Regras de conduta pra atuação dos
profissionais. A atuação do
profissional no mercado financeiro, atendendo o cliente,
deve ser feita com ética, com
responsabilidade e com transparência.
O objetivo é que isso ajude no
relacionamento do profissional com o seu cliente.
A ANBIMA define o código de
conduta ética. Além do código de
distribuição, existe esse código, que
traz os princípios, as regras de
como deve ser o comportamento das
pessoas que ou já trabalham no
banco, mas também das pessoas
candidatas à certificação.
E é isso que a gente vai ver nessa aula.
Essas regras reforçam esse
compromisso de ter a centralidade no
cliente, o cliente ter a sua importância,
do profissional ter a sua competência técnica, estar
preparado para atender o cliente e que ele conheça
essas regras e atue dentro dessas regras pra
evitar algum tipo de problema.
Então o código de conduta ética vai
orientar a conduta pessoal
e a conduta profissional de quem
atua no mercado financeiro,
inclusive pra aqueles que são candidatos,
aqueles que ainda vão tirar a certificação
profissional.
Objetivo do código: promover uma
conduta íntegra, justa,
transparente, que esse profissional, quando atue,
faça o melhor para o interesse do cliente,
que não tenha conflitos de interesse, que tenha
uma confiança, que ele passe essa confiança
para o seu cliente. Vejam, somente aspectos
positivos
pra quem está atendendo, pro cliente e pra própria
instituição. Por isso que esse código de conduta também é
uma melhor prática que a ANBIMA traz e cobra
dos profissionais que atuam no mercado financeiro.
Existem nove princípios éticos que a
ANBIMA traz. Vamos conhecer esses princípios?
Primeiro, integridade. É atuar com
honestidade, sendo leal e evitar
qualquer conduta que seja direcionada pra uma fraude.
A gente sabe que no mercado financeiro, alguns
profissionais, infelizmente, atuam indevidamente e
cometem fraudes. E é isso que a gente quer evitar quando é
solicitado que o profissional atue de forma íntegra,
que ele tenha competência, que ele tenha conhecimento
técnico, que ele saiba informar com as
melhores informações sobre o mercado, sobre os
produtos e oferecer informações precisas pra
decisão do cliente. Objetividade,
basear sempre a sua decisão, a sua
oferta e a decisão do cliente em fatos, em
análise, em informações reais.
Confidencialidade,
proteger sempre a informação do cliente e da instituição.
Não pode ter vazamento de informação, a informação é confidencial.
Claro, está levantando informação de salário, de patrimônio do
cliente, sempre tem que ser tratado de forma
confidencial. Diligência, exercer suas funções
com zelo, com cuidado, com responsabilidade.
Ser transparente, comunicar os riscos, os
custos que essa operação pode ter, as
características, tudo isso de forma clara pro cliente entender.
Lealdade, colocar o interesse do cliente acima do próprio e
acima do interesse da instituição.
Se ele faz isso e o cliente percebe, ele vai voltar, ele vai aumentar esse
relacionamento com o banco.
Responsabilidade, cumprir as normas legais,
regulatórias. A gente sabe que os produtos de
investimento, ou mesmo os produtos de crédito, têm diversas normas pra serem
seguidas. E seguir essas normas, é
papel do profissional. E por último, respeito.
Agir sempre com cortesia, empatia.
Claro que tem aqueles momentos que o profissional não está num bom dia, mas
fazer todo o esforço pra ter respeito com os clientes,
inclusive evitar questões de discriminação.
Então como regras gerais, o que é pedido, inclusive pra
aquelas pessoas que são candidatas à certificação?
Agir com honestidade, boa-fé, sempre respeitando as normas,
não fraudar ou burlar os processos de exame e
certificação,
evitar condutas que prejudiquem a imagem da ANBIMA ou do
mercado financeiro, cumprir os
regulamentos de exame, não utilizando materiais não
autorizados, exemplo, colando no exame,
manter sigilo sobre o conteúdo da prova e
processos. Isso que é requerido dos profissionais que
buscam os exames de certificação.
E caso tenha violação dessas regras, pode incorrer em
cancelamento da inscrição, vejam só os impactos,
suspensão da candidatura
e impedir o candidato de novas tentativas.
