mais conservador e ele tem
liquidez diária.
Uma segunda opção é ter CDBs
com liquidez diária.
Claro, avaliar também a instituição por causa do risco de crédito,
mas com liquidez diária, quando você
precisa, você resgata o CDB,
independente dele ser pré, ser pós, você vai manter sua
rentabilidade, sempre vai ganhar uma rentabilidade,
quando você precisar, você resgata.
Outra opção são os fundos DI ou
fundo de renda fixa simples.
São fundos que vão buscar seguir também a
rentabilidade da Selic, a rentabilidade do CDI,
renda fixa simples,
estão muito direcionados para produtos
conservadores de renda fixa, então são
boas opções de investimento. E também
contas remuneradas. Alguns bancos
disponibilizam, na própria conta
corrente, aplicação automática
que rende um percentual da Selic.
Então só o fato de você deixar o seu dinheiro na conta
corrente, já vai ter um certo
investimento, uma certa rentabilidade.
Então também pode ser uma opção. Então o que a gente viu
aqui? Que a reserva de emergência deve ser
aplicada em ativos de baixo risco e alta
liquidez.