Então muito cuidado, respeitar as regras dos exames de
certificação.E
mais algumas regras de conduta. Vamos olhar
as categorias e qual é a conduta esperada.
Quando a gente fala de relacionamento com o cliente, atuar com
transparência, clareza nas informações, ter respeito com esse
cliente e sempre oferecer os produtos adequados pra atender
a regra de suitability. Relacionamento com os
colegas:
colaborar eticamente com os seus colegas,
respeitar a hierarquia dentro da instituição e
não prejudicar terceiros. A gente sabe
que trabalhar no dia a dia com outras pessoas realmente não é
fácil, mas é requerido, é
solicitado, que sempre tenha um bom relacionamento com seus
colegas de trabalho. Comunicação de informações:
não omitir, distorcer ou manipular os dados
financeiros pra de alguma forma enganar o cliente ou pra direcionar o
cliente a tomar uma certa decisão.
Confidencialidade: proteger sempre as informações sensíveis do
cliente, como a gente falou, dados pessoais, salário,
patrimônio.
Conflito de interesse: identificar, isso é o que distingue
um bom profissional, identificar e evitar situações que podem
colocar em risco
o seu trabalho, a sua imparcialidade.
Em alguns momentos, é melhor não atuar do
que atuar e entrar numa questão de conflito de interesse.
E capacitação contínua: sempre buscar atualização.
Não é porque você tirou a certificação, que agora
você está preparado pros próximos cinco, 10 anos.
Os produtos mudam, as normas são atualizadas, as tendências
de mercado sofrem alterações. Isso é capacitação
contínua.
Algumas proibições.
Evitar, claro, fazer promessas de rentabilidade
garantida em nenhum produto.
O profissional não pode trazer essa promessa pro seu
cliente. Divulgar informações falsas ou
enganosas, você está ludibriando, você está enganando o cliente.
Cadê a transparência? Omitir os riscos do
produto. O melhor é, mesmo antes
do cliente perguntar, você já direcionar qual é o risco
do produto. Pra esse produto, tem esse risco, pra esse, tem aquele risco,
e o cliente decide.
Utilizar certificação de forma indevida.
Então, por exemplo,
a pessoa que já trabalha numa instituição não pode ofertar
produto de investimento se tiver o CPA ou CEPRO R.
Não pode. Então se ele fizer isso, ele está em
desacordo com o que traz aqui os códigos da ANBIMA.
E o descumprimento dessas regras pode resultar em advertência pro
profissional ou pra instituição, suspensão ou
cassação da sua certificação. Muito cuidado com
essas proibições, inclusive podem ser questionadas na prova.
E deveres profissionais.
Os profissionais têm princípios éticos que
devem ser seguidos. Vamos entender os deveres.
Dever de competência, manter sempre atualizado,
participando de treinamentos, fazendo reciclagens, os
cursos que a instituição oferece, cursos que você pode fazer por conta
própria. Dever de diligência,
ser diligente é ter cuidado, é ter
as informações certas pra você, pro cliente,
analisar as informações, analisar o perfil do cliente.
Dever da informação, sempre fornecer informação pro
cliente, clara, verdadeira, completa, pra ele tomar a melhor
decisão. Dever da lealdade, colocar o
interesse do cliente acima de tudo, acima do seu próprio interesse e do interesse
da instituição. Dever da confidencialidade, manter
sigilo sobre os dados e as operações do cliente.
Dever da imparcialidade,
evitar influência, por exemplo, daquilo que pode gerar conflito de
interesse numa comissão. Então você tem dois
produtos, produto A ou produto B. O produto B oferece uma comissão
maior pra você, mas não é adequada pro cliente.
Você não deve ofertar esse produto pro cliente.
Você deve ofertar o produto A, mesmo que a sua comissão seja
menor. Ou alguma questão de meta ou pressão comercial.
Tem uma pressão muito grande pra vender o produto A, mas ele não é ideal
pro cliente. Não vende esse produto pra ele, não oferta pra ele.
Busca um outro cliente pra você bater sua meta.
Dever de conformidade, sempre buscar cumprir as
leis, os regulamentos e também as políticas internas da
instituição. Além dos regulamentos, que normalmente são
leis, são normas dos reguladores,
existem também as políticas internas que o próprio banco
escreve e precisam ser seguidas.